segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

POLÍTICA SUICIDA


POLÍTICA SUICIDA Manter baixo o preço dos combustíveis facilita a vida dos novos usuários e dos produtores de commodities. Mas não produz empregos relevantes na agricultura e mineração que utilizam meios tecnológicos, intensivos em capital. Por outro lado penalizar o já combalido setor industrial com altas tarifas reduz a competitividade no setor que mais emprega. Hoje, o setor que mais emprega é o de serviços. Mas os empregos são pífios: vendedores de quinquilharias importadas em troca de alimentos e minérios. Chegamos a economia de serviços sem completar a infraestrutura do setor industrial. Não há emprego suficiente para todo mundo. Cada desempregado se torna dono de uma microempresa que gera emprego para si próprio e sua família. Muitos produtores de insumos básicos (Al e Fe) estão de mudança. Os que permanecerem vão ter que produzir eles próprios a energia de que necessitam. È viável? Creio que sim, desde que a energia seja produzida localmente, de forma distribuída. TARIFAS NÃO FORAM CONTEMPLADAS A excessiva penalização das tarifas de eletricidade junto com o congelamento do preço dos combustíveis é um obstáculo a adoção de veículos mais leves e eficientes que aliviariam o trânsito caótico e a poluição local das grandes cidades, tanto “flex” quanto híbridos elétricos. Subsidiar transporte e produção de comodities pode tornar alimentos mais baratos ao trabalhador, mas não produz empregos relevantes na agricultura e mineração que utiliza meios tecnológicos. Ao contrário, penalizar a produção industrial por meio de tarifas elevadas reduz a concorrência do país, justamente nas indústrias mais ocupadoras de mão de obra: alimentos, têxteis e manufaturas. O grande sucesso atribuído ao agro-negócio e mineração se deve aos subsídios ao combustível (álcool, diesel e gasolina) que tanto criticamos quando praticado pelos países industrializados. Estamos, sem o saber, ganhando a batalha, mas perdendo a guerra para os chineses e indianos.

COMO NA FÁBULA


Mal afastada a corja do DNIT, “governo dá início a plano para novo complexo elétrico“ (folha, 26 de julho de 2011). --Será um novo plano ou uma edição requentada como nas novelas? --Vale a pena ver de novo: “Éramos 18”? Agora somos 40 do PR acrescidos de novos PC do B, mas a cena é a mesma, ops..., as usinas, começando por São Luis. Como espera o governo “criar uma cadeia firme...” com usinas de fio d’água de baixa altura de queda, sendo a maior delas, São Luís com 36 metros de queda que, entretanto, está situada na foz do rio, quase ao nível do mar na altitude de 150 metros? ‘Águas passadas não movem moinho’ “Como pode ser acompanhada de uma rede de transmissão...” em distâncias que superam 3 mil Km, para as quais sequer existem similares em todo o mundo? A maior está na China, com 2 mil Km em em corrente contínua a 800 kV. Só pode ser coisa de brincadeira, como na fábula do lobo e o cordeiro. O lobo é a nossa maior sumidade em matéria de energia: Lobão, o outro, é claro. O cordeiro somos nós.

A BOLA DA VEZ


Antes a Petrobras queimava gás natural --extraído junto com o petróleo -- por falta de usuários. Mas, agora a mesma rede construída que também trás o gás boliviano, serve também para levar. Justo agora que o consumo industrial foi estimulado e que o Operador Nacional do Sistema despacha termoelétrica (mesmo com reservatórios cheios) a empresa projeta consumo de gás maior do que a demanda e modifica planos de investimento cortando gastos em gás e energia. Adia projetos que aumentam consumo de gás próprio, como termoelétricas. De subproduto, o gás natural virou produto essencial para indústrias e termoelétricas. Quando mais se precisou da produção da Petrobras a empresa corta investimentos. Importação de gás liquefeito quanto gasoduto para transporte de gás não liquefeito leva tempo e a Petrobras passa da condição de exportador para importador líquido como já acontece com a gasolina. O gás natural não é renovável, muito menos deixa de ser poluente, mas indiretamente permite o aproveitamento mais eficiente da energia através do uso integral do combustível com rendimento elevado em usinas combinadas de co-geração, adiando a construção das grandes hidroelétricas da Amazônia. Economiza combustível poluente e bagaço de antigas usinas térmicas a vapor: “verdadeira reminiscência arqueológica da revolução industrial”.

MONOCULTURA DA ELETRICIDADE


O governo já licitou 4 hidroelétricas e planeja outras tantas num país cuja atividade industrial é declinante. Estas requerem uma rede extensa de transmissão mais cara para o transporte de grandes blocos de potência a distâncias para as quais não existe tecnologia disponível em todo o mundo. Um sistema que permanecerá ocioso no período seco. Podem ser deixadas na reserva para quando os países que utilizam combustíveis fósseis não conseguirem mais produzir insumos básicos. Nesta ocasião estocarão lingotes sólidos (Al e Fe) em lugar de energia potencial em reservatórios líquidos de água. Ou, como usinas de fio d´água complementadas por termoelétricas a gás para uso local em geração distribuída. No momento a fonte de energia de que o país mais necessita é de combustível, petróleo e gás, para acionar máquinas do agro-negócio e mineração. Petrobras X Vale Enquanto a Petrobras reduz investimentos na sua atividade precípua que é produzir petróleo e gás, a Vale avança, procurando na siderurgia a garantia para venda do minério que outras siderúrgicas querem produzir. Já garantiu posição em Belo Monte, CSA e em siderúrgicas próprias. Preços altos e demanda asiática favorecem a empresa que bate Record de maior lucro entre as companhias com ações negociadas na Bolsa. ***************************************** ATAVISMO DA MONOCULTURA O Brasil produz tanta hidroeletricidade que pode se dar ao luxo de utilizar os cômodos e anacrônicos chuveiros elétricos ao longo destes últimos 50 anos, fornecendo eletricidade gratuita aos habitantes das favelas e fazendo “vista grossa aos famosos gatos”. Agora que finalmente atingiu a auto-suficiência em petróleo e gás, teima em LEILÃO PORTUGUÊS Este não é bem dizer, um leilão tal como na piada de mau gosto que deu origem ao nome. Dizem as más línguas: “No caso do piano, os alemão fabricam, os franceses tocam e os portugueses carregam”. No caso de produtos tecnológicos, os americanos inventam, os asiáticos fabricam e os brasileiros consomem. Mas condições não são as mesmas para os diversos carregadores. Enquanto alguns dispõem de equipamentos especiais de transporte – Petrobras no caso que tem o monopólio da produção e transporte do gás – outros terão de transportá-los escada acima calçados de tamancos. Conquanto não expressamente declarado no plano mais realista, restringido pelo conselho da empresa, esta é uma “colher chá”, espécie de compensação pelo fato de a empresa ter mantido o congelamento de preço da gasolina para “maquiar índices de inflação”. Outros, mais afortunados contam com a vantagem de produzir por meios próprios tanto o insumo (gás) como o produto (térmicas). Alguns vão “chiar” interpondo recursos, mas o resultado é bom: revela o grande nº de interessados.

O FIM DO ETANOL


Não é apenas a falta de investimentos a única responsável pela falta de competitividade do álcool frente a gasolina neste momento em que o preço do petróleo está em alta. Há um estreita correlação entre preço de petróleo e commodities, inclusive etanol, uma quase commodity. Se o preço do petróleo sobe, sobem os produtos que tem o petróleo como insumo. O processo industrial arcaico é o principal responsável pelo elevado custo de capital de equipamentos e caminhões que permanecem ociosos no período de entressafra. O processo requer combustível mais eficiente para tornar os equipamentos menores. Manter congelado por anos a fio o preço da gasolina enquanto o preço do etanol está em alta por força do mercado é selar o fim do programa construído com tanto sacrifício. UMA BOA ESCOLHA A produção de álcool é similar a produção de energia elétrica em usinas de Fio D’água que dependem de condições climáticas e nenhum usineiro seria suicida de investir para bancar estoques (reservatórios) para ter álcool sob quaisquer condições. A retirada de subsídios e tarifas, caso se concretize, abre ótima oportunidade de cooperação entre os maiores produtores de etanol de vez que são complementares, dispensando estoques reguladores. Tanto lá como cá a produção de etanol é arcaica e sujeita às mesmas condições climáticas. Apesar de auto-suficiente em petróleo, não o é em diesel e nem tem condições de alterar o perfil da destilação como mostra Maria Alice. Exporta petróleo pesado por contingência e importa diesel e gasolina por insuficiência de refino local. Ao importar gasolina, não apenas perde dinheiro na troca como desestimula investimentos na produção de álcool.

ETANOL DE MILHO


O etanol de milho só é inferior se for considerando o ciclo completo. Gasta mais do que produz e requer subsídio para evitar estoque de milho para fabricá-lo. Nos Estados Unidos o etanol é um subproduto do milho já produzido e estocado em grandes quantidades para outros fins. Em relação à cana o transporte é mínimo. Não requer qualidade e pode ser processado diretamente da lavoura, em estado úmido, deixando os restos na lavoura. O processo industrial utiliza combustível mais eficiente e instalações de menor porte, o que se traduz em menores custos de capital.

O PAPEL DO COMBUSTÍVEL NO PRESENTE


Com raras exceções, toda forma de energia a ser utilizada em larga escala no mundo todo, passará, de uma forma ou outra, pela queima de algum combustível. Nem a energia nuclear, esperança do futuro, escapa do processo ineficiente da transformação de calor em energia elétrica. Isto significa que os países Industrializados vão ter que disputar preços elevados de combustíveis com os países em desenvolvimento ou, como última instância, serão obrigados a utilizar energia nuclear a custos muito maiores, em razão dos baixos rendimentos inerentes ao processo de transformação. “O reator nuclear é a maneira mais ineficiente de produzir aquecimento, simplesmente porque está condicionada a natureza limitadora das transformações físicas”. A reação nuclear em si é um processo eficiente de produzir calor e até destruição, com perdão da comparação infeliz. Seria útil se o calor da reação pudesse ser utilizado diretamente. Mas, por questão de segurança, o calor produzido pela reação nuclear é obrigado a passar por pelo menos três circuitos fechados, trocadores de calor com baixo rendimento. Alem disso, é obrigado a recorrer a formas indiretas e redundantes de transformação de calor em energia elétrica e desta em calor novamente, com o mesmo inconveniente da usina térmica convencional a vapor, de baixo rendimento. Reúne tecnologia avançada de processo de reação nuclear (reator) com tecnologia ultrapassada da usina térmica a vapor. Mas, em que pese o preço elevado do kW instalado, não é impeditivo que venha a ser utilizada pelos países industrializados, em condições extremas. Apenas pagarão um preço mais elevado pela opção (do autor). “A energia hidroelétrica e a biomassa, promissoras fontes de energia renováveis, responderam pela metade da energia primária usada nos países em desenvolvimento em 1980. Contudo, as fontes renováveis poderiam dar apenas contribuições relativamente limitadas para o suprimento de energia requerida pelo mundo todo. Apesar de os países em desenvolvimento terem explorado apenas sete por cento de seus recursos hidroelétricos, o potencial econômico total desses recursos é de cerca de 700 GW. Os recursos da biomassa são limitados pelas restrições ao uso da terra impostos pela baixa eficiência da fotossíntese. Somente uma pequena fração destes pode ser explorado como bioenergia, porque as florestas devem servir a muitos propósitos, inclusive o de habitat da para a fauna selvagem” (José Goldemberg e outros). Energia elétrica, de origem hidráulica ou nuclear, poderia substituir a queima de combustível a custos maiores, como vem acontecendo. Mas, não se adaptam bem ao perfil da demanda dos diversos países: Países industrializados (geralmente de clima frio) queimam combustível que é a forma eficaz de produzir calor (2º princípio) e tambem queimam combustível para acionamento de veículos. Não é casual, portanto, que os países industrializados tenham um consumo de combustível ajustado à demanda. De fato, nestes países o petróleo é responsável por 92 % da demanda de aquecimento e transporte. Países em desenvolvimento queimam combustíveis para produzir e transportar alimentos. A energia elétrica é usada adequadamente nos países em desenvolvimento que têm potenciais hidroelétricos ainda inexplorados (Brasil, China). Outras formas de energia estão sendo utilizadas em pequena escala como fontes de calor em diversos países: eólica (Estado Unidos e países escandinavos); geotérmica (Islândia); usinas de biomassa (Brasil). Ironicamente, até o aquecimento solar direto, que parece uma solução natural, não encontra condições favoráveis de utilização: países de clima frio, os mais necessitados, estão sujeitos ao escasso sol de inverno, enquanto que, nos países tropicais o aquecimento é desnecessário (entretanto não é ainda praticado no Brasil que utiliza o “anacrônico” chuveiro elétrico para aquecimento).

O FIM DO PETRÓLEO: UM PRODUTO FINITO


A extrema dependência do petróleo, como fonte quase única de suprimento de combustíveis aliado ao atual quadro de incertezas quanto ao futuro da globalização vem despertando o ressurgimento de velhos temores: “o fim do petróleo”, “a falta de terras”, “o fim da energia”, “o fim do trabalho”, etc. Esses temores estão associados a duas necessidades vitais que dependem fundamentalmente de energia para serem satisfeitas. Países de clima frio, industrializados ou não, dependem do petróleo para aquecimento; Países em desenvolvimento dependem do petróleo para alimentação. A dependência do petróleo, como única fonte produtora de energia, tem levado a utilização da terra como um recurso na produção de um combustível alternativo, o que leva a suspeita de que esta seja tambem um recurso limitado, tanto quanto o petróleo. Na verdade, todos os recursos serão sempre limitados, na medida dos nossos desejos. O mundo já se confrontou com o problema da escassez de recursos anteriormente e, muitos deles, anunciados de forma catastrófica, encontraram solução natural, com ajuda da ciência disponível a época (Clube de Roma, Profecias de Malthus). Agora mesmo estamos diante de novas ameaças de poluição, aquecimento global e mudanças climáticas, algumas sem a devida comprovação científica. As afirmações grifadas anteriormente constituem “expressões de retórica”, destituídas de significado objetivo. São expressões ambíguas no sentido da extensão e condições a que elas se referem. Muitos autores têm usado indevidamente, por exemplo, a palavra “recurso limitado”. --O que querem dizer, exatamente, quando afirmam que o petróleo é um “recurso limitado?” --Limitado no tempo e no espaço (100 anos, por exemplo, excluída a Antártica e o pólo Ártico)? A experiência tem mostrado que, toda vez que o preço do petróleo se eleva subitamente, novas descobertas de petróleo surgem (Mar do Norte, Alasca, costa brasileira).--Quem, em “sã consciência”, pode afirmar que depósitos fósseis, acontecidos ao longo de bilhões de anos, sob as mais severas condições de pressão e temperatura no interior da terra, podem acabar de uma hora para outra, em poucos anos do “industrialismo”? É muita presunção. Ainda bem que os países industrializados não levem muito a sério esse tipo de ameaça, que mais parece uma “seita”. O petróleo é uma comodity como outra qualquer, cujo preço, 50 centavos de dólar é pouco superior ao da soja pronta para o consumo. O que torna o seu uso atraente são os seus múltiplos componentes, depois da destilação: gasolina, diesel, querosene, óleo combustível, etc. A importância do petróleo vai muito além do seu uso imediato como combustível. Alem de essencial para o atendimento de necessidades presentes, no futuro sua importância será ainda maior, devido aos componentes que pode fornecer para obtenção de bens que se tornarão “escassos”. O petróleo pode vir a fornecer outros bens como fertilizantes, plásticos do futuro, produtos da química fina, etc., em lugar de ser usado apenas como combustível, quando podem ser encontrados combustíveis líquidos mais simples, derivados da cana e celulose. Uma alternativa promissora, para países que dispõem de combustíveis alternativos é a ”estocagem do petróleo” para utilização futura, quando novas tecnologias estiverem disponíveis e a melhor forma de estocar petróleo é a “não exploração” dos poços conhecidos. Esta é a razão principal que justifica a procura de combustível alternativo em lugar de aceitar limitações “a priori”.

ELETRICIDADE DEMAIS E CARA DEMAIS


Porque a Vale deveria investir em siderurgia num momento em que há excesso de produção de aço e as cotações do minério de ferro aumentam com força ano após ano? Não temos meios de impedir que a China – ironicamente o maior produtor de minério do mundo, maior do que o Brasil – inunde o mercado mundial com aço e alumínio, utilizando meios predatórios. Além da escalada de preços do minério e da sobra de aço no mundo, ele levanta duas questões que podem colocar em xeque a conveniência de a empresa apostar na siderurgia. A primeira é que, se entrar agressivamente nesse mercado, a Vale passará a concorrer com seus principais clientes. O segundo ponto é que produzir aço consome muita energia elétrica, o que não ocorre com a extração de minério de ferro. O mais interessante é participar da CSA para garantir compra deu seu próprio minério para neutralizar as siderúrgicas de produzir elas próprias em concorrência cm a vale. Minério é melhor negocio do momento enquanto produtos industriais caem mais depressa. Há maniqueísmo de muitos economistas brasileiros, que consideram a produção de bens de maior valor agregado como algo intrinsecamente bom. "A questão é que não é algo absoluto. A rentabilidade hoje de produzir minério de ferro é muito maior do que a da siderurgia. O que é melhor para a empresa, ser a Vale ou a Usiminas?" "E as empresas de commodities não operam num enclave. Elas estão integradas à economia, gerando demandas por produtos manufaturados e serviços nas suas cadeias", conclui ele. As exportações brasileiras de soja, uma commodity, têm mais conteúdo tecnológico que as de telefones celulares, um produto manufaturado. Enquanto a produção de soja envolve um investimento grande em sementes, química fina e biotecnologia, a de celulares muitas vezes se limita a montagem de componentes importados. No caso da indicação a nova presidente da Petrobras tudo concorre para dar certo por várias razões: 1ª indicação pessoal com longo tempo de permanência no serviço público como diretora conhece bem os problemas relacionados do gás, energia e petróleo. Os mais urgentes como afirma Adriano: Destravar o preço da gasolina congelada desde 2009 e aproveitar o premio e queda das barreiras ao etanol de cana; Realizar leilões de energia nova por tipo de fonte. Viabilizar 11ª rodada exploratória de petróleo e gás. Até que enfim alguém de fora do governo e ao mesmo tempo próxima da presidente que concorda em destravar o preço da gasolina, diesel e gás. Alguém que se interessa pela empresa que dirige, sem usar a mesma para fazer política monetária: “O que os usuários vão gastar a menos com combustível sobra para gastar com outros itens mais úteis e se restabelece o equilíbrio”. A inflação é um fenômeno monetário.

SUBSÍDIO À GASOLINA


Agora são duas presidentas. Sai o homem do presidente, entra a mulher da Presidenta. Apesar de todo avanço que representa a substituição por alguém que se declara mais comprometida com a gestão voltada para os acionistas e menos para o uso da empresa como “quebra galho” do governo – “Segurar inflação não é vocação da Petrobrás; É lógico que é para corrigir o preço dos combustíveis.” – Persiste ainda um ranço ideológico na questão da exigência de conteúdo mínimo de equipamentos. Mais afeito a política sindicalista, Gabrieli – desafeto da Presidenta – chegou a cogitar pela compra de equipamento mais confiável e barato. Mas a nova presidenta é explícita em relação à Refinaria Abreu e Lima que considera um equívoco: tolerável para não estressar relações com o presidente venezuelano, que até agora não compareceu com sua parte no investimento. Ela também acumula o cargo de conselheira no lugar de José Sérgio Gabrielli. Haja cargo para serem preenchidos pelos companheiros. Cobra a produção das sondas de perfuração encomendadas pela companhia. "Não trabalhamos com perspectiva de atraso", afirma Graça. Neste ponto, ela destaca a diferença de estilos que vai marcar a nova fase da Petrobrás. Principalmente "os famosos estaleiros virtuais". Depende disso e das novas refinarias a consumação da autossuficiência brasileira. Sem as sondas operando no prazo estipulado, a empresa não consegue atingir as metas de produção, como ocorreu nos últimos três anos. Sem mais capacidade de refino, a Petrobrás é obrigada a importar gasolina para atender ao aumento do consumo. O Brasil, então, não é autossuficiente? "Não está porque tomamos a decisão tardia de fazer crescer o nosso parque de refino", fala Graça, sem a presidente da Petrobrás considera necessário adequar o preço dos combustíveis vendidos na refinaria ao novo padrão de preço do petróleo, câmbio e consumo. A reviravolta na política protecionista – queda de barreiras acompanhada de prêmio ao etanol de cana – vai sugar do mercado brasileiro o álcool anidro, muito mais importante e caro do que a própria gasolina, para atender a exigência de frações mínimas de biocombustíveis a serem adicionados nos derivados fósseis do exterior. O subsídio à gasolina importada representa uma barreira econômica e desestímulo à renovação dos canaviais, cuja produção atual acabará desviada para produção de açúcar, 1/3 mais lucrativa. No curto e médio prazo não há remédio senão o aumento do preço da gasolina, já reconhecida pela nova presidente da Petrobras.

CONTEÚDO MÍNIMO


A exigência de conteúdo mínimo constitui um atraso equivalente à reserva de informática que atrasou em pelo menos uma década as telecomunicações e uso computadores. Pode produzir atraso ou encarecimento da exploração do petróleo, especialmente o gás, como fonte de geração distribuída de termoelétricas combinadas e processos industriais siderúrgicos e mineração. “Vai condicionar a extração de petróleo ao ritmo do desenvolvimento da nossa indústria fornecedora de bens e serviços. Isto vai implicar em atraso na produção e encarecimento do custo de exploração e produção”, segundo Adriano. E postergação dos leilões exploratórios de petróleo nos campos terrestres e do Pós-sal, para os quais a Petrobras demonstra pouco interesse em competir com empresas privadas mais eficazes (EBX e outras).

RESERVA DE MERCADO


A reserva de mercado funcionou bem no passado do pós-guerra com a política de “substituição de importações” em um contexto distinto quando o país tinha saldos que foram desbaratados pelo governo Dutra. Sua retirada resultou em profícua cooperação com países industrializados que permitiu a rápida industrialização: montadoras, indústria eletromecânica e manufaturas. Inicio da globalização. O país crescia à taxas muito superiores aos ‘tigres asiáticos de hoje. Perdemos décadas em decisões nacionalistas e acabamos perdendo o trem da história. Hoje não é mais possível refazer estaleiros e ferrovias que foram sucateadas com a industrialização precoce: o Brasil “cortou etapas”, mas aumentou sua participação no mercado global como beneficiário da elevação do preço de comodities. Com a recessão e crise nos países industrializados a situação é semelhante ao pós guerra: equipamentos de produção de petróleo e usinas eólicas estão a preços muito inferiores aos que seriam produzidos no país com evidentes atrazos,

COMCORRÊNCIA DE ESTATAIS


Duas empresas estatais tratando do mesmo tema energia, cada uma submetida ao monopólio da outra: Petrobras participando de leilões de termoelétricas; Eletrobrás consumindo combustível compromissado com a Petrobras em detrimento de empresas privadas produtoras de energia térmica para fins industriais e comerciais (calor de processo); Petrobras construindo usinas de álcool ou participando em consórcio de fabricação de turbinas (PETROBRAS/GE); consórcio de distribuidora e produtoras de etanol (SHELL/COSAN), etc. Como se vê a produção e transporte dos dois tipos de energia, puramente hidroelétrica e eletro/térmica estão de tal forma interrelacionadas que se torna praticamente impossível a regulação do sistema todo sem a utilização da complementação térmica de forma isolada, segundo declarações inequívocas do próprio ONS.

GASODUTOS SEGUEM REDES ELÉTRICA


Não há justificativa técnica para a existência de operadores privilegiados exclusivos para cada uma das modalidades. As redes elétricas e de gasodutos se sobrepõem razoavelmente na maioria dos pontos de carga e fontes. Podem muito bem ser gerenciadas por um único órgão colegiado, Operador Nacional do Sistema Eletro-térmico (ONSET), nos moldes do atual Operador Nacional do Sistema Elétrico que vem atuando eficazmente. Gasodutos constituem redes unifilares quase radiais muito mais seguras e baratas do que as redes elétricas polifásicas de UHV. A atual rede gasodutos está em faze terminal de conclusão dos principais troncos, graças ao excelente trabalho da ex-diretora de distribuição de gás, agora na condição de presidente da Petrobras. O atual Sistema interligado está se tornando demasiado complexo e extenso que requer um apurado processo de gestão e operação, para o qual não existem no mercado linhas de EUHV em tensões superiores a 1 milhão de volts para vencer distâncias de superiores a 2000 Km em plena selva amazônica. Considerando a necessidade de complementação térmica na atual fase do sistema – já reconhecida pelo ONS – e levando em conta a segurança, esta é a oportunidade para a utilização mais eficiente do gás na geração simultânea dos dois tipos de energia através de termoelétricas combinadas de geração distribuída. De fato, a grande afluência tem afetado inclusive o Sudeste cujos reservatórios permanecem cheios, que, a persistir dispensam acionamento de térmicas nos próximos anos. As hidroelétricas do Tapajós e Teles Pires – salvo melhor juízo Sinop – seguem o mesmo modelo de reservatórios ridículos, menores do que a área inundada de qualquer um dos 34 municípios da bacia de Furnas por menores que sejam. Há possibilidade de reservatórios em países vizinhos que poderão firmar energia à jusante no Madeira. Concordo com a complementaridade citada, mas as usinas de biomassa não prescindirão de termoelétricas a gás combinadas para aumentos da eficiência.

RESERVATÓRIOS INÚTEIS


São reduzidas as chances. Mesmo com as previsões de mais chuvas por mudanças climáticas chega ser um contra censo – a própria enchente já é um reservatório natural que se esgota rapidamente nos reservatórios rasos – por largos que sejam – e de pequena altitude. Mas, não está definitivamente descartada no futuro, quando a energia se tornar muito mais cara em face do esgotamento de recursos. Admitida a inevitável complementação por termoelétricas combinadas – segundo o ONS – a melhor providência seria o aumento da capacidade instalada das usinas (a jusante dos principais reservatórios do Sudeste) que tem previsão de “slots” para aproveitar maiores vazões, especialmente aquelas que terão concessão renovada. Isso vai requerer um reforço de novas linhas com caminhos alternativos.

GUY SORMAN


Se for traçada uma curva de crescimento dos últimos 30 anos e, em paralelo, uma curva de desemprego, constata-se que as crises aumentam o desemprego, mas que as retomadas de crescimento não o reabsorvem completamente. As empresas em recessão conseguem um certo ganho de produtividade que fica difícil de ser identificado quando a conjuntura melhora. Dessa forma, se as recessões podem gerar um desemprego definitivo, o progresso técnico pode igualmente melhorar a produtividade. A globalização contribui para essa tendência pesada: os empregos transferidos dificilmente retornam. Em princípio, esses empregos perdidos serão recuperados por novos, mais complexos. Essa destruição criativa virtuosa necessita de uma mão-de-obra qualificada por novos meios: mas a inovação é mais acelerada que a educação; assim, o turno da noite, com um nível educacional mais baixo, é encontrado por toda parte onde existam menos trabalhadores empregados. Para se ater à teoria clássica, basta então que as remunerações baixem para que a oferta de emprego se ajuste à demanda; mas isso soa falso quando as normas dominantes de nossas sociedades excluem a flexibilidade dos salários. São raros os países que, em tempos de crise, escapam do desemprego. Menos ainda são aqueles onde os salários são flexíveis com consentimento, como na Coreia do Sul ou no Japão, onde os bônus são suprimidos e, por razões morais e legais, não se demite ninguém.

VALORES COLETIVOS


No Ocidente, os valores coletivos são inversos aos da Ásia e a questão da demissão se sobrepõe à questão dos salários. Acrescenta-se, nas economias ocidentais – contribuindo com a tendência de ir em direção ao desemprego permanente – a organização das empresas e dos mercados em fortalezas intransponíveis, em decorrência dos bloqueios sindicalistas ou ambientais: aqueles que estão mantendo um emprego e aqueles que não estão, veem ser (de forma igual) reduzidas suas chances de encontrar um trabalho. Os mais jovens são as primeiras vítimas dessa política de exclusão.

SEGURAR INFLAÇÃO NÃO E VOCAÇÃO


Segurar inflação não é vocação da Petrobrás", diz Graça Foster" É lógico que é para corrigir o preço dos combustíveis", diz presidente da Petrobrás Cobra a produção das sondas de perfuração encomendadas pela companhia. "Não trabalhamos com perspectiva de atraso", afirma Graça. Neste ponto, ela destaca a diferença de estilos que vai marcar a nova fase da Petrobrás. Principalmente "os famosos estaleiros virtuais". Depende disso e das novas refinarias a consumação da autossuficiência brasileira. Sem as sondas operando no prazo estipulado, a empresa não consegue atingir as metas de produção, como ocorreu nos últimos três anos. Sem mais capacidade de refino, a Petrobrás é obrigada a importar gasolina para atender ao aumento do consumo. O Brasil, então, não é autossuficiente? "Não está porque tomamos a decisão tardia de fazer crescer o nosso parque de refino", fala Graça, sem a presidente da Petrobrás considera necessário adequar o preço dos combustíveis vendidos na refinaria ao novo padrão de preço do petróleo, câmbio e consumo a produção de petróleo nosso cresce a partir de 2013, 2014, quando teremos 46 sondas de perfuração uma das prioridades é o investimento em etanol, uma estratégia para aumentar a oferta no mercado interno e diminuir a dependência da gasolina importada uma das prioridades é o investimento em etanol, uma estratégia para aumentar a oferta no mercado interno e diminuir a dependência da gasolina importada

AÇO: EXCESSO DE CAPACIDADE OCIOSA


Já na substituição de Agnelli, é má idéia forçar investimentos em siderúrgicas em um momento de excesso de capacidade ociosa na produção de aço. Nem sempre agregar valor é a melhor solução. Exportar minério é o melhor negócio para a Vale que tem poucos concorrentes externos. A vale não pode concorrer com seus clientes nacionais que, por falta de alternativa estão buscando produzir seu próprio minério. Deve investir em empresas em andamento (CSA) para garantir consumo de seu produto. Exportar aço com energia agregada consome muita energia e pouca mão de obra. É um péssimo negocio em um mercado saturado com excesso de ociosidade na capacidade instalada. Só é possível na China, com 80% do aço produzido por meios predatórios e mão de obra escrava (estão todas no interior do país). O ONS constata em 2011 um excesso de geração para a qual não existe demanda. Depois da crise o governo fez leilão de 4 hidroelétricas de grande porte concentradas na Amazônia, perfazendo cerca de 20 GW de capacidade instalada, justamente numa fase em que é declinante a atividade industrial que vai sendo agravada com o prosseguimento da própria crise mundial pela excessiva tributação da tarifa de eletricidade. A situação climática foi tão favorável em 2011 que – com todos os reservatórios cheios no final da seca -- o ONS foi obrigado a dispensar o despacho de térmicas em 2011 e possivelmente 2012. As recém-licitadas usinas da Amazônia serão as maiores responsáveis pelo excesso de energia elétrica gerada até 2015. Entretanto, não existe mais locais onde a água possa ser armazenada e é o próprio ONS que reconhece a necessidade de complementação térmica para suprir a crescente incapacidade dos reservatórios de auto-regulação do sistema. “Não há milagre,... será impossível operar o sistema elétrico brasileiro sem a existência de uma complementação das térmicas." Mas, se não há demanda para energia elétrica de acionamento indust¬rial, existe uma forte pressão mundial por alimentos e insumos básicos que requerem outra fonte de energia: do tipo térmico, geradora de calor em que é mais eficiente.

O COMEÇO DO FIM OU O FIM....


Manifestações impedem alta nos combustíveis. Fuga de investimento inviabiliza 1ª rodada do PRESAL. A anunciada eliminação dos estímulos do FED combinado com o sucesso na exploração do gás de xisto nos EUA traz como consequência a valorização do dólar – como já está ocorrendo – e às dificuldades da Petrobras na importação de gasolina, diesel e etanol. Se, o “1º tsunami de dólares” barateava o combustível importado, ainda era possível a equiparação do preço nas distribuidoras. Agora é impossível: imagina o efeito perverso de uma valorização do dólar que encarece o gás, gasolina e etanol importado que a Petrobras vá ter de bancar daqui pra frente. A essa altura dos acontecimentos uma alta no preço dos combustíveis na bomba seria “um tiro no pé” tendo em vista o clamor das ruas. Mas, seria muito pior o aumento inevitável em ano de eleição. Gasolina aumentando usuários vão consumir menos de outros bens, reduzir viagens e haverá redução no preço desses outros bens. A inflação é um fenômeno monetário. http://letras.mus.br/vital-farias/49294/#selecoes/380165/ Apressadamente, os governos seguraram o preço das passagens, com medo das próximas eleições. Os estudantes – certamente – vão ter passe livre e aí, quem paga a conta? – é o “Papai Noel”? É claro que todos têm que pagar a conta, seja o usuário ou o contribuinte. Não existe mais ninguém para pagar. A exploração do petróleo sempre foi movida por promessas não cumpridas, públicas ou privadas. Veja o exemplo do PRÉSAL e das empresas “X”. O descrédito das empresas “X” põe mais dúvida sobre a imagem do Brasil no exterior. E fácil ser nacionalista, mas pergunte a qualquer funcionário do BB, Caixa, Petrobras e trabalhadores que aplicaram seu fundo (inclusive o FGTS) se estão satisfeitos com os resultados da “mega capitalização da Petrobras”. A exploração do gás de xisto nos EUA registrou produção recorde em 2012 e o sucesso acabará refletindo no preço comodities inclusive o petróleo. Eventos simultâneos: – Valorização da moeda dólar, que já está ocorrendo. – A exploração gera um ambiente propício ao investimento. – Retorno dos dólares devido a eliminação dos estímulos americanos do FED. – Aumento da taxa de juros do FED. “A desvalorização cambial ocorrida no último mês elevou a defasagem dos preços domésticos em relação ao mercado internacional de 9,8% para 15,9%, no caso da gasolina, e de 6,5% para 13,4%, no caso do óleo diesel. O cambio desvalorizado também impacta o endividamento da empresa” (Adriano Pires). “fuga de dólares” aumenta – momentaneamente –despesa da Petrobras, mas estimula a produção nacional de etanol e de gás. O etanol deve ficar mais competitivo do que a gasolina este ano e se o preço da gasolina for finalmente equiparado – agora mais justificado pela alta do dólar – o etanol premiado de cana tem chance de sair da estagnação dos últimos anos.

CONCORRÊNCIA NA PRODUÇÃO DE CALOR DE PROCESSO


Indústrias de cerâmica e de vidro substituíram óleo combustível pelo gás e perderam competitividade, mas “não têm como voltar atrás” (Abividro). Até meados da década passada, o Brasil era fornecedor de vidro plano para quase toda a América do Sul. Há uma forte concorrência pelo gás para produção de “calor de processo” e gás para acionamento de térmicas. Produtores verticalizados têm a alternativa de “vender o calor” de suas térmicas em lugar da venda do gás propriamente dito. Os custos do setor petroquímico dependem tanto do preço do gás que várias fábricas podem fechar. Nos Estados Unidos, o gás extraído das rochas de xisto (shale gas) tem custo baixo e abre a perspectiva de reduzir o custo da energia naquele país, que detém a segunda reserva mundial, depois da China.

GASODUTOS


A rede de gasodutos desempenha o mesmo papel que o sistema interligado no transporte de energia elétrica. São redes paralelas transportando tipos distintos de energia: térmica e eletricidade. Portanto, NÃO deveria ter donos exclusivos. Mas ser utilizado por produtores independentes e usuários distantes, na mesma forma utilizada no sistema elétrico interligado: vendendo em uma ponta e comprando em outra de consumo, pagando apenas o aluguel pelo trânsito ou diferença de custos. Como estão estreitamente relacionados no transporte de energia deveriam ser administrado pelo mesmo consórcio comum, como é o Operador Nacional do Sistema elétrico. Hoje o problema não é a energia elétrica propriamente dita para acionamento industrial – em baixa devido ao elevado preço da tarifa, agravado pelo câmbio – mas a energia térmica de combustíveis para acionamento dos motores do agronegócio e mineração, principal fonte de superávit externo. Mas ela tem que chegar onde é necessária. “Isso só é possível com mais investimentos e melhorando a operação do sistema” (Adriano Pires). O sistema brasileiro de fato é bem bolado quanto à integração das diversas regiões do país. a saber, quando integráveis, o que não acontece na maioria dos potenciais recém-licitados da Amazônia, cujos rios constituem bacias isoladas de mesmo regime sazonal. Você não pode ter uma dependência tão grande de um corredor exclusivo, tem que ter uma redundância para dar segurança e isso requer malha mais elaborada e ambientalmente cara por transmitir energia, ao contrario da internet que só transmite sinais.

ESTOQUE DE ENERGIA POTENCIAL QUÍMICA


Apagão mostra que as linhas de transmissão não dão segurança. Térmicas a gás na base equivalem a reservatórios adicionais, pois o depósito de gás já é um estoque de energia potencial, disponível a qualquer instante, independente de condições climáticas. “Em caso de um problema, a usina térmica entraria imediatamente em funcionamento, como uma espécie de gerador como sugere Adriano Pires”. Substituir equipamentos de ar-condicionado de hotéis, empresas e shoppings por refrigeração a gás. - Isso cria uma demanda para o mercado de gás, que hoje é ocioso. Esse tipo de carga (a de refrigeração de ambientes) não tem que estar no sistema elétrico. A infraestrutura para o gás já está toda construída. Precisa um novo modelo de energia para o país, hidrotérmico, em vez de hidroelétrico. O consumo de energia é cada vez maior. Toda vez que houver uma sobrecarga no sistema, quando está muito calor, por exemplo, esses apagões podem ocorrer.

MONOPÓLIO DO GAS


Hoje no Brasil quem é proprietário de todo o gás é a Petrobras. Há um monopólio e não podemos tornar a estatal a única fornecedora de gás do Brasil. Houve um leilão de térmicas a gás, mas temos que lembrar que o governo não pode re-estatizar mais o setor, com o gás da Petrobras. No leilão de térmicas ocorre um círculo virtuoso: Como a Petrobrás banca o combustível para “maquiar índices inflacionários”, forçosamente vai ter que bancar o gás natural, também um combustível muito precioso do momento, por estar sendo re-injetado ou queimado, por falta de usuários. A oportunidade da participação de produtores independentes, ao mesmo tempo de gás e energia, aumenta a concorrência e alivia os setores públicos de maiores investimentos. È o que vem ocorrendo com os inúmeros estabelecimentos, que, voluntariamente vem produzindo sua própria energia na forma de cogeração.

GERAÇÃO DISTRIBUIDA


As principais oportunidades para a cogeração à gás natural no Estado de São Paulo estão nos segmentos industriais que mais consomem óleo combustível: indústria química, indústria de papel e celulose e indústria de alimentos e bebidas; indústria de vidros e cerâmica. Podem-se destacar, também, oportunidades em alguns segmentos de maior porte do setor de serviços, tais como shopping centers, hospitais, supermercados e hotéis. As fontes de geração distribuída mais promissora para o Estado de São Paulo, a curto e médio prazo, são a cogeração com gás natural, a cogeração com resíduos industriais, agrícolas e urbanos e as pequenas centrais hidrelétricas. Se a paralisação de nucleares na Alemanha está trazendo dificuldades de transmissão de energia eólica do litoral, imagine o problema que se tornará a transmissão de energia de termelétricas e eólicas na Amazônia, onde deve caber pelo menos umas cinco Alemanhas!

GÁS TERRESTRE


‘O gás da Amazônia poderá firmar energia das usinas do rio Madeira, bem como a partir de 2014 com a conclusão da linha Tucuruí-Manaus levar energia elétrica para o nordeste’ Em algumas aplicações toda energia do gás de terra pode ser aproveitado integralmente. Em usinas combinadas (cogeração) produz energia mecânica diretamente do eixo e energia calorífica nos gases de escape. Desta forma, a energia calorífica – que seria perdida pelos gases de escape – é reaproveitada para o aquecimento permitindo economia do combustível fóssil e bagaço das antigas térmicas a vapor: Candiota, Piratininga, Santa Cruz e usinas de cana de açúcar : cujo processo termodinâmico constitui ‘verdadeira reminiscência arqueológica da revolução industrial’. Países industrializados já usam térmicas em poucas atividades industriais, o grosso do consumo de energia é para aquecimento cujo suprimento não escapa da queima direta de combustível. Em alguns setores podem também utilizar o gás completamente nas térmicas, aproveitando a elevada temperatura dos gases de escape. Isoladamente, custam menos e têm rendimento maior do que antigas térmicas a vapor (inclusive nucleares): verdadeira reminiscência da revolução industrial. Em grupos de reserva (motores a gás) o calor da combustão -- que seria duplamente perdido pelo arrefecimento -- pode ser reutilizado para aquecimento de água e produção de vapor (serpentina), dispensando o radiador. Metade da energia é usada na iluminação e acionamento e a outra metade --que seria perdida – pode ser usada no aquecimento central.

FUGINDO AO CONTROLE


FUGINDO AO CONTROLE Termoelétricas a gás de baixo custo de capital (turbinas velozes em II/IV pólos) não só podem firmar hidroelétricas do Madeira e Tapajós, como podem reduzir o consumo de diesel ou até mesmo combinar com antigas térmicas a diesel da Amazônia. Aquelas de pequeno porte podem ser combinadas às antigas térmicas (cogeração) para reduzir o consumo de bagaço e combustíveis fósseis. Termoelétrica a gás constitui o complemento mais seguro e natural das hidroelétricas do Sudeste e Sul que já esgotaram a capacidade de armazenamento em termos de energia potencial. Uma vez instaladas, vão permitir hidroelétricas sobre motorizadas funcionando na base com aproveitamento integral de águas vertidas. Sudeste e Sul que já esgotaram a capacidade de armazenamento em termos de energia potencial. Uma vez instaladas, vão permitir hidroelétricas supermotorizadas funcionando na base com aproveitamento integral de águas vertidas “Um dos poucos consensos existentes entre os especialistas de energia neste momento é o reconhecimento de que a crise energética, em particular a crise nuclear que se estabeleceu no Japão após o grande terremoto do dia 11 de março, tenderá a beneficiar o mercado internacional de gás natural”. (Marcelo Colomer e Edmar Almeida).

COGERAÇÃO E COMPLEMENTAÇÃO


Usinas eólicas, naturalmente estarão confinadas aos locais próximos do nordeste onde o sistema está bastante integrado e do qual são complementares. Não é, exatamente, o tipo de energia (elétrica) que o país mais precisa depois da licitação das grandes hidroelétricas da Amazônia, mas de combustível para acionar tratores e caminhões da agroindústria e mineração, que pode ser economizado por termoelétricas a gás através da cogeração. As termoelétricas a gás têm alcance mais amplo: contam com o bom momento das novas descobertas de gás natural por produtores independentes para acionar termoelétricas complementares às usinas de fio d’ àgua da Amazônia e de cogeração do restante do sistema. Por receio de novos apagões, outros estabelecimentos de uso público já vêm fazendo isso voluntariamente como meio de fugir ao controle burocrático das concessionárias. O privado se antecipando ao público: uma evidência da necessidade complementação.

GAS COMO SUBPRODUTO


O gás é a melhor alternativa de curto e médio prazo para se restabelecer o fornecimento de energia elétrica no Japão, como de resto nos EUA e União Européia. A cada vez mais provável moratória na expansão da capacidade de geração nuclear levará o Japão e muitos outros países pobres em recursos energéticos renováveis a lançarem mão do gás natural para expandir a capacidade de geração, agravada com as restrições regulatórias provenientes do acidente da BP e das restrições ambientais do carvão mineral. “em um contexto de redução das opções tecnológicas de geração em função de questões de segurança (nuclear) e emissões (carvão), o gás natural apresenta-se como a melhor opção” (Marcelo Colomer e Edmar Almeida). Ora, este é o tipo de transformação onde ocorrem grandes perdas de calor, qual seja: queimar combustível para produzir trabalho em automóveis e tratores. Mas, se é inevitável que o país venha a produzir petróleo, é onde uma política de eficiência no uso final tem as melhores chances de sucesso pela sua diversidade. No Brasil o consumo de energia originária do petróleo é mais que o dobro da energia proveniente da eletricidade. Como já tem um sistema elétrico bastante otimizado vale mais a pena economizar no consumo de petróleo onde ocorrem as maiores perdas: Mas, pode se tornar um processador de alimentos e insumos básicos, que requerem os dois tipos de energia simultaneamente: calorífica e eletromecânica. Cogeração é o processo que permite as duas coisas ao mesmo tempo. Junto com a produção de petróleo virá a também inevitável produção de gás, como subproduto. Este poderá ser usado na complementação das usinas de fio d’água da Amazônia.

CONSENSO SOBRE SHALE GAS


Um dos poucos consensos existentes entre os especialistas de energia neste momento é o reconhecimento de que a crise energética, em particular a crise nuclear que se estabeleceu no Japão após o grande terremoto do dia 11 de março, tenderá a beneficiar o mercado internacional de gás natural como a melhor alternativa de curto e médio prazo para se restabelecer o fornecimento de energia elétrica no Japão. Adicionalmente, a produção nacional de gás natural norte-americana se recuperou a partir do shale gas o que pressionou ainda mais para baixo os preços no mercado internacional de GNL. O resultado foi o surgimento de um excesso de capacidade de liquefação e de transporte. Por precação o regime de operação do sistema elétrico tem sido alterado de forma a tornar a operação das centrais termelétricas a gás mais frequente. “Alguns fatos recentes indicam que a revisão do regime de operação do setor elétrico é exequível: (i) As descobertas de gás natural no mar e em terra irão disponibilizar volumes relevantes de gás natural nos próximos anos; (ii) A prática comum de despacho de centrais termelétricas por razão de segurança revela a insatisfação com o regime de operação atual do setor elétrico” (Luciano Losekann). Mas, se o custo operacional médio é mais elevado, os riscos por acidentes climáticos são menores diminuindo a necessidade de investimentos em linhas distantes, cujos custos de capital são excessivos. Para avaliar o efeito líquido para o setor elétrico é necessário quantificar as alterações de custo de capital e operacional resultantes da operação mais frequente de centrais a gás.

GÁS; O “PRESENTE” DO FUTURO.


A alternativa promissora está mais no presente do gás natural e das fontes renováveis exóticas do que na produção de petróleo propriamente dito e das grandes hidroelétricas. Grandes descobertas nos últimos dez anos tornaram o gás natural a alternativa mais promissora de energia para os próximos 40 anos devido a sua abundância e ao custo próximo de zero. Libera menos CO² do que carvão, gasolina (diesel) e até menos do que o etanol em que pese o sucesso do Proálcool. Encontrado de forma dispersa (descentralizada), custa menos e é mais seguro transportar gas (energia potencial) do que energia elétrica. Em calor de processo custa metade da eletricidade gasta em chuveiros mesmo incluindo custo de capital. E para acionamento de veículos é mais barato devido o alto preço da tarifa de energia elétrico: um feudo do governo. É um subproduto da exploração de petróleo em área já licitada: terrestre e fora do Pré-sal. se inverteram: é o mercado que procura pelo gás dos campos terrestres e do Pós-sal. Mas, esta é uma tendência acontecendo em todo mundo, não um fenômeno exclusivo do Brasil. Não há impedimentos legais e os atrativos econômicos são grandes. A maior dificuldade é a cultura estabelecida no governo, reguladores, concessionárias e consumidores segundo a qual apenas a geração centralizada com longas linhas de transmissão consegue, com sua escala de produção, produzir energia de baixo custo. Hoje, há várias oportunidades de geração distribuída mais eficazes que as alternativas centralizadas, mas é preciso lutar contra as dificuldades e as normas que dificultam ou impedem sua realização. É preciso, também, informar os consumidores sobre as oportunidades abertas pelo novo modelo de exploração do setor elétrico.

GÁS: INSUMO PARA COGERAÇÃO


Entretanto, em lugar de contar com as expectativas do Pré-sal --cuja distribuição de royalties sequer foi apreciada pelo novo congresso – há uma alternativa modesta muito mais promissora na utilização do gás que não requer grandes investimentos. Até aqui há uma procura de mercado para o gás dos campos terrestres que está sendo queimado por falta de opções. Com a rede de gasodutos pronta, a procura é tão intensa que os papéis

DIVERSIDADE


O Brasil é um país diverso e é na diversidade e complementaridade das suas fontes de suprimento que reside a sua maior riqueza: – Usinas eólicas complementares próximas as linhas de transmissão do NE. – Usinas de biomassa complementares já interligadas ao sistema SE e Centro-oeste. – Termoelétricas a gás complementares de usinas de fio d’água da Amazônia. Ambas de baixo custo. – Termoelétricas combinadas para redução do consumo em usinas a carvão mineral ou biomassa nas usinas de cana de açúcar. Numa análise sistêmica, o Brasil é um país periférico que não tem condições de influir nas escolhas do mercado global, mas oferece melhores condições econômicas e ambientais de produzir o que China e Estados Unidos estão produzindo atualmente. Não tem condições de assumir os riscos econômicos e ambientais da exploração do Pré-sal que deve ser deixado a outros países para os quais o petróleo é mais vital para o aquecimento.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

DOAÇÃO NÃO GENEROSA


PORQUE EM LIBRA OCORREU UM LEILÃO DE PERDEDORES? Desagradou “Gregos e baianos”: esquerda e direita, inclusive os velhos nacionalista saudosos. O povão que só sabe de bolsa família ficou encantado e a presidente recupera popularidade. Um leilão na forma de concessão traria mais recursos para exploração de outros campos, diretamente pela Petrobras na forma de prestação de serviço como sugere o professor da USP Ildo Sauer. Por exemplo: Mal comparando, no leilão de Tupy por “cessão onerosa” – renomeado para Lula – rendeu US$42.5 bilhões, conquanto considerado menos promissor. Claro que não entrou dinheiro em espécie. Apenas maior participação estatal no capital da Petrobras e fuga de acionistas minoritários. O que parecia na época uma doação “generosa” – para contrapor à cessão onerosa – acabou por se transformar em dor de cabeça para a Petrobras, com a fuga dos acionistas minoritários e redução do valor das ações a quase metade, situação que perdura até os dias de hoje. “Inicialmente, a estimativa das reservas de Franco, divulgadas em 2010, por ocasião da cessão onerosa, era de cerca de 4,5 bilhões de barris. Desse total, 3 bilhões de barris foram dados em troca de ações da companhia durante a mega capitalização da empresa”. “Outros dois bilhões estão divididos em outros campos do pré-sal de menor porte: Florim, Sul de Guará, Entorno de Iara, Sul de Tupi, Nordeste de Tupi, e uma área contingente (Peroba), somando o total de R$ 74,8 bilhões, valor equivalente às ações cedidas pela Petrobras à União. Na época, se estabeleceu um valor para o petróleo produzido no local de US$ 8,51, valor que será renegociado no ano que vem entre a empresa e o governo”. Fonte: Valor Econômico, por Cláudia Schuffner.

UNANIMIDADE BURRA


Partilha é um regime criado pelo Gabrieli para manter coesos velhos nacionalistas. Deu certo como estratégia de marketing. Espionagem é um factoide usado como pretexto – para entreter velhinhos – para adiar leilão. Vale como experiência apenas. Daí leva dez anos para produzir petróleo, já que a Petrobras não tem condições de bancar a exploração e os riscos. Se já não ha interessados para Libra, quem vai interessar por outros menos promissores. De onde virá o gás para suprir termelétricas? E a gasolina para abastecer a frota que não para de crescer? Todos tem razão e não tem ao mesmo tempo. O governo é democrático, mas não representativo. Não existe oposição. O Que impera é uma unanimidade burra que acaba por se render ao poder central que governa por decreto e medidas provisórias – uma herança da ditadura – que a constituinte cidadã manteve intacta. Nestes tempos de populismo, políticos de mais de 60 anos correm o sério risco de extinção. Por isso aderem como “cracas” ao casco grande navio.

QUEM REGULARÁ NOSSOS REGULADORES?


No congresso políticos gagás que já perderam o contato com a vida moderna fingem-se de indignados com os “atentados à soberania”, mas ninguém lhes dá ouvidos. Acabam por se render ao poder central que governa por decreto e medidas provisórias – uma herança da ditadura – que a constituinte cidadã manteve intacta. Nestes tempos de populismo, políticos de mais de 60 anos correm o sério risco de extinção. Por isso aderem como “cracas” ao casco grande navio. Vide vice-governador ubíquo da oposição e – ao mesmo tempo ministro da situação. Isto é o populismo da base de sustentação do governo de coalisão: uma fauna exótica de políticos das mais diversas origens, religiões e ideologias, do centro, da direita e esquerda – cada qual com sua quota nos ministérios e secretarias – todos sob o comando da presidente que reina soberana por decretos e medidas provisórias. “Sete anos de pastor Jacob servia Labão, pai de Raquel, serrana bela; Mas não servia ao pai, servia a ela, E a ela só por prémio pretendia”.

LEILÃO DE CONSÓRCIO ÚNICO (HOMOLOGAÇÃO)


O mercado acha que ela está a esquerda de Lula que era legal porque aceitava conversar. A presidenta herdou esse negócio do qual é difícil desvencilhar. Deu uma recuada e está desconfortável. Os empresários sabem que ela vai ganhar e estão dispostos a cooperar. Se deixar por conta do PMDB e do próprio PT, Pains, Arnaldo e Suplicy acabarão comprometendo o sistema da previdência. Se conseguirem eleger mais um poste para são Paulo. “O tabelamento da taxa de retorno pegou mal e quase virou uma réplica dos bolivarianos”. Empresários não jogam dinheiro fora é menos atrito e mais reclamação. Eles já deram conta de que uma coisa é a relação de forças , outra é a política. Sabem que vai ganhar e vão compor com ela e ela vai compor com eles, discutir. Os incentivos ao consumo estão esgotados. Dilma está em dificuldades de levar adiante o projeto de melhora. A economia não cresce por falta de investimento. Não resolve o problema da indústria. E se não resolver as coisas recuarão. De tanto espionar, grandes petrolíferas acabaram chegando a conclusão de que não vale a pena se inscreverem. Só deu chinesa e Quem nos protegerá de nossos protetores? Não houve surpresa alguma no leilão de Libra: Galp ou Repsol, ambas são empresas minúsculas associadas à estatal chinesa Sinopec não foram inscritas no leilão de Libra ao mesmo tempo, porque – empresas do mesmo dono – souberam da oferta de cada uma sem precisar de espionagem. Eles – que são ibéricos – que se entendam. Vence outra chinesa.

PRÉ-SAL VIROU CONTO DE FADAS


– O país se se meteu numa “camisa de onze varas” e para sair dessa “camisa de força” vai ter que aceitar “na marra” as concessões, mesmo os do Pré-sal, que não consegue chamar mais a atenção de grandes petrolíferas. Sozinha a Petrobras não dá conta e pode sofrer retaliações de ambientalistas em caso de vazamento. – Desenvolvimento não é mais como foi na década de 70. Agora tem de fazer acordos para poder competir. O foco da turbulência está na adequação da exportação e importações (aumentam o de déficit que não mais consegue financiar com capital externo, porque o crescimento é baixo sempre e na indústria não tem dinamismo. A configuração da economia mundial é outra. É preciso procurar outros caminhos. Um deles é o próprio agronegócio e indústria de equipamentos agrícolas. O Brasil produz excesso de eletricidade – segundo o próprio operador do sistema – para um setor industrial que encolheu. Mas tem oportunidade na produção de energia de outro tipo: energia térmica para acionamento de termoelétricas combinadas de complementação e calor de processo utilizado em fábrica de vidro, cerâmica, alimentos e bebidas. Mais tarde, quando o câmbio voltar a refletir o poder de compra, poderá voltar a fabricar máquinas e equipamentos para exportação A eletricidade da Amazônia poderá ser utilizada em geração distribuída para desenvolvimento regional.

ESTÍMULOS DO FED


O crescimento do PIB nos EUA foi revisado pela 2ª vez para 4,1%. Na 1ª, de 2,5 para 3,6% e na 2ª de 3,6 para 4,1%. Particularmente relevante é o fato de o cálculo ser anualizado, isto é: – O ano é contado por trimestres. Exemplo: – O ano terminado no 3º trimestre de 2013 é 4,1% superior ao mesmo 3º trimestre de 2012. Além disso, a sequência de 3 valores positivos nos três trimestres mostra que a variação (derivada) é positiva, condizente com uma economia em crescimento. Se permanecesse constante (em 2,5% por exemplo) no 3º trimestre a economia ainda estaria em crescimento linear – ao contraria da União Europeia – cuja taxa é nula e, em alguns países é negativa, o que indica retrocesso. Outro fato marcante é uma taxa de crescimento razoável para uma economia que já é tão grande. O presidente do FED pode deixar de emitir 10 bilhões de dólares no neste mês de janeiro e ir para casa aguardar o resultado já substituído pela nova presidente. A consagração virá em seguida. O governo perdeu a batalha contra o mercado financeiro, segundo Luiz Gonzaga Beluzo, que nem é economista. – “O câmbio está muito fora do lugar e é preciso acelerar as concessões e fortalecer a indústria. A valorização do real por vários anos tornou os empresários importadores e fez a indústria encolher e ficar nanica”.

CEM ANOS DO CANAL DO PANAMÁ


CANAL DO PANAMÁ Citei o canal de Panamá apenas como exemplo de empreendimento de longo prazo sem atentar para as implicações políticas. Poderia ter citado o Canal de Suez – do mesmo projetista – cuja devolução ao Egito contou com o apoio dos Estados Unidos e antiga URSS. Nos dois casos houve benefício para os países envolvidos. O Canal do Panamá já não comporta o trânsito de grandes navios e vai ter de ser ampliado ou construído um novo. . Faltou completar a frase: “Não existe um custo a ser apropriado a cada usina particular de maneira isolada.” Depende do contexto temporal e geográfico em que o novo empreendimento vai estar inserido: antes ou depois no tempo e espaço – e evidentemente do porte. Realmente o exemplo foi infeliz.

A ILUSÃO DO LONGO PRAZO


A ILUSÃO DO LONGO PRAZO É ilusório aumentar o prazo para diminuir o valor da prestação como – enganosamente – leva a crer a intuição. Apenas estende o prazo do pagamento dos juros. A intuição leva a crer que a prestação seja inversamente proporcional ao prazo (hipérbole: prestação*prazo = constante). Quando na realidade a prestação segue uma curva exponencial invertida que tangencia a reta do valor dos juros sobre o capital. Por isso, comprar carros caros em sessenta prestações (cinco anos) a juros de 2% é burrice. Comprar casa a prazo de 30 anos (360 prestações) equivale a pagar aluguel, a menos que os juros sejam subsidiados. ”Não existe prestação inferior ao aluguel como propõe a propaganda enganosa”. Ver fórmula abaixo sobre amortização com parcelas mensais constantes e taxa em valor por unidade: Prestação = capital*taxa * [(1+i)^n/((1+i)^n – 1)], cujo limite para prazo (n) muito longo se reduz a: Prestação = capital*taxa.

FINANCIAMENTOS A **PRAZOS DE ÉGUA**


Nos governos anteriores a prorrogação por 20 anos (FHC) e por 35 anos (no governo Lula) de Serra da Mesa em 2004, foi a forma de atrair capital privado que permitiu a construção do reservatório de Serra da Mesa com volume cerca de 3 vezes maior, permitindo a integração Sudeste e Norte-nordeste pela regularização da vazão do rio nas usinas de jusante: Lajeado, Estreito (consorcio privado) e Tucuruí. Convenhamos, 30 anos é um prazo demasiado pequeno para atrair capital privado, acostumados às sucessivas prorrogações das usinas mais antigas. Grandes empreendimentos como Belo Monte, Serra da Mesa, Tucuruí requerem prazos de 50 anos ou mais, com taxas de juros de longo prazo para se tornarem atrativos. Pense no Canal de Suez que foi devolvido após 100 anos de exploração. Em prazos longos a parcela é praticamente a mesma, correspondente ao valor dos juros sobre capital, só que o prazo é alongado para mais 20 ou 30 anos. Ou seja, o limite da expressão entre colchetes è 1 quando o prazo tende para infinito (muito longo).

“AÇUDES DO NORDESTE VÊM DESDE O IMPÉRIO”


MARES QUE NUNCA SECAM, NUNCA ENCHEM 22 mega-açudes construídos no Semi-árido acumulam nas suas bacias 20,3 bilhões de m³ de água, volume equivalente a 8 vezes e meia a baía da Guanabara, a segunda maior baía do litoral brasileiro. Os açudes não secam, são reservatórios plurianuais, inter-anuais, projetados e construídos, com aprimoramento e rigor técnico, pelos engenheiros do Brasil, sobretudo nordestinos, comparados aos melhores hidrólogos egípcios. Cada projeto exige todos os dados climatológicos da bacia hidrográfica em questão, pluviometrias, fluviometria, vazões, run-off, quociente de evaporação, índice de armazenamento, tudo é definido em projeto, inclusive a ciclicidade das secas da região com toda sua série histórica. São analisados e selecionados os materiais usados em cada obra. É tecnologia avançada de alto nível. “AÇUDES DO NORDESTE” por Manoel Bonfim Ribeiro. SÃO MARES MORTOS DE ÁGUAS SALOBAS Construímos, durante 100 anos, com muito orgulho nordestino, o maior patrimônio hídrico do Mundo na captação de chuvas, uma das grandes conquistas da humanidade em terras áridas, uma verdadeira AGUABRÁS, e, num determinado momento, joga-se tudo pela janela, não serve mais, vamos transpor o São Francisco, é melhor. Senhores do nosso Brasil, políticos, governantes, religiosos, administradores, profissionais, executivos e toda a sociedade. A solução para o atendimento às comunidades sertanejas está na distribuição dessa água. A infraestrutura está pronta, basta implantar um vigoroso sistema de adutoras. Os nordestinos serão todos atendidos e assistiremos na AGUABRÁS, o grande naufrágio da “indústria da seca”.

AÇUDES SÃO MARES MORTOS DE ÁGUAS SALOBAS


MARES DE SAL CARREGADOS PELOS RIOS INTERMITENTES, O SEMI-ÁRIDO MAIS IRRIGADO DO MUNDO As águas de chuva seguem três caminhos distintos: evaporação, infiltração e escoamento. A evaporação no Semi-árido é avassaladora, chegando a mais de 80%, no momento da precipitação. A infiltração varia de 10 a 15%. O escoamento é o de águas superficiais e fugidias, formadoras dos riachos. O coeficiente de escoamento (run-off) varia de 10 a 20% das águas caídas, mas é baixíssimo o índice de armazenamento, geralmente, menos de 1% do volume afluente médio anual, por vezes, apenas 0,1%. Apesar de índices tão baixos, os reservatórios acumulam grandes volumes de água, com milhões e bilhões de metros cúbicos, como o Castanhão, um açude oceânico que pode ser visto da lua. Manoel Bonfim Ribeiro.

Alguns trechos de “AÇUDES DO NORDESTE” por Manoel Bonfim Ribeiro. Os açudes são construções públicas federais, estaduais, municipais, particulares e de cooperação, somando, hoje, o fantástico número de 70.000 reservatórios superficiais, tornando o Semi-árido, a região mais açudada do Planeta. Não há região no Globo, árida ou semi-árida, com tamanha capacidade de acumulação, um cubo de 37 bilhões de m³, um terço do que o São Francisco despeja anualmente no Atlântico. Numa distribuição geográfica eqüitativa disporíamos de um açude a cada 14 km² por toda a superfície do Polígono das Secas.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

FONTES ALTERNATIVAS E USINAS DE FIOD’ÁGUA


Não estamos proibidos de fazer usinas a carvão. Mas, mais usinas a carvão? Bastam as que já estão aí. O problema não está no combustível fóssil – que o mundo inteiro usa – mas no “processo rudimentar de caldeira a vapor de baixíssimo rendimento, verdadeira reminiscência arqueológica” do qual não escapa nem as nucleares. Fontes alternativas, como a eólica, não vão cumprir a função de geração básica do sistema. Embora limpa, a produção é intermitente e tão incerta quanto as usinas de fio d’àgua da Amazônia. Estas podem ser complementares mas não são integráveis. A Região Amazônica reúne as piores condições de armazenamento de energia por meio de reservatórios. A configuração não é, tipicamente, a de uma bacia única integrada, mas várias bacias isoladas, cujos rios não têm ligação física entre si, nem com os rios do Sudeste o que é um obstáculo a integração. Potenciais da Amazônia têm ampla utilização local quando subutilizados na forma de usinas de fluxo d’água para geração distribuída e complementada por térmicas a gás natural e convencional existente. Precisamos mais de térmicas combinadas a gás que aproveite integralmente a energia química do gás na produção das 2 formas de energia: calor e eletricidade.

HIDROELÉTRICAS NA GERAÇÃO DE PONTA


Agora mesmo, com a intensificação de térmicas na base chegará ao absurdo de gerar energia elétrica para aquecimento de eletrodomésticos – dando uma volta desnecessária quando poderia queimar o gás diretamente – a menos que hidrelétricas mais adaptáveis sejam utilizadas nos horários de pico. Para tanto existe grande quantidade de energia secundária a ser aproveitada, além do que existe a possibilidade de aumento de capacidade instalada pelo acréscimo de unidades com locais provisionados. Nos sistemas que já atingiram a fase térmica predominante este é um procedimento corriqueiro: hidrelétricas com baixo fator de capacidade.

“TÉRMICAS LIGADAS: GARANTIA DE SEGURANÇA”


O governo tem a sua disposição os melhores técnicos no MME, ONS, EPE, COPPE, COPEAD, os institutos Ilumina e Acende Brasil e todos – de uma forma ou de outra – são unânimes quanto à necessidade de manter térmicas ligadas o ano todo, de forma permanente, para garantir a segurança que os reservatórios não conseguem mais cumprir. Mudança em favor da modicidade compromete a segurança. Porque a pressa em desligar 4 térmicas a diesel inexpressivas? Pois bem, uma das formas de ofertar mais energia do tipo térmico, sem necessariamente aumentar o suprimento, está na economia no uso final da energia e na escolha da melhor combinação de fontes e cargas (vetores energéticos segundo o Professor Goldemberg) de acordo com II° princípio da termodinâmica. A economia no uso representa uma oferta virtual de energia que dispensa novos suprimentos. Esse objetivo pode ser alcançado pela utilização de térmicas ou moto-geradores a gás isolado ou na forma combinada com as antigas térmicas existentes sem que, necessariamente tenham que ser desativadas ou construídas novas. – Roberto Pereira D’Araújo – autoridade no assunto – manteria todas térmicas ligadas até o próximo verão. – “Algumas térmicas precisariam gerar na base, sem parar” (Nivalde de Castro). – Pingueli Rosa diz que deveriam ter sido ligadas antes de outubro. – Altino Ventura afirma que térmicas fazem parte de um sistema já hidrotérmico.

TERMELÉTRICAS COMBINADAS


Precisamos mais de térmicas combinadas a gás que aproveite integralmente a energia química do gás na produção das 2 formas de energia: calor e eletricidade. Fontes alternativas, como a eólica, não vão cumprir a função de geração básica do sistema. Embora limpa, a produção é intermitente. Potenciais da Amazônia têm ampla utilização local quando subutilizados na forma de usinas de bulbo para geração distribuída e complementada por térmicas a gás natural e convencionais existentes.

O SISTEMA JÁ É HIDROTÉRMICO


Altino Ventura do MME. "As hidrelétricas sozinhas já não dão conta de atender a demanda do país. Já usamos termelétricas para complementar a oferta, mas o que precisamos agora é buscar térmicas com custo de combustível barato para fazer com que gerem durante todo o tempo, como fazem as hidrelétricas". "Não teremos mais reservatórios como Sobradinho, Furnas, Itumbiara, Serra da mesa. Não há mais lugar para a construção de usinas com essas dimensões" “Nosso sistema é hidrotérmico, não baseado apenas em hidrelétrica”. Eu não consigo atender o mercado só com os 75% de participação que as hidrelétricas oferecem. E nós não estamos proibidos de fazer usinas a carvão. Comentário: também não concordo, mas não acho que devam ser construídas mais usinas a carvão. Basta as que já estão. Não por causa do combustível, mas pelo “processo de caldeira a vapor de baixíssimo rendimento, verdadeira reminiscência arqueológica” do qual não escapa nem as nucleares.

TÉCNICOS EM EM EMPREZAS TÉCNICAS


Roberto Pereira D'Araújo do Instituto Ilumina. “As usinas hidroelétricas geram 90% da energia e apenas ½ da capacidade térmica – apesar de ter predominância de hidroelétricas.” Comentário: concordo, usa de maneira ineficiente as 2 formas de energia. Exemplo: usou eletricidade para produzir calor e deixa térmicas paradas que poderiam substituir o estoque de energia potencial dos reservatórios por estoque potencial de energia química contida no combustível.

REFERENCIAL DE TÉCNICOS


Nivalde de Castro professor da Coppead. “O acionamento das UTE durante todo o ano de 2013 indica que o novo paradigma hidrotérmico veio para ficar, o que exigirá um esforço muito grande da política e do planejamento energético, que terá que alterar práticas, ações, métodos e modelos computacionais”. “Algumas térmicas precisariam gerar na base, sem parar. Hoje as usinas são contratadas por disponibilidades. Ficam paradas à espera de um chamado do ONS”. A quantidade de água nos reservatórios não é mais suficiente. Comentário: Não só isso, diríamos, processos que levem em conta o aproveitamento integral do combustível na produção e consumo das 2 formas de energia: calor e eletricidade, que são indissociáveis. Não se pode aperfeiçoar um sem negligenciar o outro. Não se pode perder de vista que o consumo de energia para finalidade de aquecimento é muito maior do que a produção energia elétrica propriamente dita.

EÓLICAS SÃO MOINHOS DE VENTO DE BAIXA EFICIÊNCIA


Fontes alternativas, como a eólica, não vão cumprir a função de geração básica do sistema. Embora limpa, a produção é intermitente e tão incerta quanto as usinas de fio d’àgua da Amazônia. Estas podem ser complementares mas não são integráveis. A Região Amazônica reúne as piores condições de armazenamento de energia por meio de reservatórios. A configuração não é, tipicamente, a de uma bacia única integrada, mas várias bacias isoladas, cujos rios não têm ligação física entre si, nem com os rios do Sudeste o que é um obstáculo a integração. Potenciais da Amazônia têm ampla utilização local quando subutilizados na forma de usinas de fluxo d’água para geração distribuída e complementada por térmicas a gás natural e convencional existente. Precisamos mais de térmicas combinadas a gás que aproveite integralmente a energia química do gás na produção das 2 formas de energia: calor e eletricidade.

GE E cOCA COLA DÃO BONS EXEMPLOS


Um bom exemplo: “A GE fechou um contrato de US$ 4,5 milhões com a Coca-Cola Andina Brasil para equipar uma unidade de engarrafamento localizada em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, com três motores Jenbacher a gás natural. Com potência total de 12 megawatts, os equipamentos serão utilizados para gerar energia e aquecimento para a fábrica, seguindo o conceito quadgeneration. Isto significa que, além das funções típicas de fornecimento de eletricidade e calor, os motores da GE permitirão a produção de água fria, dióxido de carbono (CO₂), nitrogênio e operações de engarrafamento” (COGEN). HIDROELÉTRICAS NA GERAÇÃO DE PONTA Agora mesmo, com a intensificação de térmicas na base chegará ao absurdo de gerar energia elétrica para aquecimento de eletrodomésticos – dando uma volta desnecessária quando poderia queimar o gás diretamente – a menos que hidrelétricas mais adaptáveis sejam utilizadas nos horários de pico. Para tanto existe grande quantidade de energia secundária a ser aproveitada, além do que existe a possibilidade de aumento de capacidade instalada pelo acréscimo de unidades com locais provisionados. Nos sistemas que já atingiram a fase térmica predominante este é um procedimento corriqueiro: hidrelétricas com baixo fator de capacidade. FONTES ALTERNATIVAS E USINAS DE FIOD’ÁGUA Não estamos proibidos de fazer usinas a carvão. Mas, mais usinas a carvão? Bastam as que já estão aí. O problema não está no combustível fóssil – que o mundo inteiro usa – mas no “processo rudimentar de caldeira a vapor de baixíssimo rendimento, verdadeira reminiscência arqueológica” do qual não escapa nem as nucleares.

EFICIÊNCIA NO USO FINAL DA ENERGIA


O Brasil usa de maneira ineficiente as 2 formas principais de produção de energia, tipicamente: calor e eletricidade. Exemplo: usou hidrelétricas para produzir energia e deixou térmicas paradas que poderiam substituir o estoque de energia potencial dos reservatórios por estoque de energia potencial química contida no combustível. Quando usa térmicas o processos não leva em conta o aproveitamento integral do combustível na produção e consumo das 2 formas de energia: calor e eletricidade, que são indissociáveis. Não se pode aperfeiçoar um sem negligenciar o outro. Não se pode perder de vista que o consumo de energia para finalidade de aquecimento é muito maior do que a produção energia elétrica propriamente dita. Agora mesmo, com a intensificação de térmicas na base chegará ao absurdo de gerar energia elétrica para aquecimento de eletrodomésticos – quando poderia queimar o gás diretamente – a menos que hidrelétricas mais adaptáveis sejam utilizadas nos horários de pico. Hospitais, condomínios, shopings, conjuntos habitacionais, etc. não podem prescindir de gerador próprio para gerar a sua própria energia. Cimenteiras, cerâmicas, fábrica vidros, produtores de bebida e alimentos etc. – que utilizam calor de processo – podem ser estimulados a gerar sua própria energia: calor frio e eletricidade, através de usinas combinadas.

SOFTWARES COM EXEMPLOS DE PRODUTOS TECNOLÓGICOS


O software é o exemplo de produto tecnológico isento de material que transita — à velocidade da luz — sem custo pelas vias de comunicação. São páginas de códigos produzidos nos mais remotos lugares e distribuídos instantaneamente, sem que seus autores precisem se locomover.

PRODUTOS TECNOLÓGICOS


Produtos tecnológicos diferem substancialmente dos produtos industriais no que respeita ao transporte assim como produtos industriais diferem de matérias prima e insumos básicos. Produtos tecnológicos de valor altíssimo têm componentes de grande valor e vazios de material, portanto sem peso. O maior componente dos produtos tecnológicos são ideias e invenções, que, por serem intangíveis, não tem peso. Podem ser transportados de avião — ou à velocidade da luz — porque a incidência do custo do transporte e distribuição no produto final é desprezível. Daí, a produção poder ser realizada de forma descentralizada em todo o mundo e distribuída sem custos. Acresce ainda o fato de a tecnologia nova proporcionar a distribuição melhor de alimentos e produtos industriais mudando radicalmente a fisionomia dos transportes e distribuição destes bens, inclusive a locomoção de pessoas.

NACIONALISMO E AUTOSSUFICIÊNCIA


NACIONALISMO E AUTOSSUFICIÊNCIA Afastado o perigo das guerras destrutivas e da explosão populacional os países não necessitam mais ficarem confinados dentro dos estreitos limites do nacionalismo e autossuficiência. A cooperação exige a complementação das aptidões de cada participante. Quanto mais diferente, mais chance terá de se complementarem. O próprio contato entre países de crenças e ideologias treina-os para autonomia e cooperação e os predispõem para a aquisição de uma maior cultura, superior e universalizadora, sem que precisem abdicar de suas próprias. A variedade de países e suas qualidades específicas tornarão a competição sem efeito, senão impossível. A cooperação é um estágio superior que permitirá a humanidade alcançar um nível maior de operacionalidade que foi privilégio de uns poucos grupos de elite.

CÚPULA RESTRITA x MASSA DIFERENCIADA


O sistema de produção não é mais constituído por uma cúpula restrita e uma imensa massa indiferenciada de países consumidores dos produtos de países industrializados do tempo subsequente à revolução industrial. As especializações se distribuem completamente por ampla gama de diversidade que não permite mais o antagonismo mortal das guerras de conquista. Núcleos familiares latifundiários e autossuficientes explodiram diante da urbanização e industrialização crescentes, levando os países às mais variadas e estranhas composições e engajamentos, destruindo os interesses de pequenos grupos dominantes.

GLOBALIZAÇÃO NO MUNDO DE HOJE


COOPERAÇÃO ATUAL E PASSADA Tornar-se igual exige esforço competitivo para desenvolver ideias inovadoras. Entretanto, a cooperação atual e passada é um desmentido à convicção de que só a confrontação egoísta e voraz motiva os países para a produtividade. Tornando-se especialista, tudo aquilo de que um país necessita encontrará no mercado, vendendo o seu produto, especial e único, o qual será o complemento de outros. O mercado é neutro: não impõe condições. A ida ao mercado é uma decisão interna de cada um.

OS NOVOS RUMOS DA GLOBALIZAÇÃO


RUMOS DA GLOBALIZAÇÃO A especialização dos países certamente acompanhará a especialização ocorrida entre indivíduos no interior de uma sociedade, como bem demonstra a experiência de cooperação dos países industrializados com o Leste Asiático. A extrema especialização tornará cada país tão singular e único que em vez da competição haverá cooperação. Em alguns países em desenvolvimento como o Brasil, a cooperação ocorreu na década de 50, no setor automotivo. Nos dois casos citados os benefícios são evidentes para ambos os participantes.

PARA HAVER COOPERÃO É PRECISO QUE SEJAM COMPLEMENTARES


RUMOS DA ECONOMIA GLOBALIZADA A cooperação de empresas transnacionais com os países em desenvolvimento (também no passado) propiciou enormes benefícios para ambas as partes com o que os países em desenvolvimento puderam crescer mais. Nada vai impedir que países em desenvolvimento cooperem entre si, espontaneamente, na busca de suas alternativas mais promissoras, a exemplo do ocorrido no leste Asiático. Países em desenvolvimento já têm suas próprias empresas transnacionais, estatais ou não (Petrobrás, Vale, Gerdau, etc., para citar as mais próximas), aceitando o processo de globalização. A enorme diversidade dos países em desenvolvimento, cada um com suas especificidades, constitui o ingrediente básico para a cooperação espontânea, caminho natural dos novos rumos da economia globalizada.

PARA HAVER COMPETIÇÃO...


PAÍSES COMPLEMENTARES Para haver competição é preciso haver similaridade entre adversários (países industrializados) e objetivos coincidentes (venda de produtos tecnológicos), fato comprovado pela experiência das guerras destrutivas do século passado em busca de mercado para os países conflitantes. A experiência mostra também a existência de uns poucos países similares e uma grande quantidade de países diferentes, o que quer dizer: geralmente, existem mais formas de ser diferente do que semelhante. A competição realçou as diferenças.

SOFTWARES NÃO TEM PESO


PRODUTOS TECNOLÓGICOS Antes as empresas competiam dentro dos seus próprios países e os países competiam entre si na busca de mercado para seus produtos inovadores. Países industrializados levavam nítida vantagem sobre produtores de matéria prima e insumos básicos.

NÃO MAIS ISOLAMENTO


CÚPULA DE PAÍSES SEPARADOS O sistema de produção não é mais constituído por uma cúpula restrita e uma imensa massa indiferenciada de países consumidores dos produtos de países industrializados do tempo subseqüente à revolução industrial. As especializações se distribuem completamente por ampla gama de diversidade que não permite mais o antagonismo mortal das guerras de conquista. Núcleos familiares latifundiários e autossuficientes explodiram diante da urbanização e industrialização crescentes, levando os países às mais variadas e estranhas composições e engajamentos, destruindo os interesses de pequenos grupos dominantes. O PERIGO DO ISOLAMENTO Afastado o perigo das guerras destrutivas e da explosão populacional os países não necessitam mais ficarem confinados dentro dos estreitos limites do nacionalismo e autossuficiência. A cooperação exige a complementação das aptidões de cada participante. Quanto mais diferentes, mais chances terão de se complementarem. A variedade de países e suas qualidades específicas tornarão a competição sem efeito, senão impossível. A cooperação é um estágio superior que permitirá a humanidade alcançar um nível maior de operacionalidade que foi privilégio de uns poucos grupos de elite.

UM MUNDO SÓ


NENHUM PAÍS É “UMA ILHA” A extrema especialização tornará cada país tão singular e único que em vez da competição haverá cooperação. Tornar-se igual exige esforço competitivo para desenvolver idéias inovadoras. Entretanto, a cooperação atual e passada é um desmentido à convicção de que só a confrontação egoísta e voraz motiva os países para a produtividade. Tornando-se especialista, tudo aquilo de que um país necessita encontrará no mercado, vendendo o seu produto, especial e único, o qual será o comple mento de outros. O mercado é neutro: não impõe condições. A ida ao mercado é uma decisão interna de cada um

IGUAI COMPETEM, COMPLEMENTARES COOPERAM


“FAZER SOCIEDADE COM POBRE É PEDIR ESMOLA PRA DOIS”. A enorme diversidade dos países em desenvolvimento, cada um com suas especificidades, constitui o ingrediente básico para a cooperação espontânea, caminho natural dos novos rumos da globalização da economia. Para haver competição é preciso haver similaridade entre adversários (países industrializados) e objetivos coincidentes (venda de produtos tecnológicos), fato comprovado pela experiência das guerras destrutivas do século passado em busca de mercado para os países conflitantes. No MERCOSUL a maioria dos países é similar, salvo uns poucos complementares como Venezuela, Peru e Bolívia. Por isso não se compreende como possam trocar entre si os mesmos produtos. Isenção de IPI para carros provenientes da Argentina e México acirra ainda mais a competição e não a cooperação.

GLOBALIZAÇÃO NÃO É NOVDADE


GLOGALIZAÇÃO JÁ ACONTECEU Nem é novidade: aconteceu na década de 60 com a transferência de fabricas inteiras, com processo e tudo, inclusive layout, para países em desenvolvimento. O trabalhador americano é mais eficiente que qualquer outro e não compensa utiliza-lo na função de outro mais barato. Exportar tecnologia traz mais benefício do que a exportação do próprio bem industrial. Questões de proteção ao trabalhador correm por conta do país hospedeiro, da mesma forma que a manutenção do escravo – um bem de capital – foi mais custosa do que o trabalho assalariado.

COMPETIÇÃO OU COOPERAÇÃO


UM SENTIDO PARA COOPERAÇÃO A globalização não é uma estratégia imposta pelos países industrializados para continuar colonizando países em desenvolvimento. Pelo contrário, ocorrem espontaneamente a revelia dos governos dos países industrializados e a despeito das ideologias, crenças e religiões.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

PRODUTOS TECNOLÓGICOS


Antes as empresas competiam dentro dos seus próprios países e os países competiam entre si na busca de mercado para seus produtos inovadores. Países industrializados levavam nítida vantagem sobre produtores de matéria prima e insumos básicos. Para haver competição é preciso haver similaridade entre adversários (países industrializados) e objetivos coincidentes (venda de produtos tecnológicos), fato comprovado pela experiência das guerras destrutivas do século passado em busca de mercado para os países conflitantes. A experiência mostra também a existência de uns poucos países similares e uma grande quantidade de países diferentes, o que quer dizer: geralmente, existem mais formas de ser diferente do que semelhante. A competição realçou as diferenças. A cooperação de empresas transnacionais com os países em desenvolvimento (também no passado) propiciou enormes benefícios para ambas as partes com o que os países em desenvolvimento puderam crescer mais. Nada vai impedir que países em desenvolvimento cooperem entre si, espontaneamente, na busca de suas alternativas mais promissoras, a exemplo do ocorrido no leste Asiático. Países em desenvolvimento já têm suas próprias empresas transnacionais, estatais ou não (Petrobrás, Vale, Gerdau, etc., para citar as mais próximas), aceitando o processo de globalização. A enorme diversidade dos países em desenvolvimento, cada um com suas especificidades, constitui o ingrediente básico para a cooperação espontânea, caminho natural dos novos rumos da economia globalizada.

PROFEDDIA DE MC’LUHAN


PROFEDDIA DE MC’LUHAN O sistema de produção não é mais constituído por uma cúpula restrita e uma imensa massa indiferenciada de países consumidores dos produtos de países industrializados do tempo subseqüente à revolução industrial. As especializações se distribuem completamente por ampla gama de diversidade que não permite mais o antagonismo mortal das guerras de conquista. Núcleos familiares latifundiários e autossuficientes explodiram diante da urbanização e industrialização crescentes, levando os países às mais variadas e estranhas composições e engajamentos, destruindo os interesses de pequenos grupos dominantes. Afastado o perigo das guerras destrutivas e da explosão populacional os países não necessitam mais ficarem confinados dentro dos estreitos limites do nacionalismo e autossuficiência. A cooperação exige a complementação das aptidões de cada participante. Quanto mais diferentes, mais chances terão de se complementarem. A variedade de países e suas qualidades específicas tornarão a competição sem efeito, senão impossível. A cooperação é um estágio superior que permitirá a humanidade alcançar um nível maior de operacionalidade que foi privilégio de uns poucos grupos de elite.

“FAZER SOCIEDADE COM POBRE É PEDIR ESMOLA PRA DOIS”.


A enorme diversidade dos países em desenvolvimento, cada um com suas especificidades, constitui o ingrediente básico para a cooperação espontânea, caminho natural dos novos rumos da globalização da economia. Para haver competição é preciso haver similaridade entre adversários (países industrializados) e objetivos coincidentes (venda de produtos tecnológicos), fato comprovado pela experiência das guerras destrutivas do século passado em busca de mercado para os países conflitantes. No MERCOSUL a maioria dos países é similar, salvo uns poucos complementares como Venezuela, Peru e Bolívia. Por isso não se compreende como possam trocar entre si os mesmos produtos. Isenção de IPI para carros provenientes da Argentina e México acirra ainda mais a competição e não a cooperação. A extrema especialização tornará cada país tão singular e único que em vez da competição haverá cooperação. Tornar-se igual exige esforço competitivo para desenvolver idéias inovadoras. Entretanto, a cooperação atual e passada é um desmentido à convicção de que só a confrontação egoísta e voraz motiva os países para a produtividade. Tornando-se especialista, tudo aquilo de que um país necessita encontrará no mercado, vendendo o seu produto, especial e único, o qual será o complemento de outros. O mercado é neutro: não impõe condições. A ida ao mercado é uma decisão interna de cada um.

domingo, 3 de novembro de 2013

A QUEDA DO GRANDE GATSBY


Quem nos protegerá de nossos protetores? (‘Quis custodiet ipsos custodes?’) A quem beneficia a queda do "grande Gatsby". A plebe está babando de gosto. Um é Joakim, da galp. Outro é Manolo, da Repsol, ambas empresas minúsculas associadas à estatal chinesa Sinopec – que formariam um único consórcio – estavam inscritas no leilão de Libra. Quem nos protegerá dos nossos protetores chineses? Acabou virando o “braço da viola”: Deu Petrobras na cabeça, com 2 petrolíferas europeias e mais 2 estatais chinesas. Também um consócio único sem concorrentes. O mesmo acontece com o "grande Gatsby" das empresas X. No momento, fogem dele como o diabo foge da cruz. Uma ajuda no momento seria “um tiro no pé”, tendo em vista as manifestações de rua. A letra “X” que já foi objeto de repúdio na privatização da Petrobrax agora ficou tão desmoralizada que a Xuxa resolveu trocar o nome para chucha, segundo Zé Simão. ATÉ TU BRUTUS Beneficiou-se, tanto quanto seu pai se beneficiou do antigo regime. E agora se beneficia dos que combateram o antigo regime. Se beneficiou tanto quanto os intelectuais se beneficiam da "Lei Ruanet" como denuncia "Lobão (o outro, é claro), ou tanto quanto os que combateram a ditadura e agora são beneficiários de gordas aposentadorias. Políticos com mais de 70 anos correm o risco iminente de extinção, como o ministro ubíquo das micro empresas e ao mesmo tempo vice governador - que parecia um cara bacana - e que agora se junta a "fauna de políticos desta imensa unanimidade que acabará numa idolatria que dá medo . O Brasil e a 'América latrina' toda são países de compadres, como mostrou o grande entrevistado do programa Roda Viva há 2 dias: nada menos que o prêmio Nobel de literatura: Mario Vargas Llosa. Dá gosto ser leitor do cara que perdeu a eleição para o "Chino".

O "XIS" DA QUESTÃO


MADOF INVERTIDO Claro que não vou falar de “inocentes” que ocuparam cargos no perigoso conselho de administração das empresas “X”, nem dos técnicos e engenheiros que portaram “virtuais segredos” ao se baterem em retirada – da mesma forma que fazem os engenheiros patriotas ao abandonar a Petrobras – porque não tenho a “cancha” de um Èlio Gaspari pra me meter em encrencas. A esses pobres coitados desejo o mesmo destino do criador de “pirâmides” do título deste comentário: “que se ...”. Antes de se tornarem celebridades do mal, escaparam pela porta dos fundos, demitidos voluntariamente a pedido dos próprios interessados.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

SÓ PERDEDORES NO LEILÃO DE LIBRA


CONSÓRCO ÚNICO PROCLAMADO VENCEDOR NO LEILÃO DE LIBRA Providencial a notícia de espionagem: foi o motivo de que precisavam para o adiamento, por falta de concorrentes. Só empresas chinesas interessam para garantir fornecimento futuro de petróleo e nem se importam em ser operadoras. Até já tinham oferecido financiamento para cobrir os 30% que cabe à Petrobras. Na inscrição só apareceram chinesas, estatais evidentemente. Na hora do leilão não apresentaram proposta por serem sócias da Petrobras. Por conta disso também deixaram de comparecer a Petrogal e Repsol, pelo mesmo motivo. Depois de tanto tempo sem leilão o adiamento seria interpretado como fracasso. Foi uma “Vitória de Pirro”. Mesmo com a queda de produção na bacia de Campos e apesar do insucesso das empresas “X”, as apostas visam apenas o futuro distante para manter a “mística do Pre-sal”: interessa mais presente (gift) do “bônus de assinatura”. O que importa no momento é o sucesso do 1º poço promissor. Depois virão outros e muita coisa pode ser mudada no próximo governo. A melhor forma de explorar petróleo é como faz Cuba: durante décadas da guerra fria “extraía” petróleo da antiga URSS. Com a perda do fornecedor, depois da queda do ‘muro’ passou “extrair” petróleo da Venezuela em troca de médicos. E o Brasil – que agora importa médicos de Cuba – talvez possa substituir a Venezuela – agora em dificuldades – com fornecimento de petróleo do Pré-sal em troca de médicos. Não só médicos como mecânicos e funileiros, atividade na qual os cubanos são especialistas.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

SEM CONCORRÊNCIA NÃO HÁ VENCEDOR


LEILAO DE LIBRA NO PAÍS DAS MARAVILHAS Não foi, tipicamente um leilão no conceito a que estamos habituados, com vários consórcios concorrentes. Foi um leilão de perdedores: perde o leiloeiro (união) que vai receber menos na repartição do lucro petróleo – obviamente pela falta de concorrente. Perde a Petrobras que – já tendo a garantia mínima de 30% de participação como operadora única – foi obrigada a pagar 10% a mais em um momento de dificuldade de caixa. Aquele que faz o serviço da exploração recebe mais e não menos lucro futuro ao contrário do “leilão português”: no qual quem oferece o menor lance “carrega o piano”. Um leilão na forma de concessão traria mais recursos para exploração de outros campos, diretamente pela Petrobras na forma de prestação de serviço como sugere o professor da USP Ildo Sauer. LEILAO DE LIBRA NO PAÍS DAS MARAVILHAS A existência de um vencedor requer a participação física de pelo menos mais um consórcio oponente. Como pode haver vencedores se não há concorrentes? Quais foram os vencidos. Faz lembrar “Alice no País dos espelhos”, de Lews Carol, quando o palhaço Humpty-dumpty exclama com ar de espanto: “competição boba esta: ao final chegaram todos juntos na hora combinada e todos vão receber as medalhas!”

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

SEM CONCORRENTE NÃO HÁ VENCEDOR


LEILAO DE LIBRA NO PAÍS DAS MARAVILHAS Como pode haver vencedores se não há concorrentes? Quais foram os vencidos. Uma paródia de “Alice no País dos espelhos”: Faz lembrar Alice no país dos espelhos de Lews Carol. Quando o palhaço Humpty-dumpty exclama com ar de espanto: “competição boba esta, ao final todos chegaram juntos e quem vai receber os prêmios?” SEM CONCORRENTE NÃO HÁ VENCEDOR O governo sabia – com antecedência – do pequeno interesse das grandes petrolíferas, mas, para manter “a mística do Pré-sal”, decide aumentar a participação da Petrobras para 40% para atrair grandes petrolíferas para um arranjo de consórcio único. Paga mais no presente para receber menos no futuro distante. Se o preço do barri cair abaixo de 100 dólares – como muitos esperam – sempre haverá tempo para correção de rumo Depois de tantos anos sem leilão o adiamento seria visto como um fracasso. A surpresa foi a apresentação da proposta vencedora – apresentado nos últimos segundos – para evitar maiores dissabores: um arranjo pra ninguém botar defeito. Como afirma o palhaço em “Alice no País das maravilhas”: ‘Competição chata essa: todos chegaram juntos, quem vai receber as libras?’

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

SÓ DEU ESTATAIS E CHINESAS NO LEILAO DE LIBRA


ESPIONAGEM: GRANDE NOVIDADE! Os responsáveis são os próprios funcionários ‘patriotas’ que tem acesso aos dados – constantemente mudando de emprego – caso de engenheiro de alta posição que saiu da Petrobras e foi para empresa ‘X’. Não é proibido levar acervo próprio. Na verdade grandes empresas não gostariam de estar subjugadas à Petrobras, que pode mudar as regras no meio do caminho, fato que já aconteceu com a própria, na Bolívia e Argentina. Presidenta não comparece ao 1º leilão do Pré-sal por receio de manifestações de sindicatos e nacionalistas para adiar o leilão. Aí, só comparecem estatais e chinesas, únicas que tem condições de esperar pelo petróleo futuro. Petróleo e gás – que é bom mesmo – só daqui 8, 10 anos, se tudo correr bem. Resta o “bônus de 15 bilhões, para cobrir rombo do “superávit” primário”. Se é assim, melhor teria sido concessão ou “cessão onerosa”, que rendeu 42,5 bilhões no poço de Lula, pouco promissor.