segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
CONCORRÊNCIA NA PRODUÇÃO DE CALOR DE PROCESSO
GASODUTOS
ESTOQUE DE ENERGIA POTENCIAL QUÍMICA
MONOPÓLIO DO GAS
GERAÇÃO DISTRIBUIDA
GÁS TERRESTRE
FUGINDO AO CONTROLE
COGERAÇÃO E COMPLEMENTAÇÃO
GAS COMO SUBPRODUTO
CONSENSO SOBRE SHALE GAS
GÁS; O “PRESENTE” DO FUTURO.
GÁS: INSUMO PARA COGERAÇÃO
DIVERSIDADE
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
DOAÇÃO NÃO GENEROSA
UNANIMIDADE BURRA
QUEM REGULARÁ NOSSOS REGULADORES?
LEILÃO DE CONSÓRCIO ÚNICO (HOMOLOGAÇÃO)
PRÉ-SAL VIROU CONTO DE FADAS
ESTÍMULOS DO FED
CEM ANOS DO CANAL DO PANAMÁ
A ILUSÃO DO LONGO PRAZO
FINANCIAMENTOS A **PRAZOS DE ÉGUA**
“AÇUDES DO NORDESTE VÊM DESDE O IMPÉRIO”
AÇUDES SÃO MARES MORTOS DE ÁGUAS SALOBAS
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
FONTES ALTERNATIVAS E USINAS DE FIOD’ÁGUA
HIDROELÉTRICAS NA GERAÇÃO DE PONTA
“TÉRMICAS LIGADAS: GARANTIA DE SEGURANÇA”
TERMELÉTRICAS COMBINADAS
O SISTEMA JÁ É HIDROTÉRMICO
TÉCNICOS EM EM EMPREZAS TÉCNICAS
REFERENCIAL DE TÉCNICOS
EÓLICAS SÃO MOINHOS DE VENTO DE BAIXA EFICIÊNCIA
GE E cOCA COLA DÃO BONS EXEMPLOS
EFICIÊNCIA NO USO FINAL DA ENERGIA
SOFTWARES COM EXEMPLOS DE PRODUTOS TECNOLÓGICOS
PRODUTOS TECNOLÓGICOS
NACIONALISMO E AUTOSSUFICIÊNCIA
CÚPULA RESTRITA x MASSA DIFERENCIADA
GLOBALIZAÇÃO NO MUNDO DE HOJE
OS NOVOS RUMOS DA GLOBALIZAÇÃO
PARA HAVER COOPERÃO É PRECISO QUE SEJAM COMPLEMENTARES
PARA HAVER COMPETIÇÃO...
SOFTWARES NÃO TEM PESO
NÃO MAIS ISOLAMENTO
UM MUNDO SÓ
IGUAI COMPETEM, COMPLEMENTARES COOPERAM
GLOBALIZAÇÃO NÃO É NOVDADE
COMPETIÇÃO OU COOPERAÇÃO
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
PRODUTOS TECNOLÓGICOS
PROFEDDIA DE MC’LUHAN
“FAZER SOCIEDADE COM POBRE É PEDIR ESMOLA PRA DOIS”.
domingo, 3 de novembro de 2013
A QUEDA DO GRANDE GATSBY
O "XIS" DA QUESTÃO
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
SÓ PERDEDORES NO LEILÃO DE LIBRA
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
SEM CONCORRÊNCIA NÃO HÁ VENCEDOR
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
SEM CONCORRENTE NÃO HÁ VENCEDOR
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
SÓ DEU ESTATAIS E CHINESAS NO LEILAO DE LIBRA
terça-feira, 20 de agosto de 2013
DOLAR EM ALTA COM FIM DOS ESTIMULOS DO FED
quarta-feira, 26 de junho de 2013
TSUNAMI II: O RETORNO
quarta-feira, 5 de junho de 2013
CONSENSO DE TECNICOS
segunda-feira, 3 de junho de 2013
TO BE OR NOT
sábado, 25 de maio de 2013
TÉRMICAS OCUPADAS NÃO GARANTEM PONTA
segunda-feira, 20 de maio de 2013
TSUNAMI NAS SIDERÚRGICAS
domingo, 19 de maio de 2013
COGERAÇÃO EM HOSPITAIS E CONDOMÍNIOS
sábado, 18 de maio de 2013
RESERVATÓRIOS CHEIOS: UM SEGURO PARA DEMANDA DE PONTA
RESERVATÓRIOS pERTO DO VOLUME MÁXIMO
domingo, 12 de maio de 2013
RESERVATÓRIOS CHEIOS: GARANTIA DE PONTA
segunda-feira, 6 de maio de 2013
RESEVATÓRIOS QUASE CHEIOS
sábado, 4 de maio de 2013
GERADOR PRÓPRIO SUBSTITUI CEMIG
quinta-feira, 2 de maio de 2013
MUDANÇA ESTRUTU7RAL OU AGIOTAGEM
sexta-feira, 19 de abril de 2013
AUMENTO DA PARTICIPAÇÃO DE TÉRMICAS NA MATRIZ
terça-feira, 2 de abril de 2013
ERROS CONCEITUAIS:
sábado, 30 de março de 2013
TÉRMICAS NO FUTURO
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
PLANO DECENAL
VISÃO DE FUTURO DO SISTEMA ELÉTRICO
Os responsáveis pelo planejamento do Sistema Elétrico Brasileiro (MME, ANEEL, EPE, ONS, etc.) vêm tentando suprir as deficiências de energia do Sudeste e Nordeste pela extensão do atual sistema interligado, concentrando a produção em usinas de grande porte da bacia Amazônica.
Ora, estas são usinas concentradoras que não concorrem para constituição de estoques, principal estratégia do planejamento do Sudeste.
Em seu trabalho premiado “Energia para o desenvolvimento” de 1980 — no pleno auge do choque do petróleo — o professor Goldemberg já alertava sobre as causas e conseqüências do elevado endividamento externo, em razão da concentração dos empreendimentos hidroelétricos em obras de grande porte. Mas o risco dos sistemas majoritariamente hidroelétricos não depende do clima apenas nos aspectos de manutenção de “energia garantida”, como tambem dos acidentes que o clima pode produzir sobre as linhas de transmissão como furacões, raios e tempestades.
não existem mais locais onde a água possa ser represada em altitudes capazes de constituir estoques de energia potencial. Com isso, a extensão do sistema Sudeste à região Norte fica comprometida por perder a sua principal finalidade que são os reservatórios de acumulação. Mesmo que algum local fosse encontrado no Norte a energia potencial não seria transferível por falta de conexão física (geográfica), inclusive entre bacias dos rios isolados do Norte de mesma sazonabilidade.
Custa muito manter um sistema elétrico baseado apenas em potenciais hidráulicos. Requer condições muito especiais somente encontrados em raros lugares do mundo. Parece até um milagre o Brasil permanecer, por mais de 40 anos, isolado na posição invejável que desfruta no contexto da imensa maioria de países. Será que só o Brasil está certo e os demais estão errados por terem suas matrizes comprometidas com combustível fóssil? Ou será que está confiando demais em seus recursos naturais e pagando alto preço ao prolongar demasiadamente a “(mono) cultura da hidroeletricidade”? Essa é mais uma das inúmeras “doenças holandesas” de que tem sido vítima a economia brasileira desde os tempos coloniais: o culto das riquezas naturais. O Brasil não precisa ficar escravo da monocultura da hidroeletricidade para salvar as aparências.
Para justificar a construção de grandes hidroelétricas na Amazônia o presidente da EPE tenta intimidar ambientalistas com a construção de térmicas mais poluentes, como se fossem alternativas mutuamente excludentes.
Devemos reconhecer que foi graças a atuação dos ambientalistas que os reservatórios foram reduzidos nas usinas do Rio Madeira e em Belo Monte.
Porque só agora o presidente EPE revela — num claro pedido de desculpas — que “a matriz está se sujando”, com aumento da participação de combustíveis fósseis?
Não poderia ter “sujado” antes, como muitos países o fizeram no século passado?
Porque não “sujar”, de forma consciente, agora que pode contar com os combustíveis, gás e álcool, que brevemente se tornarão subprodutos da exploração de petróleo e da cana de açúcar?
Estender à Região Amazônica o grande sistema interligado significa um retorno a práticas que deram certo no passado, mas que hoje são inviáveis devido baixa sinergia dos rios amazônicos. O sistema ampliado perde uma das suas principais qualidades: a grande sinergia representada pelo estoque energia potencial dos reservatórios de acumulação. A interligação com o Norte só agrava os riscos operacionais que já se manifestam no Sudeste pela sua elevada concentração.
Existem várias maneiras de aumentar a capacidade de produção (sinergia) de um sistema, buscando principalmente a complementaridade:
• A primeira e mais evidente é contar com várias fontes de suprimento, inclusive importação. Quanto mais diferentes mais complementares.
• Armazenamento antecipado de energia potencial por meio de grandes reservatórios. Estratégia utilizada com pleno êxito no Sistema Sudeste que permitiu a construção escalonada de usinas de fio d’água ao longo do tempo e espaço..
• Intercâmbio de energia elétrica complementar pela sazonalidade. Caso pretendido pelos atuais planejadores do grande Sistema Interligado Brasileiro.
• Complementação térmica de sistema puramente hidroelétrico.
• Economia no consumo de combustível de térmicas pré-existentes por usinas de fio d’água supermotorizadas. Caso do aproveitamento sustentável dos potenciais amazônicos (low profile).
• Supermotorização de hidroelétricas atuais para fins estratégicos. A supermotorização permite a utilização dos reservatórios no máximo de sua capacidade em ocasiões de emergência ou produção de bens estratégicos em situação de vertimento de água nas usinas.
Resumindo:
— Reservatório de acumulação é a forma complementar de aumentar a sinergia nos sistemas predominantemente hidroelétricos.
— Intercâmbio é a forma de aumentar a sinergia de regiões complementares pela sazonalidade.
— Termoelétricas e hidroelétricas de fio d’água são complementares em ambos os sentidos.
A energia elétrica é uma forma intermediária que, em princípio, não pode ser armazenada. Uma vez produzida tem de ser consumida no instante da produção. Entretanto existem pelo menos 3 maneiras de armazenar energia elétrica por meios indiretos:
• Armazenamento da própria energia elétrica em baterias de veículos elétricos.
• Armazenamento antecipado dos “meios” de produzir energia elétrica, sem a necessidade imediata da construção de usinas completas.
• Armazenamento “dos fins” ou estoque de energia sob forma de produtos acabados que a eletrólise da energia elétrica é capaz de produzir.
Qualquer uma dessas constitui alternativa promissora para aproveitamento da energia vertida por usinas hidroelétricas quando os reservatórios perderem importância. Esta é uma oportunidade que não tem sido aproveitada devido a teimosia em permanecer dependente da monocultura da eletricidade.
Os responsáveis pelo planejamento do Sistema Elétrico Brasileiro (MME, ANEEL, EPE, ONS, etc.) vêm tentando suprir as deficiências de energia do Sudeste e Nordeste pela extensão do atual sistema interligado, concentrando a produção em usinas de grande porte da bacia Amazônica.
Ora, estas são usinas concentradoras que não concorrem para constituição de estoques, principal estratégia do planejamento do Sudeste.
Em seu trabalho premiado “Energia para o desenvolvimento” de 1980 — no pleno auge do choque do petróleo — o professor Goldemberg já alertava sobre as causas e conseqüências do elevado endividamento externo, em razão da concentração dos empreendimentos hidroelétricos em obras de grande porte. Mas o risco dos sistemas majoritariamente hidroelétricos não depende do clima apenas nos aspectos de manutenção de “energia garantida”, como tambem dos acidentes que o clima pode produzir sobre as linhas de transmissão como furacões, raios e tempestades.
não existem mais locais onde a água possa ser represada em altitudes capazes de constituir estoques de energia potencial. Com isso, a extensão do sistema Sudeste à região Norte fica comprometida por perder a sua principal finalidade que são os reservatórios de acumulação. Mesmo que algum local fosse encontrado no Norte a energia potencial não seria transferível por falta de conexão física (geográfica), inclusive entre bacias dos rios isolados do Norte de mesma sazonabilidade.
Custa muito manter um sistema elétrico baseado apenas em potenciais hidráulicos. Requer condições muito especiais somente encontrados em raros lugares do mundo. Parece até um milagre o Brasil permanecer, por mais de 40 anos, isolado na posição invejável que desfruta no contexto da imensa maioria de países. Será que só o Brasil está certo e os demais estão errados por terem suas matrizes comprometidas com combustível fóssil? Ou será que está confiando demais em seus recursos naturais e pagando alto preço ao prolongar demasiadamente a “(mono) cultura da hidroeletricidade”? Essa é mais uma das inúmeras “doenças holandesas” de que tem sido vítima a economia brasileira desde os tempos coloniais: o culto das riquezas naturais. O Brasil não precisa ficar escravo da monocultura da hidroeletricidade para salvar as aparências.
Para justificar a construção de grandes hidroelétricas na Amazônia o presidente da EPE tenta intimidar ambientalistas com a construção de térmicas mais poluentes, como se fossem alternativas mutuamente excludentes.
Devemos reconhecer que foi graças a atuação dos ambientalistas que os reservatórios foram reduzidos nas usinas do Rio Madeira e em Belo Monte.
Porque só agora o presidente EPE revela — num claro pedido de desculpas — que “a matriz está se sujando”, com aumento da participação de combustíveis fósseis?
Não poderia ter “sujado” antes, como muitos países o fizeram no século passado?
Porque não “sujar”, de forma consciente, agora que pode contar com os combustíveis, gás e álcool, que brevemente se tornarão subprodutos da exploração de petróleo e da cana de açúcar?
Estender à Região Amazônica o grande sistema interligado significa um retorno a práticas que deram certo no passado, mas que hoje são inviáveis devido baixa sinergia dos rios amazônicos. O sistema ampliado perde uma das suas principais qualidades: a grande sinergia representada pelo estoque energia potencial dos reservatórios de acumulação. A interligação com o Norte só agrava os riscos operacionais que já se manifestam no Sudeste pela sua elevada concentração.
Existem várias maneiras de aumentar a capacidade de produção (sinergia) de um sistema, buscando principalmente a complementaridade:
• A primeira e mais evidente é contar com várias fontes de suprimento, inclusive importação. Quanto mais diferentes mais complementares.
• Armazenamento antecipado de energia potencial por meio de grandes reservatórios. Estratégia utilizada com pleno êxito no Sistema Sudeste que permitiu a construção escalonada de usinas de fio d’água ao longo do tempo e espaço..
• Intercâmbio de energia elétrica complementar pela sazonalidade. Caso pretendido pelos atuais planejadores do grande Sistema Interligado Brasileiro.
• Complementação térmica de sistema puramente hidroelétrico.
• Economia no consumo de combustível de térmicas pré-existentes por usinas de fio d’água supermotorizadas. Caso do aproveitamento sustentável dos potenciais amazônicos (low profile).
• Supermotorização de hidroelétricas atuais para fins estratégicos. A supermotorização permite a utilização dos reservatórios no máximo de sua capacidade em ocasiões de emergência ou produção de bens estratégicos em situação de vertimento de água nas usinas.
Resumindo:
— Reservatório de acumulação é a forma complementar de aumentar a sinergia nos sistemas predominantemente hidroelétricos.
— Intercâmbio é a forma de aumentar a sinergia de regiões complementares pela sazonalidade.
— Termoelétricas e hidroelétricas de fio d’água são complementares em ambos os sentidos.
A energia elétrica é uma forma intermediária que, em princípio, não pode ser armazenada. Uma vez produzida tem de ser consumida no instante da produção. Entretanto existem pelo menos 3 maneiras de armazenar energia elétrica por meios indiretos:
• Armazenamento da própria energia elétrica em baterias de veículos elétricos.
• Armazenamento antecipado dos “meios” de produzir energia elétrica, sem a necessidade imediata da construção de usinas completas.
• Armazenamento “dos fins” ou estoque de energia sob forma de produtos acabados que a eletrólise da energia elétrica é capaz de produzir.
Qualquer uma dessas constitui alternativa promissora para aproveitamento da energia vertida por usinas hidroelétricas quando os reservatórios perderem importância. Esta é uma oportunidade que não tem sido aproveitada devido a teimosia em permanecer dependente da monocultura da eletricidade.
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