segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

CONCORRÊNCIA NA PRODUÇÃO DE CALOR DE PROCESSO


Indústrias de cerâmica e de vidro substituíram óleo combustível pelo gás e perderam competitividade, mas “não têm como voltar atrás” (Abividro). Até meados da década passada, o Brasil era fornecedor de vidro plano para quase toda a América do Sul. Há uma forte concorrência pelo gás para produção de “calor de processo” e gás para acionamento de térmicas. Produtores verticalizados têm a alternativa de “vender o calor” de suas térmicas em lugar da venda do gás propriamente dito. Os custos do setor petroquímico dependem tanto do preço do gás que várias fábricas podem fechar. Nos Estados Unidos, o gás extraído das rochas de xisto (shale gas) tem custo baixo e abre a perspectiva de reduzir o custo da energia naquele país, que detém a segunda reserva mundial, depois da China.

GASODUTOS


A rede de gasodutos desempenha o mesmo papel que o sistema interligado no transporte de energia elétrica. São redes paralelas transportando tipos distintos de energia: térmica e eletricidade. Portanto, NÃO deveria ter donos exclusivos. Mas ser utilizado por produtores independentes e usuários distantes, na mesma forma utilizada no sistema elétrico interligado: vendendo em uma ponta e comprando em outra de consumo, pagando apenas o aluguel pelo trânsito ou diferença de custos. Como estão estreitamente relacionados no transporte de energia deveriam ser administrado pelo mesmo consórcio comum, como é o Operador Nacional do Sistema elétrico. Hoje o problema não é a energia elétrica propriamente dita para acionamento industrial – em baixa devido ao elevado preço da tarifa, agravado pelo câmbio – mas a energia térmica de combustíveis para acionamento dos motores do agronegócio e mineração, principal fonte de superávit externo. Mas ela tem que chegar onde é necessária. “Isso só é possível com mais investimentos e melhorando a operação do sistema” (Adriano Pires). O sistema brasileiro de fato é bem bolado quanto à integração das diversas regiões do país. a saber, quando integráveis, o que não acontece na maioria dos potenciais recém-licitados da Amazônia, cujos rios constituem bacias isoladas de mesmo regime sazonal. Você não pode ter uma dependência tão grande de um corredor exclusivo, tem que ter uma redundância para dar segurança e isso requer malha mais elaborada e ambientalmente cara por transmitir energia, ao contrario da internet que só transmite sinais.

ESTOQUE DE ENERGIA POTENCIAL QUÍMICA


Apagão mostra que as linhas de transmissão não dão segurança. Térmicas a gás na base equivalem a reservatórios adicionais, pois o depósito de gás já é um estoque de energia potencial, disponível a qualquer instante, independente de condições climáticas. “Em caso de um problema, a usina térmica entraria imediatamente em funcionamento, como uma espécie de gerador como sugere Adriano Pires”. Substituir equipamentos de ar-condicionado de hotéis, empresas e shoppings por refrigeração a gás. - Isso cria uma demanda para o mercado de gás, que hoje é ocioso. Esse tipo de carga (a de refrigeração de ambientes) não tem que estar no sistema elétrico. A infraestrutura para o gás já está toda construída. Precisa um novo modelo de energia para o país, hidrotérmico, em vez de hidroelétrico. O consumo de energia é cada vez maior. Toda vez que houver uma sobrecarga no sistema, quando está muito calor, por exemplo, esses apagões podem ocorrer.

MONOPÓLIO DO GAS


Hoje no Brasil quem é proprietário de todo o gás é a Petrobras. Há um monopólio e não podemos tornar a estatal a única fornecedora de gás do Brasil. Houve um leilão de térmicas a gás, mas temos que lembrar que o governo não pode re-estatizar mais o setor, com o gás da Petrobras. No leilão de térmicas ocorre um círculo virtuoso: Como a Petrobrás banca o combustível para “maquiar índices inflacionários”, forçosamente vai ter que bancar o gás natural, também um combustível muito precioso do momento, por estar sendo re-injetado ou queimado, por falta de usuários. A oportunidade da participação de produtores independentes, ao mesmo tempo de gás e energia, aumenta a concorrência e alivia os setores públicos de maiores investimentos. È o que vem ocorrendo com os inúmeros estabelecimentos, que, voluntariamente vem produzindo sua própria energia na forma de cogeração.

GERAÇÃO DISTRIBUIDA


As principais oportunidades para a cogeração à gás natural no Estado de São Paulo estão nos segmentos industriais que mais consomem óleo combustível: indústria química, indústria de papel e celulose e indústria de alimentos e bebidas; indústria de vidros e cerâmica. Podem-se destacar, também, oportunidades em alguns segmentos de maior porte do setor de serviços, tais como shopping centers, hospitais, supermercados e hotéis. As fontes de geração distribuída mais promissora para o Estado de São Paulo, a curto e médio prazo, são a cogeração com gás natural, a cogeração com resíduos industriais, agrícolas e urbanos e as pequenas centrais hidrelétricas. Se a paralisação de nucleares na Alemanha está trazendo dificuldades de transmissão de energia eólica do litoral, imagine o problema que se tornará a transmissão de energia de termelétricas e eólicas na Amazônia, onde deve caber pelo menos umas cinco Alemanhas!

GÁS TERRESTRE


‘O gás da Amazônia poderá firmar energia das usinas do rio Madeira, bem como a partir de 2014 com a conclusão da linha Tucuruí-Manaus levar energia elétrica para o nordeste’ Em algumas aplicações toda energia do gás de terra pode ser aproveitado integralmente. Em usinas combinadas (cogeração) produz energia mecânica diretamente do eixo e energia calorífica nos gases de escape. Desta forma, a energia calorífica – que seria perdida pelos gases de escape – é reaproveitada para o aquecimento permitindo economia do combustível fóssil e bagaço das antigas térmicas a vapor: Candiota, Piratininga, Santa Cruz e usinas de cana de açúcar : cujo processo termodinâmico constitui ‘verdadeira reminiscência arqueológica da revolução industrial’. Países industrializados já usam térmicas em poucas atividades industriais, o grosso do consumo de energia é para aquecimento cujo suprimento não escapa da queima direta de combustível. Em alguns setores podem também utilizar o gás completamente nas térmicas, aproveitando a elevada temperatura dos gases de escape. Isoladamente, custam menos e têm rendimento maior do que antigas térmicas a vapor (inclusive nucleares): verdadeira reminiscência da revolução industrial. Em grupos de reserva (motores a gás) o calor da combustão -- que seria duplamente perdido pelo arrefecimento -- pode ser reutilizado para aquecimento de água e produção de vapor (serpentina), dispensando o radiador. Metade da energia é usada na iluminação e acionamento e a outra metade --que seria perdida – pode ser usada no aquecimento central.

FUGINDO AO CONTROLE


FUGINDO AO CONTROLE Termoelétricas a gás de baixo custo de capital (turbinas velozes em II/IV pólos) não só podem firmar hidroelétricas do Madeira e Tapajós, como podem reduzir o consumo de diesel ou até mesmo combinar com antigas térmicas a diesel da Amazônia. Aquelas de pequeno porte podem ser combinadas às antigas térmicas (cogeração) para reduzir o consumo de bagaço e combustíveis fósseis. Termoelétrica a gás constitui o complemento mais seguro e natural das hidroelétricas do Sudeste e Sul que já esgotaram a capacidade de armazenamento em termos de energia potencial. Uma vez instaladas, vão permitir hidroelétricas sobre motorizadas funcionando na base com aproveitamento integral de águas vertidas. Sudeste e Sul que já esgotaram a capacidade de armazenamento em termos de energia potencial. Uma vez instaladas, vão permitir hidroelétricas supermotorizadas funcionando na base com aproveitamento integral de águas vertidas “Um dos poucos consensos existentes entre os especialistas de energia neste momento é o reconhecimento de que a crise energética, em particular a crise nuclear que se estabeleceu no Japão após o grande terremoto do dia 11 de março, tenderá a beneficiar o mercado internacional de gás natural”. (Marcelo Colomer e Edmar Almeida).

COGERAÇÃO E COMPLEMENTAÇÃO


Usinas eólicas, naturalmente estarão confinadas aos locais próximos do nordeste onde o sistema está bastante integrado e do qual são complementares. Não é, exatamente, o tipo de energia (elétrica) que o país mais precisa depois da licitação das grandes hidroelétricas da Amazônia, mas de combustível para acionar tratores e caminhões da agroindústria e mineração, que pode ser economizado por termoelétricas a gás através da cogeração. As termoelétricas a gás têm alcance mais amplo: contam com o bom momento das novas descobertas de gás natural por produtores independentes para acionar termoelétricas complementares às usinas de fio d’ àgua da Amazônia e de cogeração do restante do sistema. Por receio de novos apagões, outros estabelecimentos de uso público já vêm fazendo isso voluntariamente como meio de fugir ao controle burocrático das concessionárias. O privado se antecipando ao público: uma evidência da necessidade complementação.

GAS COMO SUBPRODUTO


O gás é a melhor alternativa de curto e médio prazo para se restabelecer o fornecimento de energia elétrica no Japão, como de resto nos EUA e União Européia. A cada vez mais provável moratória na expansão da capacidade de geração nuclear levará o Japão e muitos outros países pobres em recursos energéticos renováveis a lançarem mão do gás natural para expandir a capacidade de geração, agravada com as restrições regulatórias provenientes do acidente da BP e das restrições ambientais do carvão mineral. “em um contexto de redução das opções tecnológicas de geração em função de questões de segurança (nuclear) e emissões (carvão), o gás natural apresenta-se como a melhor opção” (Marcelo Colomer e Edmar Almeida). Ora, este é o tipo de transformação onde ocorrem grandes perdas de calor, qual seja: queimar combustível para produzir trabalho em automóveis e tratores. Mas, se é inevitável que o país venha a produzir petróleo, é onde uma política de eficiência no uso final tem as melhores chances de sucesso pela sua diversidade. No Brasil o consumo de energia originária do petróleo é mais que o dobro da energia proveniente da eletricidade. Como já tem um sistema elétrico bastante otimizado vale mais a pena economizar no consumo de petróleo onde ocorrem as maiores perdas: Mas, pode se tornar um processador de alimentos e insumos básicos, que requerem os dois tipos de energia simultaneamente: calorífica e eletromecânica. Cogeração é o processo que permite as duas coisas ao mesmo tempo. Junto com a produção de petróleo virá a também inevitável produção de gás, como subproduto. Este poderá ser usado na complementação das usinas de fio d’água da Amazônia.

CONSENSO SOBRE SHALE GAS


Um dos poucos consensos existentes entre os especialistas de energia neste momento é o reconhecimento de que a crise energética, em particular a crise nuclear que se estabeleceu no Japão após o grande terremoto do dia 11 de março, tenderá a beneficiar o mercado internacional de gás natural como a melhor alternativa de curto e médio prazo para se restabelecer o fornecimento de energia elétrica no Japão. Adicionalmente, a produção nacional de gás natural norte-americana se recuperou a partir do shale gas o que pressionou ainda mais para baixo os preços no mercado internacional de GNL. O resultado foi o surgimento de um excesso de capacidade de liquefação e de transporte. Por precação o regime de operação do sistema elétrico tem sido alterado de forma a tornar a operação das centrais termelétricas a gás mais frequente. “Alguns fatos recentes indicam que a revisão do regime de operação do setor elétrico é exequível: (i) As descobertas de gás natural no mar e em terra irão disponibilizar volumes relevantes de gás natural nos próximos anos; (ii) A prática comum de despacho de centrais termelétricas por razão de segurança revela a insatisfação com o regime de operação atual do setor elétrico” (Luciano Losekann). Mas, se o custo operacional médio é mais elevado, os riscos por acidentes climáticos são menores diminuindo a necessidade de investimentos em linhas distantes, cujos custos de capital são excessivos. Para avaliar o efeito líquido para o setor elétrico é necessário quantificar as alterações de custo de capital e operacional resultantes da operação mais frequente de centrais a gás.

GÁS; O “PRESENTE” DO FUTURO.


A alternativa promissora está mais no presente do gás natural e das fontes renováveis exóticas do que na produção de petróleo propriamente dito e das grandes hidroelétricas. Grandes descobertas nos últimos dez anos tornaram o gás natural a alternativa mais promissora de energia para os próximos 40 anos devido a sua abundância e ao custo próximo de zero. Libera menos CO² do que carvão, gasolina (diesel) e até menos do que o etanol em que pese o sucesso do Proálcool. Encontrado de forma dispersa (descentralizada), custa menos e é mais seguro transportar gas (energia potencial) do que energia elétrica. Em calor de processo custa metade da eletricidade gasta em chuveiros mesmo incluindo custo de capital. E para acionamento de veículos é mais barato devido o alto preço da tarifa de energia elétrico: um feudo do governo. É um subproduto da exploração de petróleo em área já licitada: terrestre e fora do Pré-sal. se inverteram: é o mercado que procura pelo gás dos campos terrestres e do Pós-sal. Mas, esta é uma tendência acontecendo em todo mundo, não um fenômeno exclusivo do Brasil. Não há impedimentos legais e os atrativos econômicos são grandes. A maior dificuldade é a cultura estabelecida no governo, reguladores, concessionárias e consumidores segundo a qual apenas a geração centralizada com longas linhas de transmissão consegue, com sua escala de produção, produzir energia de baixo custo. Hoje, há várias oportunidades de geração distribuída mais eficazes que as alternativas centralizadas, mas é preciso lutar contra as dificuldades e as normas que dificultam ou impedem sua realização. É preciso, também, informar os consumidores sobre as oportunidades abertas pelo novo modelo de exploração do setor elétrico.

GÁS: INSUMO PARA COGERAÇÃO


Entretanto, em lugar de contar com as expectativas do Pré-sal --cuja distribuição de royalties sequer foi apreciada pelo novo congresso – há uma alternativa modesta muito mais promissora na utilização do gás que não requer grandes investimentos. Até aqui há uma procura de mercado para o gás dos campos terrestres que está sendo queimado por falta de opções. Com a rede de gasodutos pronta, a procura é tão intensa que os papéis

DIVERSIDADE


O Brasil é um país diverso e é na diversidade e complementaridade das suas fontes de suprimento que reside a sua maior riqueza: – Usinas eólicas complementares próximas as linhas de transmissão do NE. – Usinas de biomassa complementares já interligadas ao sistema SE e Centro-oeste. – Termoelétricas a gás complementares de usinas de fio d’água da Amazônia. Ambas de baixo custo. – Termoelétricas combinadas para redução do consumo em usinas a carvão mineral ou biomassa nas usinas de cana de açúcar. Numa análise sistêmica, o Brasil é um país periférico que não tem condições de influir nas escolhas do mercado global, mas oferece melhores condições econômicas e ambientais de produzir o que China e Estados Unidos estão produzindo atualmente. Não tem condições de assumir os riscos econômicos e ambientais da exploração do Pré-sal que deve ser deixado a outros países para os quais o petróleo é mais vital para o aquecimento.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

DOAÇÃO NÃO GENEROSA


PORQUE EM LIBRA OCORREU UM LEILÃO DE PERDEDORES? Desagradou “Gregos e baianos”: esquerda e direita, inclusive os velhos nacionalista saudosos. O povão que só sabe de bolsa família ficou encantado e a presidente recupera popularidade. Um leilão na forma de concessão traria mais recursos para exploração de outros campos, diretamente pela Petrobras na forma de prestação de serviço como sugere o professor da USP Ildo Sauer. Por exemplo: Mal comparando, no leilão de Tupy por “cessão onerosa” – renomeado para Lula – rendeu US$42.5 bilhões, conquanto considerado menos promissor. Claro que não entrou dinheiro em espécie. Apenas maior participação estatal no capital da Petrobras e fuga de acionistas minoritários. O que parecia na época uma doação “generosa” – para contrapor à cessão onerosa – acabou por se transformar em dor de cabeça para a Petrobras, com a fuga dos acionistas minoritários e redução do valor das ações a quase metade, situação que perdura até os dias de hoje. “Inicialmente, a estimativa das reservas de Franco, divulgadas em 2010, por ocasião da cessão onerosa, era de cerca de 4,5 bilhões de barris. Desse total, 3 bilhões de barris foram dados em troca de ações da companhia durante a mega capitalização da empresa”. “Outros dois bilhões estão divididos em outros campos do pré-sal de menor porte: Florim, Sul de Guará, Entorno de Iara, Sul de Tupi, Nordeste de Tupi, e uma área contingente (Peroba), somando o total de R$ 74,8 bilhões, valor equivalente às ações cedidas pela Petrobras à União. Na época, se estabeleceu um valor para o petróleo produzido no local de US$ 8,51, valor que será renegociado no ano que vem entre a empresa e o governo”. Fonte: Valor Econômico, por Cláudia Schuffner.

UNANIMIDADE BURRA


Partilha é um regime criado pelo Gabrieli para manter coesos velhos nacionalistas. Deu certo como estratégia de marketing. Espionagem é um factoide usado como pretexto – para entreter velhinhos – para adiar leilão. Vale como experiência apenas. Daí leva dez anos para produzir petróleo, já que a Petrobras não tem condições de bancar a exploração e os riscos. Se já não ha interessados para Libra, quem vai interessar por outros menos promissores. De onde virá o gás para suprir termelétricas? E a gasolina para abastecer a frota que não para de crescer? Todos tem razão e não tem ao mesmo tempo. O governo é democrático, mas não representativo. Não existe oposição. O Que impera é uma unanimidade burra que acaba por se render ao poder central que governa por decreto e medidas provisórias – uma herança da ditadura – que a constituinte cidadã manteve intacta. Nestes tempos de populismo, políticos de mais de 60 anos correm o sério risco de extinção. Por isso aderem como “cracas” ao casco grande navio.

QUEM REGULARÁ NOSSOS REGULADORES?


No congresso políticos gagás que já perderam o contato com a vida moderna fingem-se de indignados com os “atentados à soberania”, mas ninguém lhes dá ouvidos. Acabam por se render ao poder central que governa por decreto e medidas provisórias – uma herança da ditadura – que a constituinte cidadã manteve intacta. Nestes tempos de populismo, políticos de mais de 60 anos correm o sério risco de extinção. Por isso aderem como “cracas” ao casco grande navio. Vide vice-governador ubíquo da oposição e – ao mesmo tempo ministro da situação. Isto é o populismo da base de sustentação do governo de coalisão: uma fauna exótica de políticos das mais diversas origens, religiões e ideologias, do centro, da direita e esquerda – cada qual com sua quota nos ministérios e secretarias – todos sob o comando da presidente que reina soberana por decretos e medidas provisórias. “Sete anos de pastor Jacob servia Labão, pai de Raquel, serrana bela; Mas não servia ao pai, servia a ela, E a ela só por prémio pretendia”.

LEILÃO DE CONSÓRCIO ÚNICO (HOMOLOGAÇÃO)


O mercado acha que ela está a esquerda de Lula que era legal porque aceitava conversar. A presidenta herdou esse negócio do qual é difícil desvencilhar. Deu uma recuada e está desconfortável. Os empresários sabem que ela vai ganhar e estão dispostos a cooperar. Se deixar por conta do PMDB e do próprio PT, Pains, Arnaldo e Suplicy acabarão comprometendo o sistema da previdência. Se conseguirem eleger mais um poste para são Paulo. “O tabelamento da taxa de retorno pegou mal e quase virou uma réplica dos bolivarianos”. Empresários não jogam dinheiro fora é menos atrito e mais reclamação. Eles já deram conta de que uma coisa é a relação de forças , outra é a política. Sabem que vai ganhar e vão compor com ela e ela vai compor com eles, discutir. Os incentivos ao consumo estão esgotados. Dilma está em dificuldades de levar adiante o projeto de melhora. A economia não cresce por falta de investimento. Não resolve o problema da indústria. E se não resolver as coisas recuarão. De tanto espionar, grandes petrolíferas acabaram chegando a conclusão de que não vale a pena se inscreverem. Só deu chinesa e Quem nos protegerá de nossos protetores? Não houve surpresa alguma no leilão de Libra: Galp ou Repsol, ambas são empresas minúsculas associadas à estatal chinesa Sinopec não foram inscritas no leilão de Libra ao mesmo tempo, porque – empresas do mesmo dono – souberam da oferta de cada uma sem precisar de espionagem. Eles – que são ibéricos – que se entendam. Vence outra chinesa.

PRÉ-SAL VIROU CONTO DE FADAS


– O país se se meteu numa “camisa de onze varas” e para sair dessa “camisa de força” vai ter que aceitar “na marra” as concessões, mesmo os do Pré-sal, que não consegue chamar mais a atenção de grandes petrolíferas. Sozinha a Petrobras não dá conta e pode sofrer retaliações de ambientalistas em caso de vazamento. – Desenvolvimento não é mais como foi na década de 70. Agora tem de fazer acordos para poder competir. O foco da turbulência está na adequação da exportação e importações (aumentam o de déficit que não mais consegue financiar com capital externo, porque o crescimento é baixo sempre e na indústria não tem dinamismo. A configuração da economia mundial é outra. É preciso procurar outros caminhos. Um deles é o próprio agronegócio e indústria de equipamentos agrícolas. O Brasil produz excesso de eletricidade – segundo o próprio operador do sistema – para um setor industrial que encolheu. Mas tem oportunidade na produção de energia de outro tipo: energia térmica para acionamento de termoelétricas combinadas de complementação e calor de processo utilizado em fábrica de vidro, cerâmica, alimentos e bebidas. Mais tarde, quando o câmbio voltar a refletir o poder de compra, poderá voltar a fabricar máquinas e equipamentos para exportação A eletricidade da Amazônia poderá ser utilizada em geração distribuída para desenvolvimento regional.

ESTÍMULOS DO FED


O crescimento do PIB nos EUA foi revisado pela 2ª vez para 4,1%. Na 1ª, de 2,5 para 3,6% e na 2ª de 3,6 para 4,1%. Particularmente relevante é o fato de o cálculo ser anualizado, isto é: – O ano é contado por trimestres. Exemplo: – O ano terminado no 3º trimestre de 2013 é 4,1% superior ao mesmo 3º trimestre de 2012. Além disso, a sequência de 3 valores positivos nos três trimestres mostra que a variação (derivada) é positiva, condizente com uma economia em crescimento. Se permanecesse constante (em 2,5% por exemplo) no 3º trimestre a economia ainda estaria em crescimento linear – ao contraria da União Europeia – cuja taxa é nula e, em alguns países é negativa, o que indica retrocesso. Outro fato marcante é uma taxa de crescimento razoável para uma economia que já é tão grande. O presidente do FED pode deixar de emitir 10 bilhões de dólares no neste mês de janeiro e ir para casa aguardar o resultado já substituído pela nova presidente. A consagração virá em seguida. O governo perdeu a batalha contra o mercado financeiro, segundo Luiz Gonzaga Beluzo, que nem é economista. – “O câmbio está muito fora do lugar e é preciso acelerar as concessões e fortalecer a indústria. A valorização do real por vários anos tornou os empresários importadores e fez a indústria encolher e ficar nanica”.

CEM ANOS DO CANAL DO PANAMÁ


CANAL DO PANAMÁ Citei o canal de Panamá apenas como exemplo de empreendimento de longo prazo sem atentar para as implicações políticas. Poderia ter citado o Canal de Suez – do mesmo projetista – cuja devolução ao Egito contou com o apoio dos Estados Unidos e antiga URSS. Nos dois casos houve benefício para os países envolvidos. O Canal do Panamá já não comporta o trânsito de grandes navios e vai ter de ser ampliado ou construído um novo. . Faltou completar a frase: “Não existe um custo a ser apropriado a cada usina particular de maneira isolada.” Depende do contexto temporal e geográfico em que o novo empreendimento vai estar inserido: antes ou depois no tempo e espaço – e evidentemente do porte. Realmente o exemplo foi infeliz.

A ILUSÃO DO LONGO PRAZO


A ILUSÃO DO LONGO PRAZO É ilusório aumentar o prazo para diminuir o valor da prestação como – enganosamente – leva a crer a intuição. Apenas estende o prazo do pagamento dos juros. A intuição leva a crer que a prestação seja inversamente proporcional ao prazo (hipérbole: prestação*prazo = constante). Quando na realidade a prestação segue uma curva exponencial invertida que tangencia a reta do valor dos juros sobre o capital. Por isso, comprar carros caros em sessenta prestações (cinco anos) a juros de 2% é burrice. Comprar casa a prazo de 30 anos (360 prestações) equivale a pagar aluguel, a menos que os juros sejam subsidiados. ”Não existe prestação inferior ao aluguel como propõe a propaganda enganosa”. Ver fórmula abaixo sobre amortização com parcelas mensais constantes e taxa em valor por unidade: Prestação = capital*taxa * [(1+i)^n/((1+i)^n – 1)], cujo limite para prazo (n) muito longo se reduz a: Prestação = capital*taxa.

FINANCIAMENTOS A **PRAZOS DE ÉGUA**


Nos governos anteriores a prorrogação por 20 anos (FHC) e por 35 anos (no governo Lula) de Serra da Mesa em 2004, foi a forma de atrair capital privado que permitiu a construção do reservatório de Serra da Mesa com volume cerca de 3 vezes maior, permitindo a integração Sudeste e Norte-nordeste pela regularização da vazão do rio nas usinas de jusante: Lajeado, Estreito (consorcio privado) e Tucuruí. Convenhamos, 30 anos é um prazo demasiado pequeno para atrair capital privado, acostumados às sucessivas prorrogações das usinas mais antigas. Grandes empreendimentos como Belo Monte, Serra da Mesa, Tucuruí requerem prazos de 50 anos ou mais, com taxas de juros de longo prazo para se tornarem atrativos. Pense no Canal de Suez que foi devolvido após 100 anos de exploração. Em prazos longos a parcela é praticamente a mesma, correspondente ao valor dos juros sobre capital, só que o prazo é alongado para mais 20 ou 30 anos. Ou seja, o limite da expressão entre colchetes è 1 quando o prazo tende para infinito (muito longo).

“AÇUDES DO NORDESTE VÊM DESDE O IMPÉRIO”


MARES QUE NUNCA SECAM, NUNCA ENCHEM 22 mega-açudes construídos no Semi-árido acumulam nas suas bacias 20,3 bilhões de m³ de água, volume equivalente a 8 vezes e meia a baía da Guanabara, a segunda maior baía do litoral brasileiro. Os açudes não secam, são reservatórios plurianuais, inter-anuais, projetados e construídos, com aprimoramento e rigor técnico, pelos engenheiros do Brasil, sobretudo nordestinos, comparados aos melhores hidrólogos egípcios. Cada projeto exige todos os dados climatológicos da bacia hidrográfica em questão, pluviometrias, fluviometria, vazões, run-off, quociente de evaporação, índice de armazenamento, tudo é definido em projeto, inclusive a ciclicidade das secas da região com toda sua série histórica. São analisados e selecionados os materiais usados em cada obra. É tecnologia avançada de alto nível. “AÇUDES DO NORDESTE” por Manoel Bonfim Ribeiro. SÃO MARES MORTOS DE ÁGUAS SALOBAS Construímos, durante 100 anos, com muito orgulho nordestino, o maior patrimônio hídrico do Mundo na captação de chuvas, uma das grandes conquistas da humanidade em terras áridas, uma verdadeira AGUABRÁS, e, num determinado momento, joga-se tudo pela janela, não serve mais, vamos transpor o São Francisco, é melhor. Senhores do nosso Brasil, políticos, governantes, religiosos, administradores, profissionais, executivos e toda a sociedade. A solução para o atendimento às comunidades sertanejas está na distribuição dessa água. A infraestrutura está pronta, basta implantar um vigoroso sistema de adutoras. Os nordestinos serão todos atendidos e assistiremos na AGUABRÁS, o grande naufrágio da “indústria da seca”.

AÇUDES SÃO MARES MORTOS DE ÁGUAS SALOBAS


MARES DE SAL CARREGADOS PELOS RIOS INTERMITENTES, O SEMI-ÁRIDO MAIS IRRIGADO DO MUNDO As águas de chuva seguem três caminhos distintos: evaporação, infiltração e escoamento. A evaporação no Semi-árido é avassaladora, chegando a mais de 80%, no momento da precipitação. A infiltração varia de 10 a 15%. O escoamento é o de águas superficiais e fugidias, formadoras dos riachos. O coeficiente de escoamento (run-off) varia de 10 a 20% das águas caídas, mas é baixíssimo o índice de armazenamento, geralmente, menos de 1% do volume afluente médio anual, por vezes, apenas 0,1%. Apesar de índices tão baixos, os reservatórios acumulam grandes volumes de água, com milhões e bilhões de metros cúbicos, como o Castanhão, um açude oceânico que pode ser visto da lua. Manoel Bonfim Ribeiro.

Alguns trechos de “AÇUDES DO NORDESTE” por Manoel Bonfim Ribeiro. Os açudes são construções públicas federais, estaduais, municipais, particulares e de cooperação, somando, hoje, o fantástico número de 70.000 reservatórios superficiais, tornando o Semi-árido, a região mais açudada do Planeta. Não há região no Globo, árida ou semi-árida, com tamanha capacidade de acumulação, um cubo de 37 bilhões de m³, um terço do que o São Francisco despeja anualmente no Atlântico. Numa distribuição geográfica eqüitativa disporíamos de um açude a cada 14 km² por toda a superfície do Polígono das Secas.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

FONTES ALTERNATIVAS E USINAS DE FIOD’ÁGUA


Não estamos proibidos de fazer usinas a carvão. Mas, mais usinas a carvão? Bastam as que já estão aí. O problema não está no combustível fóssil – que o mundo inteiro usa – mas no “processo rudimentar de caldeira a vapor de baixíssimo rendimento, verdadeira reminiscência arqueológica” do qual não escapa nem as nucleares. Fontes alternativas, como a eólica, não vão cumprir a função de geração básica do sistema. Embora limpa, a produção é intermitente e tão incerta quanto as usinas de fio d’àgua da Amazônia. Estas podem ser complementares mas não são integráveis. A Região Amazônica reúne as piores condições de armazenamento de energia por meio de reservatórios. A configuração não é, tipicamente, a de uma bacia única integrada, mas várias bacias isoladas, cujos rios não têm ligação física entre si, nem com os rios do Sudeste o que é um obstáculo a integração. Potenciais da Amazônia têm ampla utilização local quando subutilizados na forma de usinas de fluxo d’água para geração distribuída e complementada por térmicas a gás natural e convencional existente. Precisamos mais de térmicas combinadas a gás que aproveite integralmente a energia química do gás na produção das 2 formas de energia: calor e eletricidade.

HIDROELÉTRICAS NA GERAÇÃO DE PONTA


Agora mesmo, com a intensificação de térmicas na base chegará ao absurdo de gerar energia elétrica para aquecimento de eletrodomésticos – dando uma volta desnecessária quando poderia queimar o gás diretamente – a menos que hidrelétricas mais adaptáveis sejam utilizadas nos horários de pico. Para tanto existe grande quantidade de energia secundária a ser aproveitada, além do que existe a possibilidade de aumento de capacidade instalada pelo acréscimo de unidades com locais provisionados. Nos sistemas que já atingiram a fase térmica predominante este é um procedimento corriqueiro: hidrelétricas com baixo fator de capacidade.

“TÉRMICAS LIGADAS: GARANTIA DE SEGURANÇA”


O governo tem a sua disposição os melhores técnicos no MME, ONS, EPE, COPPE, COPEAD, os institutos Ilumina e Acende Brasil e todos – de uma forma ou de outra – são unânimes quanto à necessidade de manter térmicas ligadas o ano todo, de forma permanente, para garantir a segurança que os reservatórios não conseguem mais cumprir. Mudança em favor da modicidade compromete a segurança. Porque a pressa em desligar 4 térmicas a diesel inexpressivas? Pois bem, uma das formas de ofertar mais energia do tipo térmico, sem necessariamente aumentar o suprimento, está na economia no uso final da energia e na escolha da melhor combinação de fontes e cargas (vetores energéticos segundo o Professor Goldemberg) de acordo com II° princípio da termodinâmica. A economia no uso representa uma oferta virtual de energia que dispensa novos suprimentos. Esse objetivo pode ser alcançado pela utilização de térmicas ou moto-geradores a gás isolado ou na forma combinada com as antigas térmicas existentes sem que, necessariamente tenham que ser desativadas ou construídas novas. – Roberto Pereira D’Araújo – autoridade no assunto – manteria todas térmicas ligadas até o próximo verão. – “Algumas térmicas precisariam gerar na base, sem parar” (Nivalde de Castro). – Pingueli Rosa diz que deveriam ter sido ligadas antes de outubro. – Altino Ventura afirma que térmicas fazem parte de um sistema já hidrotérmico.

TERMELÉTRICAS COMBINADAS


Precisamos mais de térmicas combinadas a gás que aproveite integralmente a energia química do gás na produção das 2 formas de energia: calor e eletricidade. Fontes alternativas, como a eólica, não vão cumprir a função de geração básica do sistema. Embora limpa, a produção é intermitente. Potenciais da Amazônia têm ampla utilização local quando subutilizados na forma de usinas de bulbo para geração distribuída e complementada por térmicas a gás natural e convencionais existentes.

O SISTEMA JÁ É HIDROTÉRMICO


Altino Ventura do MME. "As hidrelétricas sozinhas já não dão conta de atender a demanda do país. Já usamos termelétricas para complementar a oferta, mas o que precisamos agora é buscar térmicas com custo de combustível barato para fazer com que gerem durante todo o tempo, como fazem as hidrelétricas". "Não teremos mais reservatórios como Sobradinho, Furnas, Itumbiara, Serra da mesa. Não há mais lugar para a construção de usinas com essas dimensões" “Nosso sistema é hidrotérmico, não baseado apenas em hidrelétrica”. Eu não consigo atender o mercado só com os 75% de participação que as hidrelétricas oferecem. E nós não estamos proibidos de fazer usinas a carvão. Comentário: também não concordo, mas não acho que devam ser construídas mais usinas a carvão. Basta as que já estão. Não por causa do combustível, mas pelo “processo de caldeira a vapor de baixíssimo rendimento, verdadeira reminiscência arqueológica” do qual não escapa nem as nucleares.

TÉCNICOS EM EM EMPREZAS TÉCNICAS


Roberto Pereira D'Araújo do Instituto Ilumina. “As usinas hidroelétricas geram 90% da energia e apenas ½ da capacidade térmica – apesar de ter predominância de hidroelétricas.” Comentário: concordo, usa de maneira ineficiente as 2 formas de energia. Exemplo: usou eletricidade para produzir calor e deixa térmicas paradas que poderiam substituir o estoque de energia potencial dos reservatórios por estoque potencial de energia química contida no combustível.

REFERENCIAL DE TÉCNICOS


Nivalde de Castro professor da Coppead. “O acionamento das UTE durante todo o ano de 2013 indica que o novo paradigma hidrotérmico veio para ficar, o que exigirá um esforço muito grande da política e do planejamento energético, que terá que alterar práticas, ações, métodos e modelos computacionais”. “Algumas térmicas precisariam gerar na base, sem parar. Hoje as usinas são contratadas por disponibilidades. Ficam paradas à espera de um chamado do ONS”. A quantidade de água nos reservatórios não é mais suficiente. Comentário: Não só isso, diríamos, processos que levem em conta o aproveitamento integral do combustível na produção e consumo das 2 formas de energia: calor e eletricidade, que são indissociáveis. Não se pode aperfeiçoar um sem negligenciar o outro. Não se pode perder de vista que o consumo de energia para finalidade de aquecimento é muito maior do que a produção energia elétrica propriamente dita.

EÓLICAS SÃO MOINHOS DE VENTO DE BAIXA EFICIÊNCIA


Fontes alternativas, como a eólica, não vão cumprir a função de geração básica do sistema. Embora limpa, a produção é intermitente e tão incerta quanto as usinas de fio d’àgua da Amazônia. Estas podem ser complementares mas não são integráveis. A Região Amazônica reúne as piores condições de armazenamento de energia por meio de reservatórios. A configuração não é, tipicamente, a de uma bacia única integrada, mas várias bacias isoladas, cujos rios não têm ligação física entre si, nem com os rios do Sudeste o que é um obstáculo a integração. Potenciais da Amazônia têm ampla utilização local quando subutilizados na forma de usinas de fluxo d’água para geração distribuída e complementada por térmicas a gás natural e convencional existente. Precisamos mais de térmicas combinadas a gás que aproveite integralmente a energia química do gás na produção das 2 formas de energia: calor e eletricidade.

GE E cOCA COLA DÃO BONS EXEMPLOS


Um bom exemplo: “A GE fechou um contrato de US$ 4,5 milhões com a Coca-Cola Andina Brasil para equipar uma unidade de engarrafamento localizada em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, com três motores Jenbacher a gás natural. Com potência total de 12 megawatts, os equipamentos serão utilizados para gerar energia e aquecimento para a fábrica, seguindo o conceito quadgeneration. Isto significa que, além das funções típicas de fornecimento de eletricidade e calor, os motores da GE permitirão a produção de água fria, dióxido de carbono (CO₂), nitrogênio e operações de engarrafamento” (COGEN). HIDROELÉTRICAS NA GERAÇÃO DE PONTA Agora mesmo, com a intensificação de térmicas na base chegará ao absurdo de gerar energia elétrica para aquecimento de eletrodomésticos – dando uma volta desnecessária quando poderia queimar o gás diretamente – a menos que hidrelétricas mais adaptáveis sejam utilizadas nos horários de pico. Para tanto existe grande quantidade de energia secundária a ser aproveitada, além do que existe a possibilidade de aumento de capacidade instalada pelo acréscimo de unidades com locais provisionados. Nos sistemas que já atingiram a fase térmica predominante este é um procedimento corriqueiro: hidrelétricas com baixo fator de capacidade. FONTES ALTERNATIVAS E USINAS DE FIOD’ÁGUA Não estamos proibidos de fazer usinas a carvão. Mas, mais usinas a carvão? Bastam as que já estão aí. O problema não está no combustível fóssil – que o mundo inteiro usa – mas no “processo rudimentar de caldeira a vapor de baixíssimo rendimento, verdadeira reminiscência arqueológica” do qual não escapa nem as nucleares.

EFICIÊNCIA NO USO FINAL DA ENERGIA


O Brasil usa de maneira ineficiente as 2 formas principais de produção de energia, tipicamente: calor e eletricidade. Exemplo: usou hidrelétricas para produzir energia e deixou térmicas paradas que poderiam substituir o estoque de energia potencial dos reservatórios por estoque de energia potencial química contida no combustível. Quando usa térmicas o processos não leva em conta o aproveitamento integral do combustível na produção e consumo das 2 formas de energia: calor e eletricidade, que são indissociáveis. Não se pode aperfeiçoar um sem negligenciar o outro. Não se pode perder de vista que o consumo de energia para finalidade de aquecimento é muito maior do que a produção energia elétrica propriamente dita. Agora mesmo, com a intensificação de térmicas na base chegará ao absurdo de gerar energia elétrica para aquecimento de eletrodomésticos – quando poderia queimar o gás diretamente – a menos que hidrelétricas mais adaptáveis sejam utilizadas nos horários de pico. Hospitais, condomínios, shopings, conjuntos habitacionais, etc. não podem prescindir de gerador próprio para gerar a sua própria energia. Cimenteiras, cerâmicas, fábrica vidros, produtores de bebida e alimentos etc. – que utilizam calor de processo – podem ser estimulados a gerar sua própria energia: calor frio e eletricidade, através de usinas combinadas.

SOFTWARES COM EXEMPLOS DE PRODUTOS TECNOLÓGICOS


O software é o exemplo de produto tecnológico isento de material que transita — à velocidade da luz — sem custo pelas vias de comunicação. São páginas de códigos produzidos nos mais remotos lugares e distribuídos instantaneamente, sem que seus autores precisem se locomover.

PRODUTOS TECNOLÓGICOS


Produtos tecnológicos diferem substancialmente dos produtos industriais no que respeita ao transporte assim como produtos industriais diferem de matérias prima e insumos básicos. Produtos tecnológicos de valor altíssimo têm componentes de grande valor e vazios de material, portanto sem peso. O maior componente dos produtos tecnológicos são ideias e invenções, que, por serem intangíveis, não tem peso. Podem ser transportados de avião — ou à velocidade da luz — porque a incidência do custo do transporte e distribuição no produto final é desprezível. Daí, a produção poder ser realizada de forma descentralizada em todo o mundo e distribuída sem custos. Acresce ainda o fato de a tecnologia nova proporcionar a distribuição melhor de alimentos e produtos industriais mudando radicalmente a fisionomia dos transportes e distribuição destes bens, inclusive a locomoção de pessoas.

NACIONALISMO E AUTOSSUFICIÊNCIA


NACIONALISMO E AUTOSSUFICIÊNCIA Afastado o perigo das guerras destrutivas e da explosão populacional os países não necessitam mais ficarem confinados dentro dos estreitos limites do nacionalismo e autossuficiência. A cooperação exige a complementação das aptidões de cada participante. Quanto mais diferente, mais chance terá de se complementarem. O próprio contato entre países de crenças e ideologias treina-os para autonomia e cooperação e os predispõem para a aquisição de uma maior cultura, superior e universalizadora, sem que precisem abdicar de suas próprias. A variedade de países e suas qualidades específicas tornarão a competição sem efeito, senão impossível. A cooperação é um estágio superior que permitirá a humanidade alcançar um nível maior de operacionalidade que foi privilégio de uns poucos grupos de elite.

CÚPULA RESTRITA x MASSA DIFERENCIADA


O sistema de produção não é mais constituído por uma cúpula restrita e uma imensa massa indiferenciada de países consumidores dos produtos de países industrializados do tempo subsequente à revolução industrial. As especializações se distribuem completamente por ampla gama de diversidade que não permite mais o antagonismo mortal das guerras de conquista. Núcleos familiares latifundiários e autossuficientes explodiram diante da urbanização e industrialização crescentes, levando os países às mais variadas e estranhas composições e engajamentos, destruindo os interesses de pequenos grupos dominantes.

GLOBALIZAÇÃO NO MUNDO DE HOJE


COOPERAÇÃO ATUAL E PASSADA Tornar-se igual exige esforço competitivo para desenvolver ideias inovadoras. Entretanto, a cooperação atual e passada é um desmentido à convicção de que só a confrontação egoísta e voraz motiva os países para a produtividade. Tornando-se especialista, tudo aquilo de que um país necessita encontrará no mercado, vendendo o seu produto, especial e único, o qual será o complemento de outros. O mercado é neutro: não impõe condições. A ida ao mercado é uma decisão interna de cada um.

OS NOVOS RUMOS DA GLOBALIZAÇÃO


RUMOS DA GLOBALIZAÇÃO A especialização dos países certamente acompanhará a especialização ocorrida entre indivíduos no interior de uma sociedade, como bem demonstra a experiência de cooperação dos países industrializados com o Leste Asiático. A extrema especialização tornará cada país tão singular e único que em vez da competição haverá cooperação. Em alguns países em desenvolvimento como o Brasil, a cooperação ocorreu na década de 50, no setor automotivo. Nos dois casos citados os benefícios são evidentes para ambos os participantes.

PARA HAVER COOPERÃO É PRECISO QUE SEJAM COMPLEMENTARES


RUMOS DA ECONOMIA GLOBALIZADA A cooperação de empresas transnacionais com os países em desenvolvimento (também no passado) propiciou enormes benefícios para ambas as partes com o que os países em desenvolvimento puderam crescer mais. Nada vai impedir que países em desenvolvimento cooperem entre si, espontaneamente, na busca de suas alternativas mais promissoras, a exemplo do ocorrido no leste Asiático. Países em desenvolvimento já têm suas próprias empresas transnacionais, estatais ou não (Petrobrás, Vale, Gerdau, etc., para citar as mais próximas), aceitando o processo de globalização. A enorme diversidade dos países em desenvolvimento, cada um com suas especificidades, constitui o ingrediente básico para a cooperação espontânea, caminho natural dos novos rumos da economia globalizada.

PARA HAVER COMPETIÇÃO...


PAÍSES COMPLEMENTARES Para haver competição é preciso haver similaridade entre adversários (países industrializados) e objetivos coincidentes (venda de produtos tecnológicos), fato comprovado pela experiência das guerras destrutivas do século passado em busca de mercado para os países conflitantes. A experiência mostra também a existência de uns poucos países similares e uma grande quantidade de países diferentes, o que quer dizer: geralmente, existem mais formas de ser diferente do que semelhante. A competição realçou as diferenças.

SOFTWARES NÃO TEM PESO


PRODUTOS TECNOLÓGICOS Antes as empresas competiam dentro dos seus próprios países e os países competiam entre si na busca de mercado para seus produtos inovadores. Países industrializados levavam nítida vantagem sobre produtores de matéria prima e insumos básicos.

NÃO MAIS ISOLAMENTO


CÚPULA DE PAÍSES SEPARADOS O sistema de produção não é mais constituído por uma cúpula restrita e uma imensa massa indiferenciada de países consumidores dos produtos de países industrializados do tempo subseqüente à revolução industrial. As especializações se distribuem completamente por ampla gama de diversidade que não permite mais o antagonismo mortal das guerras de conquista. Núcleos familiares latifundiários e autossuficientes explodiram diante da urbanização e industrialização crescentes, levando os países às mais variadas e estranhas composições e engajamentos, destruindo os interesses de pequenos grupos dominantes. O PERIGO DO ISOLAMENTO Afastado o perigo das guerras destrutivas e da explosão populacional os países não necessitam mais ficarem confinados dentro dos estreitos limites do nacionalismo e autossuficiência. A cooperação exige a complementação das aptidões de cada participante. Quanto mais diferentes, mais chances terão de se complementarem. A variedade de países e suas qualidades específicas tornarão a competição sem efeito, senão impossível. A cooperação é um estágio superior que permitirá a humanidade alcançar um nível maior de operacionalidade que foi privilégio de uns poucos grupos de elite.

UM MUNDO SÓ


NENHUM PAÍS É “UMA ILHA” A extrema especialização tornará cada país tão singular e único que em vez da competição haverá cooperação. Tornar-se igual exige esforço competitivo para desenvolver idéias inovadoras. Entretanto, a cooperação atual e passada é um desmentido à convicção de que só a confrontação egoísta e voraz motiva os países para a produtividade. Tornando-se especialista, tudo aquilo de que um país necessita encontrará no mercado, vendendo o seu produto, especial e único, o qual será o comple mento de outros. O mercado é neutro: não impõe condições. A ida ao mercado é uma decisão interna de cada um

IGUAI COMPETEM, COMPLEMENTARES COOPERAM


“FAZER SOCIEDADE COM POBRE É PEDIR ESMOLA PRA DOIS”. A enorme diversidade dos países em desenvolvimento, cada um com suas especificidades, constitui o ingrediente básico para a cooperação espontânea, caminho natural dos novos rumos da globalização da economia. Para haver competição é preciso haver similaridade entre adversários (países industrializados) e objetivos coincidentes (venda de produtos tecnológicos), fato comprovado pela experiência das guerras destrutivas do século passado em busca de mercado para os países conflitantes. No MERCOSUL a maioria dos países é similar, salvo uns poucos complementares como Venezuela, Peru e Bolívia. Por isso não se compreende como possam trocar entre si os mesmos produtos. Isenção de IPI para carros provenientes da Argentina e México acirra ainda mais a competição e não a cooperação.

GLOBALIZAÇÃO NÃO É NOVDADE


GLOGALIZAÇÃO JÁ ACONTECEU Nem é novidade: aconteceu na década de 60 com a transferência de fabricas inteiras, com processo e tudo, inclusive layout, para países em desenvolvimento. O trabalhador americano é mais eficiente que qualquer outro e não compensa utiliza-lo na função de outro mais barato. Exportar tecnologia traz mais benefício do que a exportação do próprio bem industrial. Questões de proteção ao trabalhador correm por conta do país hospedeiro, da mesma forma que a manutenção do escravo – um bem de capital – foi mais custosa do que o trabalho assalariado.

COMPETIÇÃO OU COOPERAÇÃO


UM SENTIDO PARA COOPERAÇÃO A globalização não é uma estratégia imposta pelos países industrializados para continuar colonizando países em desenvolvimento. Pelo contrário, ocorrem espontaneamente a revelia dos governos dos países industrializados e a despeito das ideologias, crenças e religiões.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

PRODUTOS TECNOLÓGICOS


Antes as empresas competiam dentro dos seus próprios países e os países competiam entre si na busca de mercado para seus produtos inovadores. Países industrializados levavam nítida vantagem sobre produtores de matéria prima e insumos básicos. Para haver competição é preciso haver similaridade entre adversários (países industrializados) e objetivos coincidentes (venda de produtos tecnológicos), fato comprovado pela experiência das guerras destrutivas do século passado em busca de mercado para os países conflitantes. A experiência mostra também a existência de uns poucos países similares e uma grande quantidade de países diferentes, o que quer dizer: geralmente, existem mais formas de ser diferente do que semelhante. A competição realçou as diferenças. A cooperação de empresas transnacionais com os países em desenvolvimento (também no passado) propiciou enormes benefícios para ambas as partes com o que os países em desenvolvimento puderam crescer mais. Nada vai impedir que países em desenvolvimento cooperem entre si, espontaneamente, na busca de suas alternativas mais promissoras, a exemplo do ocorrido no leste Asiático. Países em desenvolvimento já têm suas próprias empresas transnacionais, estatais ou não (Petrobrás, Vale, Gerdau, etc., para citar as mais próximas), aceitando o processo de globalização. A enorme diversidade dos países em desenvolvimento, cada um com suas especificidades, constitui o ingrediente básico para a cooperação espontânea, caminho natural dos novos rumos da economia globalizada.

PROFEDDIA DE MC’LUHAN


PROFEDDIA DE MC’LUHAN O sistema de produção não é mais constituído por uma cúpula restrita e uma imensa massa indiferenciada de países consumidores dos produtos de países industrializados do tempo subseqüente à revolução industrial. As especializações se distribuem completamente por ampla gama de diversidade que não permite mais o antagonismo mortal das guerras de conquista. Núcleos familiares latifundiários e autossuficientes explodiram diante da urbanização e industrialização crescentes, levando os países às mais variadas e estranhas composições e engajamentos, destruindo os interesses de pequenos grupos dominantes. Afastado o perigo das guerras destrutivas e da explosão populacional os países não necessitam mais ficarem confinados dentro dos estreitos limites do nacionalismo e autossuficiência. A cooperação exige a complementação das aptidões de cada participante. Quanto mais diferentes, mais chances terão de se complementarem. A variedade de países e suas qualidades específicas tornarão a competição sem efeito, senão impossível. A cooperação é um estágio superior que permitirá a humanidade alcançar um nível maior de operacionalidade que foi privilégio de uns poucos grupos de elite.

“FAZER SOCIEDADE COM POBRE É PEDIR ESMOLA PRA DOIS”.


A enorme diversidade dos países em desenvolvimento, cada um com suas especificidades, constitui o ingrediente básico para a cooperação espontânea, caminho natural dos novos rumos da globalização da economia. Para haver competição é preciso haver similaridade entre adversários (países industrializados) e objetivos coincidentes (venda de produtos tecnológicos), fato comprovado pela experiência das guerras destrutivas do século passado em busca de mercado para os países conflitantes. No MERCOSUL a maioria dos países é similar, salvo uns poucos complementares como Venezuela, Peru e Bolívia. Por isso não se compreende como possam trocar entre si os mesmos produtos. Isenção de IPI para carros provenientes da Argentina e México acirra ainda mais a competição e não a cooperação. A extrema especialização tornará cada país tão singular e único que em vez da competição haverá cooperação. Tornar-se igual exige esforço competitivo para desenvolver idéias inovadoras. Entretanto, a cooperação atual e passada é um desmentido à convicção de que só a confrontação egoísta e voraz motiva os países para a produtividade. Tornando-se especialista, tudo aquilo de que um país necessita encontrará no mercado, vendendo o seu produto, especial e único, o qual será o complemento de outros. O mercado é neutro: não impõe condições. A ida ao mercado é uma decisão interna de cada um.

domingo, 3 de novembro de 2013

A QUEDA DO GRANDE GATSBY


Quem nos protegerá de nossos protetores? (‘Quis custodiet ipsos custodes?’) A quem beneficia a queda do "grande Gatsby". A plebe está babando de gosto. Um é Joakim, da galp. Outro é Manolo, da Repsol, ambas empresas minúsculas associadas à estatal chinesa Sinopec – que formariam um único consórcio – estavam inscritas no leilão de Libra. Quem nos protegerá dos nossos protetores chineses? Acabou virando o “braço da viola”: Deu Petrobras na cabeça, com 2 petrolíferas europeias e mais 2 estatais chinesas. Também um consócio único sem concorrentes. O mesmo acontece com o "grande Gatsby" das empresas X. No momento, fogem dele como o diabo foge da cruz. Uma ajuda no momento seria “um tiro no pé”, tendo em vista as manifestações de rua. A letra “X” que já foi objeto de repúdio na privatização da Petrobrax agora ficou tão desmoralizada que a Xuxa resolveu trocar o nome para chucha, segundo Zé Simão. ATÉ TU BRUTUS Beneficiou-se, tanto quanto seu pai se beneficiou do antigo regime. E agora se beneficia dos que combateram o antigo regime. Se beneficiou tanto quanto os intelectuais se beneficiam da "Lei Ruanet" como denuncia "Lobão (o outro, é claro), ou tanto quanto os que combateram a ditadura e agora são beneficiários de gordas aposentadorias. Políticos com mais de 70 anos correm o risco iminente de extinção, como o ministro ubíquo das micro empresas e ao mesmo tempo vice governador - que parecia um cara bacana - e que agora se junta a "fauna de políticos desta imensa unanimidade que acabará numa idolatria que dá medo . O Brasil e a 'América latrina' toda são países de compadres, como mostrou o grande entrevistado do programa Roda Viva há 2 dias: nada menos que o prêmio Nobel de literatura: Mario Vargas Llosa. Dá gosto ser leitor do cara que perdeu a eleição para o "Chino".

O "XIS" DA QUESTÃO


MADOF INVERTIDO Claro que não vou falar de “inocentes” que ocuparam cargos no perigoso conselho de administração das empresas “X”, nem dos técnicos e engenheiros que portaram “virtuais segredos” ao se baterem em retirada – da mesma forma que fazem os engenheiros patriotas ao abandonar a Petrobras – porque não tenho a “cancha” de um Èlio Gaspari pra me meter em encrencas. A esses pobres coitados desejo o mesmo destino do criador de “pirâmides” do título deste comentário: “que se ...”. Antes de se tornarem celebridades do mal, escaparam pela porta dos fundos, demitidos voluntariamente a pedido dos próprios interessados.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

SÓ PERDEDORES NO LEILÃO DE LIBRA


CONSÓRCO ÚNICO PROCLAMADO VENCEDOR NO LEILÃO DE LIBRA Providencial a notícia de espionagem: foi o motivo de que precisavam para o adiamento, por falta de concorrentes. Só empresas chinesas interessam para garantir fornecimento futuro de petróleo e nem se importam em ser operadoras. Até já tinham oferecido financiamento para cobrir os 30% que cabe à Petrobras. Na inscrição só apareceram chinesas, estatais evidentemente. Na hora do leilão não apresentaram proposta por serem sócias da Petrobras. Por conta disso também deixaram de comparecer a Petrogal e Repsol, pelo mesmo motivo. Depois de tanto tempo sem leilão o adiamento seria interpretado como fracasso. Foi uma “Vitória de Pirro”. Mesmo com a queda de produção na bacia de Campos e apesar do insucesso das empresas “X”, as apostas visam apenas o futuro distante para manter a “mística do Pre-sal”: interessa mais presente (gift) do “bônus de assinatura”. O que importa no momento é o sucesso do 1º poço promissor. Depois virão outros e muita coisa pode ser mudada no próximo governo. A melhor forma de explorar petróleo é como faz Cuba: durante décadas da guerra fria “extraía” petróleo da antiga URSS. Com a perda do fornecedor, depois da queda do ‘muro’ passou “extrair” petróleo da Venezuela em troca de médicos. E o Brasil – que agora importa médicos de Cuba – talvez possa substituir a Venezuela – agora em dificuldades – com fornecimento de petróleo do Pré-sal em troca de médicos. Não só médicos como mecânicos e funileiros, atividade na qual os cubanos são especialistas.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

SEM CONCORRÊNCIA NÃO HÁ VENCEDOR


LEILAO DE LIBRA NO PAÍS DAS MARAVILHAS Não foi, tipicamente um leilão no conceito a que estamos habituados, com vários consórcios concorrentes. Foi um leilão de perdedores: perde o leiloeiro (união) que vai receber menos na repartição do lucro petróleo – obviamente pela falta de concorrente. Perde a Petrobras que – já tendo a garantia mínima de 30% de participação como operadora única – foi obrigada a pagar 10% a mais em um momento de dificuldade de caixa. Aquele que faz o serviço da exploração recebe mais e não menos lucro futuro ao contrário do “leilão português”: no qual quem oferece o menor lance “carrega o piano”. Um leilão na forma de concessão traria mais recursos para exploração de outros campos, diretamente pela Petrobras na forma de prestação de serviço como sugere o professor da USP Ildo Sauer. LEILAO DE LIBRA NO PAÍS DAS MARAVILHAS A existência de um vencedor requer a participação física de pelo menos mais um consórcio oponente. Como pode haver vencedores se não há concorrentes? Quais foram os vencidos. Faz lembrar “Alice no País dos espelhos”, de Lews Carol, quando o palhaço Humpty-dumpty exclama com ar de espanto: “competição boba esta: ao final chegaram todos juntos na hora combinada e todos vão receber as medalhas!”

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

SEM CONCORRENTE NÃO HÁ VENCEDOR


LEILAO DE LIBRA NO PAÍS DAS MARAVILHAS Como pode haver vencedores se não há concorrentes? Quais foram os vencidos. Uma paródia de “Alice no País dos espelhos”: Faz lembrar Alice no país dos espelhos de Lews Carol. Quando o palhaço Humpty-dumpty exclama com ar de espanto: “competição boba esta, ao final todos chegaram juntos e quem vai receber os prêmios?” SEM CONCORRENTE NÃO HÁ VENCEDOR O governo sabia – com antecedência – do pequeno interesse das grandes petrolíferas, mas, para manter “a mística do Pré-sal”, decide aumentar a participação da Petrobras para 40% para atrair grandes petrolíferas para um arranjo de consórcio único. Paga mais no presente para receber menos no futuro distante. Se o preço do barri cair abaixo de 100 dólares – como muitos esperam – sempre haverá tempo para correção de rumo Depois de tantos anos sem leilão o adiamento seria visto como um fracasso. A surpresa foi a apresentação da proposta vencedora – apresentado nos últimos segundos – para evitar maiores dissabores: um arranjo pra ninguém botar defeito. Como afirma o palhaço em “Alice no País das maravilhas”: ‘Competição chata essa: todos chegaram juntos, quem vai receber as libras?’

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

SÓ DEU ESTATAIS E CHINESAS NO LEILAO DE LIBRA


ESPIONAGEM: GRANDE NOVIDADE! Os responsáveis são os próprios funcionários ‘patriotas’ que tem acesso aos dados – constantemente mudando de emprego – caso de engenheiro de alta posição que saiu da Petrobras e foi para empresa ‘X’. Não é proibido levar acervo próprio. Na verdade grandes empresas não gostariam de estar subjugadas à Petrobras, que pode mudar as regras no meio do caminho, fato que já aconteceu com a própria, na Bolívia e Argentina. Presidenta não comparece ao 1º leilão do Pré-sal por receio de manifestações de sindicatos e nacionalistas para adiar o leilão. Aí, só comparecem estatais e chinesas, únicas que tem condições de esperar pelo petróleo futuro. Petróleo e gás – que é bom mesmo – só daqui 8, 10 anos, se tudo correr bem. Resta o “bônus de 15 bilhões, para cobrir rombo do “superávit” primário”. Se é assim, melhor teria sido concessão ou “cessão onerosa”, que rendeu 42,5 bilhões no poço de Lula, pouco promissor.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

DOLAR EM ALTA COM FIM DOS ESTIMULOS DO FED


POLÍTICA DE AFROUXAMENTO MONETÁRIO Segundo Meireles (folha de domingo, 4), foi um processo de alta liquidez e juros baixos que permitiu ao FED uma política de incentivo ao consumo e ao crédito com inflação sobre controle. Isso, só foi possível graças à capacidade da China de exportar produtos de baixo preço. Mas, foi a grande riqueza gerada pela cooperação com os países asiáticos o responsável pela alta exagerada das ações das empresas multinacionais, especialmente as de internet no fim dos anos 90 que levou os EUA a recessão, – devida a perda patrimonial dos prejudicados na bolsa – e que motivou o afrouxamento da política monetária. A operação teve sucesso, mas o excesso de liquidez fez outros ativos subirem exageradamente no mercado imobiliário. Quando a bolha estourou houve paralização dos mercados de crédito e investidores em geral. Aí, sim tivemos uma crise global. Este afrouxamento só foi possível devido aos elevados défites nas contas externas dos países importadores financiados na maior parte pela poupança Chinesa e de outros países poupadores. Foi uma cooperação perfeita entre consumidores de países produtores de alta tecnologia e os poupadores dos países emergentes que financiavam com lucro a venda de produtos baratos. Mas a cooperação se tornou insustentável por 2 motivos principais: – Países emergentes não poderiam continuar sustentando déficits imensos dos EUA e financiando a gastança Americana sem atrair a “birra” dos emergentes por melhor nas condições de vida. Isso colocou os EUA isolados no foco da reação de terroristas. – A alta do dólar foi o primeiro resultado do anúncio cauteloso da retirada gradativa do estímulo (“Tsunami de dólares”) pelo do presidente do FED, agora reforçado. O sucesso na exploração do gás de xisto nos EUA combinado com a eliminação dos estímulos traz como consequência a valorização do dólar – como já está ocorrendo. Não constituiu surpresa alguma a valorização do Real frente ao Dólar que levou ao consumo de bugigangas importadas. Apesar de esgotados os estímulos permanecem. Agora ocorre a mesma coisa com sinal trocado: sabíamos que mais dia menos dia os dólares acabariam por voltar ao seu local de origem e porto seguro. Só não sabia quando. Desta vez – não mais como consumo de mercadorias baratas – mas como investimento. Viagens ao exterior se tornam mais caras, e brasileiros vão usar o dólar mais caro para comprar imóveis ou investir em empresas americanas. A alta exagerada das ações – principalmente de Internet – teve ganhadores, que foram as empresas multinacionais, mas teve também perdedores devido à perda patrimonial dos que tiveram prejuízos na bolsa, como fartamente documentado. A política de afrouxamento ou “tsunami de dólares” foi o que permitiu ao FED adotar política de Juros baixos e incentivos ao consumo e ao crédito com baixa inflação. Onde foram parar os dólares resultantes do afrouxamento monetário? O principal beneficiário foi a China e, por consequência o Brasil com o “boom das comodities”.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

TSUNAMI II: O RETORNO


O “Tsunami I” – que tanto irritou a presidente – produziu a valorização do Real frente ao Dólar e levou ao consumo de bugigangas importadas. No passado recente o país temia o “tsunami de dólares” e reduziu taxa de juros (Selic). Agora teme a “calmaria de dólares” reduzindo IOF e intervindo no mercado. Sempre soube que mais dia menos dia os dólares acabariam por voltar ao seu local de origem e porto seguro. Só não sabia quando. Desta vez – não mais como consumo de mercadorias baratas – mas como investimento. A alta do dólar foi o primeiro resultado do anúncio cauteloso da retirada gradativa do estímulo (Tsunami de dólares) pelo do presidente do FED, que agora se aposenta. O sucesso na exploração do gás de xisto nos EUA combinado com a eliminação dos estímulos traz como consequência a valorização do dólar – como já está ocorrendo – e às dificuldades da Petrobras na importação de gasolina e etanol. A exploração do gás de xisto nos EUA registrou produção recorde em 2012 e o sucesso acabará refletindo no preço comodities inclusive o petróleo que já dá sinais de baixa no preço do barril. Eventos simultâneos: – Valorização da moeda dólar, que já está ocorrendo. – A exploração gera um ambiente propício ao investimento. – Retorno dos dólares devido a eliminação dos estímulos. – Aumento da taxa de juros do FED.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

CONSENSO DE TECNICOS


REFERENCIA DE TÉCNICOS Nivalde de Castro professor da Coppead. “O acionamento das UTE durante todo o ano de 2013 indica que o novo paradigma hidrotérmico veio para ficar, o que exigirá um esforço muito grande da política e do planejamento energético, que terá que alterar práticas, ações, métodos e modelos computacionais”. “Algumas térmicas precisariam gerar na base, sem parar. Hoje as usinas são contratadas por disponibilidades. Ficam paradas à espera de um chamado do ONS”. A quantidade de água nos reservatórios não é mais suficiente. Comentário: Não só isso, diríamos, processos que levem em conta o aproveitamento integral do combustível na produção e consumo das 2 formas de energia: calor e eletricidade, que são indissociáveis. Não se pode aperfeiçoar um sem negligenciar o outro. Não se pode perder de vista que o consumo de energia para finalidade de aquecimento é muito maior do que a produção energia elétrica propriamente dita. Roberto Pereira D'Araújo do Instituto Ilumina. “As usinas hidroelétricas geram 90% da energia e apenas ½ da capacidade térmica – apesar de ter predominância de hidroelétricas.” Comentário: concordo, usa de maneira ineficiente as 2 formas de energia. Exemplo: usou eletricidade para produzir calor e deixa térmicas paradas que poderiam substituir o estoque de energia potencial dos reservatórios por estoque potencial de energia química contida no combustível. Altino Ventura do MME. "As hidrelétricas sozinhas já não dão conta de atender a demanda do país. Já usamos termelétricas para complementar a oferta, mas o que precisamos agora é buscar térmicas com custo de combustível barato para fazer com que gerem durante todo o tempo, como fazem as hidrelétricas". "Não teremos mais reservatórios como Sobradinho, Furnas, Itumbiara, Serra da mesa. Não há mais lugar para a construção de usinas com essas dimensões" “Nosso sistema é hidrotérmico, não baseado apenas em hidrelétrica”. Eu não consigo atender o mercado só com os 75% de participação que as hidrelétricas oferecem. E nós não estamos proibidos de fazer usinas a carvão. Comentário: também não concordo, mas não acho que devam ser construídas mais usinas a carvão. Basta as que já estão. Não por causa do combustível, mas pelo “processo de caldeira a vapor de baixíssimo rendimento, verdadeira reminiscência arqueológica” do qual não escapa nem as nucleares. Precisamos mais de térmicas combinadas a gás que aproveite integralmente a energia química do gás na produção das 2 formas de energia: calor e eletricidade. Fontes alternativas, como a eólica, não vão cumprir a função de geração básica do sistema. Embora limpa, a produção é intermitente. Potenciais da Amazônia têm ampla utilização local quando subutilizados na forma de usinas de bulbo para geração distribuída e complementada por térmicas a gás natural e convencionais existentes.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

TO BE OR NOT


“TÉRMICAS: DESLIGA OU NÃO: EIS A QUESTÃO” O governo age às cegas, cada hora uma mudança em favor da modicidade esquecendo a segurança. Porque a pressa em desligar 4 térmicas a diesel inexpressivas? – Roberto Pereira D’Araújo – autoridade no assunto – manteria todas térmicas ligadas. – “Algumas térmicas precisariam gerar na base, sem parar” (Nivalde de Castro). – Pingueli Rosa diz que deveriam ter sido ligadas antes de outubro. – Altino Ventura afirma que térmicas fazem parte de um sistema já hidrotérmico. Térmicas nunca deveriam ter sido desligadas: deveriam ser permanentes. A desculpa de sempre são os ambientalistas. Enquanto isso a demanda por energia continua em alta no setor de serviços devido aos estímulos ao consumo, mesmo com o fraco crescimento da economia. Com quem ficamos? Há uma saída? Uma possível saída seria apelar para as empresas – que já estão motivadas – no sentido de usar seus geradores de reserva nos momentos de pico. Já estão fazendo isso com medo do racionamento. Outro argumento para não desligar térmicas – mesmo aquelas a diesel – está no elevado potencial de produção das hidroelétricas nos horários de pico. Um bom exemplo é Serra da Mesa que nunca encheu completamente. Altino Ventura tem apontado constantemente que o sistema tem utilizado hidroelétricas para produzir energia em detrimento das térmicas que oferecem mais segurança, por motivos óbvios. Isto tem sido a causa principal do risco atual e futuro. Fontes alternativas, como a eólica, são intermitentes e não manipuláveis. Não estamos proibidos de usar térmicas convencionais a carvão e muito menos nucleares, cujo suprimento é inesgotável. O problema destas térmicas convencionais está no “processo”. São térmicas antigas que requerem caldeira a vapor de baixíssimo rendimento. Acontece que estamos usando energia de maneira ineficiente. Ora usamos fontes térmicas (combustível) para produzir potência (KW) nos picos diários de demanda, ora, usamos hidroelétricas para produzir energia (KWh), constantemente. Não demora, estaremos usando térmicas a combustível fóssil para finalidade de aquecimento quando seria mais barato queimar diretamente o combustível, como fazem os países de clima frio no aquecimento de residências.

sábado, 25 de maio de 2013

TÉRMICAS OCUPADAS NÃO GARANTEM PONTA


HIDROELÉTRICAS PRODUTORAS DE PONTA Em maio 25, – com acréscimos decrescentes (derivada) – os reservatório atingem o nível satisfatório maior possível de 70%, mas ainda inferior a 2012. Daí segue o mesmo padrão, agora com todas as térmicas ligadas, desta vez de forma permanente. –Porque os reservatórios devem permanecer cheios todo o tempo? Reservatórios cheios permitem suprir picos de demanda por períodos prolongados a qualquer hora, independente do clima. À medida que a demanda por energia cresce, hidroelétricas são cada vez mais solicitadas para atender picos maiores. Não compensa suprir picos de demanda (MW) através de usinas térmicas: sua potência seria maior do que a necessária para suprir energia (MW x hora). Mas, foi usada e vai continuar usando: um verdadeiro desperdício. Hidroelétrica é a única fonte que tem capacidade instalada maior (na proporção do FC 0.55) do que a quantidade energia que é capaz de produzir. "Algumas hidrelétricas já tem local pronto para colocar essas máquinas adicionais, mas ainda não colocaram. Ou seja, a parte civil já tá pronta. É só aumentar a potência da usina”, segundo o NOS, lembrando que essa ampliação não aumentaria a energia assegurada da usina, apenas à potência. No período chuvoso , hidroelétricas tem capacidade mais do que suficiente para atender picos demanda: o problema é no período seco, quando térmicas estão inteiramente ocupasadas na produção de energia. Picos de demanda – é bom lembrar – também podem ocorrer no período seco. Só hidros tem CI maior, ou seja: potência em curtos períodos. Poucas umas térmicas a diesel já estão desligadas mas, seria um erro desligar todas. PICOS DE CARGA Do lado do consumo o maior crescimento da demanda ocorre no setor de serviços, residencial e comercial, com diminuição da atividade industrial – reflexo do incremento da renda e do avanço do emprego – são razões que explicam o aumento da demanda para fins térmicos. A incorporação de eletrodomésticos às residências tais como chuveiros elétricos, condicionadores, refrigeração e iluminação contribuem para a curva de carga no momento do pico, justifica manter os reservatórios quase cheios como reserva estratégica para atendimento de surtos inesperados ou mesmo o aumento dos picos de demanda proporcionalmente à demanda por energia (Kwhora). È muito mais barato adicionar unidades para incrementar a capacidade instalada de usinas prontas do que construir novas. Especialmente se houver provisão (slots). “Até 5 GW de ganho de potência, colocando mais máquinas, apenas adicionando mais unidades, especialmente se houver provisão. È mais barato atender o horário de ponta com a ampliação de potência dessas hidrelétricas do que com térmicas” segundo o ONS. Atender picos de demanda com térmicas é um equívoco. Equivale a baixar o fator de capacidade, tal como acontece nos países nos quais predominam térmicas. Ou, países que já esgotaram todo seu potencial hidroelétrico. Essas são razões que justificam a geração distribuída, cada um gerando sua própria energia produzindo, ao mesmo tempo, os dois tipos de energia: calor e eletricidade. Mas para que isso ocorra é preciso haver incentivos, segundo o NOS. “queda de produtividade e de potência das hidrelétricas e o horário de ponta teve que ser atendido com térmicas e isso custa caro. Em alguns momentos, o operador chegou a acionar 9 mil MW térmicos para atender a ponta”. Isso é um despropósito (PEN 2011 - 2015). Este é risco hidrológico à forte diferença existente entre a potência instalada e a energia firme3 que se verifica entre o período úmido e seco do ano. Hugo Siqueira, em 12/04/2013.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

TSUNAMI NAS SIDERÚRGICAS


TSUNAMI NA INDÚSTRIA SIDERÚRGICA “Está tendo o efeito de um tsunami na indústria siderúrgica global, pressionando os preços em todas as regiões", disse Michelle Applebaum, analista de Chicago. O Brasil não precisa se intimidar com a oferta desordenada de produtos siderúrgicos (e alumínio) baratos como acontece com trilhos de má qualidade chineses recém-importados. O país tem condições de utilizar a grande capacidade de energia secundária para produzir – mesmo que sazonalmente – bens que a energia elétrica é capaz de produzir como eletro intensivos e aço (eletrólise a quente e fornos a arco), com isso reduzir a pressão sobre a indústria siderúrgica em vias de deixar o país (Siemens, Alcoa e outras). Os processos devastadores chineses não serão para sempre. MOTORIZAÇÃO DE HIDROELÉTRICAS A geração hidrelétrica de ponta também poderá ser aumentada pela construção de novas unidades geradoras em poços provisionados em algumas usinas hidrelétricas já existentes (5 GW segundo a Abrage), o que torna baixo os custos para o atendimento da demanda máxima do SIN. Isso gera uma expectativa atraente para os produtores do mercado livre dado que com tarifas maiores os produtores vão utilizar a grande quantidade de energia secundária para a produção sazonal de bens que a energia elétrica consegue produzir, tais como hidrogênio, lítio, por exemplo. Não só isso, alguns consumidores vão migrar para este novo mercado, com perda de clientes das concessionárias. Antes, eram térmicas a vapor de baixa qualidade técnica que garantiam ponta com combustível barato. O máximo do desperdício de energia. O tempo do combustível barato já passou. Agora, os papéis se invertem: são térmicas a gás combinadas que economizam combustível fóssil das antigas térmicas.

domingo, 19 de maio de 2013

COGERAÇÃO EM HOSPITAIS E CONDOMÍNIOS


GERAÇÃO SIMULTÂNEA DE CALOR E ELETRICIDADE 12/04/2013 “A GE fechou um contrato de US$ 4,5 milhões com a Coca-Cola Andina Brasil para equipar uma unidade de engarrafamento localizada em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, com três motores Jenbacher a gás natural. Com potência total de 12 megawatts, os equipamentos serão utilizados para gerar energia e aquecimento para a fábrica, seguindo o conceito quadgeneration. Isto significa que, além das funções típicas de fornecimento de eletricidade e calor, os motores da GE permitirão a produção de água fria, dióxido de carbono (CO₂), nitrogênio e operações de engarrafamento”. HOSPITAL SÃO FRANCISCO- CABO VERDE MINAS GERAIS Instalei um grupo gerador de reserva para um hospital e fiz a seguinte recomendação: “ligar o gerador próprio e deixar a Cemig na reserva”. Sai muito mais em conta. Além disso, o radiador foi suprimido e a água de arrefecimento foi ligada à serpentina do aquecedor central. Todo calor proveniente das perdas da queima do gás são integralmente utilizadas para o banho e roupa lavada dos pacientes, que, indubitavelmente constitui a maior demanda de qualquer hospital (70%). È o que denomina cogeração de calor e eletricidade por uma só fonte. Hotéis, condomínios e shopping centers não podem prescindir de geração própria. Além da segurança, economizam na conta de luz. Indústrias que utilizam “calor de processo” como cimenteiras, cerâmica, fábrica de alimentos e bebidas utilizam o processo cogeração em geração distribuída, para escapar do cativeiro da tarifa da distribuidora. Até usinas de biomassa utilizam para economizar bagaço, que é um combustível tão ruim que as próprias olarias rejeitam, mesmo que cedido gratuitamente.

sábado, 18 de maio de 2013

RESERVATÓRIOS CHEIOS: UM SEGURO PARA DEMANDA DE PONTA


RESERVATÓRIOS CHEIOS E A ENERGIA DE PONTA Reservatórios quase cheios é a contingência estrutural do sistema que se torna cada vez mais hidrotérmico. redução de tarifas – sempre benvinda – ocorre em momento crucial em que o sistema passa por mudanças estruturais com a utilização de modo permanente de térmicas nos próximos anos. O encarecimento pelo uso da térmica mais cara é uma consequência natural de um sistema que tende cada vez mais para hidrotérmico. Uma coisa nada tem a ver com outra: mesmo se não houvesse a baixa de tarifas o aumento do custo será inevitavelmente maior. “O acionamento das UTE durante todo o ano de 2013 indica que o novo paradigma hidrotérmico veio para ficar, o que exigirá um esforço muito grande da política e do planejamento energético, que terá que alterar práticas, ações, métodos e modelos computacionais”. Nivalde de Castro. Não só isso, diríamos, processos que levem em conta o aproveitamento integral do combustível na produção e consumo das 2 formas de energia: calor e eletricidade, que são indissociáveis. Não se pode aperfeiçoar um sem negligenciar o outro. A geração hidrelétrica de ponta também poderá ser aumentada pela construção de novas unidades geradoras em poços provisionados em algumas usinas hidrelétricas já existentes (5 GW segundo a Abrage), o que torna baixo os custos para o atendimento da demanda máxima do SIN. Isso gera uma expectativa atraente para os produtores do mercado livre dado que com tarifas maiores os produtores vão utilizar a grande quantidade de energia secundária para a produção sazonal de bens que a energia elétrica consegue produzir, tais como hidrogênio, lítio, por exemplo. Não só isso, alguns consumidores vão migrar para este novo mercado, com perda de clientes das concessionárias. Antes, eram térmicas a vapor de baixa qualidade técnica que garantiam ponta com combustível barato. O máximo do desperdício de energia. O tempo do combustível barato já passou. Agora, os papéis se invertem: são térmicas a gás combinadas que economizam combustível fóssil das antigas térmicas.

RESERVATÓRIOS pERTO DO VOLUME MÁXIMO


RESERVATÓRIOS PERMANECEM CHEIOS –Porque os reservatórios devem permanecer cheios todo o tempo? Reservatórios cheios permitem suprir picos de demanda por períodos prolongados a qualquer hora, independente do clima. À medida que a demanda por energia cresce, hidroelétricas são cada vez mais solicitadas para atender picos maiores. Não compensa suprir picos de demanda (MW) através de usinas térmicas: sua potência seria maior do que a necessária para suprir energia (MW x hora). Do lado do consumo o maior crescimento da demanda ocorre no setor de serviços, residencial e comercial, com diminuição da atividade industrial– reflexo do incremento da renda e do avanço do emprego – são razões que explicam o aumento da demanda para fins térmicos. A incorporação de eletrodomésticos às residências tais como chuveiros elétricos, condicionadores, refrigeração e iluminação contribuem para a curva de carga no momento do pico, justifica manter os reservatórios quase cheios como reserva estratégica para atendimento de surtos inesperados ou mesmo o aumento dos picos de demanda proporcionalmente à demanda por energia (Kwhora). Essas são razões que justificam a geração distribuída, cada um gerando sua própria energia produzindo, ao mesmo tempo, os dois tipos de energia: calor e eletricidade. È muito mais barato adicionar unidades para incrementar a capacidade instalada de usinas prontas do que construir novas. Especialmente se houver provisão (slots). Equivale a baixar o fator de capacidade, tal como acontece nos países nos quais predominam térmicas. Ou, países que já esgotaram todo seu potencial hidroelétrico.

domingo, 12 de maio de 2013

RESERVATÓRIOS CHEIOS: GARANTIA DE PONTA


RESERVATÓRIOS CHEIOS E A ENERGIA DE PONTA Reservatórios quase cheios é a contingência natural do sistema que se torna cada vez mais hidrotérmico. A geração hidrelétrica de ponta também poderá ser aumentada pela construção de novas unidades geradoras em poços provisionados em algumas usinas hidrelétricas já existentes (5 GW segundo a Abrage), o que torna baixo os custos para o atendimento da demanda máxima do SIN. Antes, eram térmicas a vapor de baixa qualidade técnica que garantiam ponta com combustível barato. O máximo do desperdício de energia. O tempo do combustível barato já passou. Agora, os papéis se invertem: são térmicas a gás combinadas que economizam combustível fóssil das antigas térmicas.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

RESEVATÓRIOS QUASE CHEIOS


POR QUAL RAZÃO DEVEM ESTAR CHEIOS? Não basta haver térmicas disponíveis se não houver estoque de combustível, que é o equivalente dos reservatórios de água. Nem pode haver dependência de infraestrutura de transporte (gasodutos, portos). Mas, –Porque os reservatórios devem permanecer cheios todo o tempo? Reservatórios cheios permitem suprir picos de demanda por períodos prolongados a qualquer hora, independente do clima. À medida que a demanda por energia cresce, hidroelétricas são cada vez mais solicitadas para atender picos maiores. Não compensa suprir picos de demanda (Mw) através de usinas térmicas: sua potência seria maior do que a necessária para suprir energia (Mwh). È muito mais barato adicionar unidades para incrementar a capacidade instalada de usinas prontas do que construir novas. Especialmente se houver previsão (slots). Equivale a baixar o fator de capacidade, tal como acontece nos países nos quais predominam térmicas. Ou, países que já esgotaram todo seu potencial hidroelétrico.

sábado, 4 de maio de 2013

GERADOR PRÓPRIO SUBSTITUI CEMIG


Instalei um grupo gerador de reserva para um hospital e fiz a seguinte recomendação: “ligar o gerador próprio e deixar a Cemig na reserva”. Sai muito mais em conta. Além disso, o radiador foi suprimido e a água de arrefecimento foi ligada à serpentina do aquecedor central. Todo calor proveniente das perdas da queima do gás são integralmente utilizadas para o banho e roupa lavada dos pacientes, que, indubitavelmente constitui a maior demanda de qualquer hospital (70%). È o que denomina cogeração de calor e eletricidade por uma só fonte. Hotéis, condomínios e shopping centers não podem prescindir de geração própria. Além da segurança, economizam na conta de luz. Indústrias que utilizam “calor de processo” como cimenteiras, cerâmica, fábrica de alimentos e bebidas utilizam o processo cogeração em geração distribuída, para escapar do cativeiro da tarifa da distribuidora. Até usinas de biomassa utilizam para economizar bagaço, que é um combustível tão ruim que as próprias olarias rejeitam, mesmo que cedido gratuitamente.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

MUDANÇA ESTRUTU7RAL OU AGIOTAGEM


MUDANÇA ESTRUTURAL PARA UM SISTEMA HIDROTÉRMICO A consequência imediata da baixa de tarifas é a perda de receita dos estados mais consumidores de energia e mudança de postura dos estados mais consumidores diante do novo ‘pacto federativo’. Explico: A declaração da tarifa aplicada (sem impostos) permite ao consumidor calcular o imposto pago por simples diferença. AGIOTAGEM NA COBRANÇA DE IMPOSTOS O preço da energia agora vem declarado explicitamente, menos mal. Exemplo da Cemig: Preço cobrado 0.51/Kwh houve queda de 20% Tarifa aplicada 0.33/Kwh Diferença 0.18/ Kwh A diferença, 0.18 R$/Kwh é imposto (ICMS + PASEP+COFINS) , que, se calculado corretamente sobre a Tarifa aplicada (sem impostos) resulta: 0.18/0.33 = 0.54 ou 54% de (ICMS + PASEP + COFIN) E não 0.18/0.51 = 0.35 ou 35% de (ICMS + PASEP + COFIN) Como vem declarado. Ao reduzir a tarifa aplicada, os impostos (ICMS + PASEP+COFINS) caem automaticamente, porque são cobrados “por dentro”, sem alterar a taxa declarada. A consequência natural é a perda de 20% também dos impostos: de 30% caem para 24% em relação ao cobrado originalmente. Vão pedir compensação, naturalmente.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

AUMENTO DA PARTICIPAÇÃO DE TÉRMICAS NA MATRIZ


Economia no uso-final da energia As chuvas terminaram e os reservatórios atingem 2/3 da capacidade máxima. Não encheram, mas vão encher nos próximos anos com a utilização de térmicas na base. A inserção mais frequente de térmicas colocadas na base obriga hidroelétricas – agora em menor proporção – para a ponta, as quais produzem cada vez menos energia (mais potência em período curto). Assim, os reservatórios permanecem como uma reserva estratégica para ocasiões de extrema urgência. A participação de térmicas – que já é de 1/3 – em breve chegará a ½ a 1/2, com as térmicas na base e as hidroelétricas cada vez mais afastadas para a ponta. Hidroelétricas em menor proporção geram cada vez menos energia e, consequentemente, menor dependência dos reservatórios para manter a pequena vazão para firmar as hidroelétricas. O SIN se torna mais seguro com a garantia efetiva das térmicas, porem mais cara a energia pelo elevado custo das térmicas. Este é o preço que temos de pagar por termos um sistema ainda fortemente hidroelétrico. "As hidrelétricas sozinhas já não dão conta de atender a demanda do país. Já usamos termelétricas para complementar a oferta, mas o que precisamos agora é buscar térmicas com custo de combustível barato para fazer com que gerem durante todo o tempo, como fazem as hidrelétricas" (Altino Ventura). Diríamos que não só combustíveis mais baratos mas processos mais eficientes na produção e consumo de energia. Ou, como gastar menos com as térmicas rodando muito? Resposta: gastando de maneira mais eficiente no uso-final da energia. Como gastar menos com as térmicas rodando muito? Resposta: gastando de maneira mais eficiente no uso-final da energia. Ou, em outras palavras: produzir simultaneamente os dois tipos de energia: calor e trabalho. Os dois tipos de energia estão presentes em um mesmo processo de transformação. São inseparáveis: não se pode aperfeiçoar um negligenciando o outro. Exemplificando: – Se vamos instalar uma térmica à gás ela deve estar junto de outra convencional a vapor para reduzir o consumo de combustível fóssil, sem que precise ser desativada. – O próximo leilão de energia deverá incluir pelo menos três novas térmicas movidas a carvão. O mais correto é sejam usinas combinadas com térmicas a gás. Ambas produzindo energia com rendimento próximo de 60%, economizando o combustível da térmica convencional.

terça-feira, 2 de abril de 2013

ERROS CONCEITUAIS:


ERROS CONCEITUAIS: – O governo projeta hidroelétricas de fio d’água na Amazônia que não geram energia e para as quais não existe demanda nos próximos 5 anos, segundo o próprio ONS. Se os reservatórios são pequenos – para contornar custo sócio ambiental – se tornam inúteis para o fim de armazenamento de energia potencial. Por outro lado, com grandes reservatórios perdem economicidade. As únicas usinas viáveis são as pequenas turbinas de bulbo para uso local. Assim mesmo requerem complementação térmica nos períodos secos, comuns na Amazônia. Entretanto, são poucas as possibilidades de armazenamento de água para fins de estoque de energia potencial, dadas as baixas altitudes. É o próprio ONS que reconhece a necessidade de complementação térmica para suprir a crescente incapacidade dos reservatórios de auto regulação do sistema. “Não há milagre,... será impossível operar o sistema elétrico brasileiro sem a existência de uma complementação das térmicas." –Faz leilões conjuntos de hidroelétrica, eólica e termoelétrica – visando a modicidade – quando deviam ser segregados por tipo – para ter mais segurança. Não são fontes concorrentes: cada uma tem um fim específico. Exemplo: eólicas complementam localmente hidroelétricas no NE; térmicas a gás substituem reservatórios e complementam localmente hidroelétricas no SE. Podem se tornar do tipo combinada quando agregadas às térmicas antigas, que não precisam ser desativadas. E o pior é que todo mundo sabe disso e não pode fazer nada, principalmente os técnicos do MME, ONS, GESEL, IEE – aliás bons técnicos por sinal – cujos nomes já foram inúmeras vezes citados. Só o governo é que não sabe ou não quer, para não ferir suscetibilidades. Quem não sabe – a esta altura – que a proporção de térmicas e hidroelétricas vão chegar rapidamente a ½ a ½ e os reservatórios vão permanecer quase cheios, com hidroelétricas na ponta como garantia de algum surto inesperado? Enfim a 11ª rodada vem aí, em maio, já com certo atraso. Quando a presidente vai atender insistentes pedidos da eficiente presidente da Petrobras e equilibrar preços internos nas distribuidoras com os preços de mercado?

sábado, 30 de março de 2013

TÉRMICAS NO FUTURO


O FUTURO DAS TÉRMICAS EM SISTEMA HIDROTERMICO "As hidrelétricas sozinhas já não dão conta de atender a demanda do país. Já usamos termelétricas para complementar a oferta, mas o que precisamos agora é buscar térmicas com custo de combustível barato para fazer com que gerem durante todo o tempo, como fazem as hidrelétricas" (Altino Ventura). Com o aumento da carga a inserção mais frequente de térmicas colocadas na base afasta hidroelétricas – agora em menores proporções – para a ponta, as quais produzem cada vez menos energia. Hidroelétricas em menor proporção geram cada vez menos energia e, consequentemente, menor dependência dos reservatórios para manter a pequena vazão para firmar as hidroelétricas. O SIN se torna mais seguro com a garantia efetiva das térmicas, porem mais cara a energia pelo elevado custo das térmicas. Este é o preço que temos de pagar por termos um sistema ainda fortemente hidroelétrico. Não existe sistema invulnerável a riscos. Qualquer um que pense seriamente sobre o assunto acha este é um fim desejado. Isto é um absurdo. Benefícios da modicidade têm de ser confrontados com os custos da segurança. Todos nós pagaremos por isto: não há mais ninguém para pagar. Não se trata de uma questão ideológica: faça chuva ou faça sol esta é a imprevisibilidade da natureza. Encham ou não os reservatórios, um dia o sistema será térmico como já é marcante nos países industrializados.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

PLANO DECENAL

VISÃO DE FUTURO DO SISTEMA ELÉTRICO
Os responsáveis pelo planejamento do Sistema Elétrico Brasileiro (MME, ANEEL, EPE, ONS, etc.) vêm tentando suprir as deficiências de energia do Sudeste e Nordeste pela extensão do atual sistema interligado, concentrando a produção em usinas de grande porte da bacia Amazônica.
Ora, estas são usinas concentradoras que não concorrem para constituição de estoques, principal estratégia do planejamento do Sudeste.
Em seu trabalho premiado “Energia para o desenvolvimento” de 1980 — no pleno auge do choque do petróleo — o professor Goldemberg já alertava sobre as causas e conseqüências do elevado endividamento externo, em razão da concentração dos empreendimentos hidroelétricos em obras de grande porte. Mas o risco dos sistemas majoritariamente hidroelétricos não depende do clima apenas nos aspectos de manutenção de “energia garantida”, como tambem dos acidentes que o clima pode produzir sobre as linhas de transmissão como furacões, raios e tempestades.

não existem mais locais onde a água possa ser represada em altitudes capazes de constituir estoques de energia potencial. Com isso, a extensão do sistema Sudeste à região Norte fica comprometida por perder a sua principal finalidade que são os reservatórios de acumulação. Mesmo que algum local fosse encontrado no Norte a energia potencial não seria transferível por falta de conexão física (geográfica), inclusive entre bacias dos rios isolados do Norte de mesma sazonabilidade.

Custa muito manter um sistema elétrico baseado apenas em potenciais hidráulicos. Requer condições muito especiais somente encontrados em raros lugares do mundo. Parece até um milagre o Brasil permanecer, por mais de 40 anos, isolado na posição invejável que desfruta no contexto da imensa maioria de países. Será que só o Brasil está certo e os demais estão errados por terem suas matrizes comprometidas com combustível fóssil? Ou será que está confiando demais em seus recursos naturais e pagando alto preço ao prolongar demasiadamente a “(mono) cultura da hidroeletricidade”? Essa é mais uma das inúmeras “doenças holandesas” de que tem sido vítima a economia brasileira desde os tempos coloniais: o culto das riquezas naturais. O Brasil não precisa ficar escravo da monocultura da hidroeletricidade para salvar as aparências.

Para justificar a construção de grandes hidroelétricas na Amazônia o presidente da EPE tenta intimidar ambientalistas com a construção de térmicas mais poluentes, como se fossem alternativas mutuamente excludentes.

Devemos reconhecer que foi graças a atuação dos ambientalistas que os reservatórios foram reduzidos nas usinas do Rio Madeira e em Belo Monte.
Porque só agora o presidente EPE revela — num claro pedido de desculpas — que “a matriz está se sujando”, com aumento da participação de combustíveis fósseis?
Não poderia ter “sujado” antes, como muitos países o fizeram no século passado?
Porque não “sujar”, de forma consciente, agora que pode contar com os combustíveis, gás e álcool, que brevemente se tornarão subprodutos da exploração de petróleo e da cana de açúcar?


Estender à Região Amazônica o grande sistema interligado significa um retorno a práticas que deram certo no passado, mas que hoje são inviáveis devido baixa sinergia dos rios amazônicos. O sistema ampliado perde uma das suas principais qualidades: a grande sinergia representada pelo estoque energia potencial dos reservatórios de acumulação. A interligação com o Norte só agrava os riscos operacionais que já se manifestam no Sudeste pela sua elevada concentração.
Existem várias maneiras de aumentar a capacidade de produção (sinergia) de um sistema, buscando principalmente a complementaridade:
• A primeira e mais evidente é contar com várias fontes de suprimento, inclusive importação. Quanto mais diferentes mais complementares.
• Armazenamento antecipado de energia potencial por meio de grandes reservatórios. Estratégia utilizada com pleno êxito no Sistema Sudeste que permitiu a construção escalonada de usinas de fio d’água ao longo do tempo e espaço..
• Intercâmbio de energia elétrica complementar pela sazonalidade. Caso pretendido pelos atuais planejadores do grande Sistema Interligado Brasileiro.
• Complementação térmica de sistema puramente hidroelétrico.
• Economia no consumo de combustível de térmicas pré-existentes por usinas de fio d’água supermotorizadas. Caso do aproveitamento sustentável dos potenciais amazônicos (low profile).
• Supermotorização de hidroelétricas atuais para fins estratégicos. A supermotorização permite a utilização dos reservatórios no máximo de sua capacidade em ocasiões de emergência ou produção de bens estratégicos em situação de vertimento de água nas usinas.
Resumindo:
— Reservatório de acumulação é a forma complementar de aumentar a sinergia nos sistemas predominantemente hidroelétricos.
— Intercâmbio é a forma de aumentar a sinergia de regiões complementares pela sazonalidade.
— Termoelétricas e hidroelétricas de fio d’água são complementares em ambos os sentidos.
A energia elétrica é uma forma intermediária que, em princípio, não pode ser armazenada. Uma vez produzida tem de ser consumida no instante da produção. Entretanto existem pelo menos 3 maneiras de armazenar energia elétrica por meios indiretos:
• Armazenamento da própria energia elétrica em baterias de veículos elétricos.
• Armazenamento antecipado dos “meios” de produzir energia elétrica, sem a necessidade imediata da construção de usinas completas.
• Armazenamento “dos fins” ou estoque de energia sob forma de produtos acabados que a eletrólise da energia elétrica é capaz de produzir.

Qualquer uma dessas constitui alternativa promissora para aproveitamento da energia vertida por usinas hidroelétricas quando os reservatórios perderem importância. Esta é uma oportunidade que não tem sido aproveitada devido a teimosia em permanecer dependente da monocultura da eletricidade.