quarta-feira, 26 de junho de 2013
TSUNAMI II: O RETORNO
quarta-feira, 5 de junho de 2013
CONSENSO DE TECNICOS
segunda-feira, 3 de junho de 2013
TO BE OR NOT
sábado, 25 de maio de 2013
TÉRMICAS OCUPADAS NÃO GARANTEM PONTA
segunda-feira, 20 de maio de 2013
TSUNAMI NAS SIDERÚRGICAS
domingo, 19 de maio de 2013
COGERAÇÃO EM HOSPITAIS E CONDOMÍNIOS
sábado, 18 de maio de 2013
RESERVATÓRIOS CHEIOS: UM SEGURO PARA DEMANDA DE PONTA
RESERVATÓRIOS pERTO DO VOLUME MÁXIMO
domingo, 12 de maio de 2013
RESERVATÓRIOS CHEIOS: GARANTIA DE PONTA
segunda-feira, 6 de maio de 2013
RESEVATÓRIOS QUASE CHEIOS
sábado, 4 de maio de 2013
GERADOR PRÓPRIO SUBSTITUI CEMIG
quinta-feira, 2 de maio de 2013
MUDANÇA ESTRUTU7RAL OU AGIOTAGEM
sexta-feira, 19 de abril de 2013
AUMENTO DA PARTICIPAÇÃO DE TÉRMICAS NA MATRIZ
terça-feira, 2 de abril de 2013
ERROS CONCEITUAIS:
sábado, 30 de março de 2013
TÉRMICAS NO FUTURO
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
PLANO DECENAL
VISÃO DE FUTURO DO SISTEMA ELÉTRICO
Os responsáveis pelo planejamento do Sistema Elétrico Brasileiro (MME, ANEEL, EPE, ONS, etc.) vêm tentando suprir as deficiências de energia do Sudeste e Nordeste pela extensão do atual sistema interligado, concentrando a produção em usinas de grande porte da bacia Amazônica.
Ora, estas são usinas concentradoras que não concorrem para constituição de estoques, principal estratégia do planejamento do Sudeste.
Em seu trabalho premiado “Energia para o desenvolvimento” de 1980 — no pleno auge do choque do petróleo — o professor Goldemberg já alertava sobre as causas e conseqüências do elevado endividamento externo, em razão da concentração dos empreendimentos hidroelétricos em obras de grande porte. Mas o risco dos sistemas majoritariamente hidroelétricos não depende do clima apenas nos aspectos de manutenção de “energia garantida”, como tambem dos acidentes que o clima pode produzir sobre as linhas de transmissão como furacões, raios e tempestades.
não existem mais locais onde a água possa ser represada em altitudes capazes de constituir estoques de energia potencial. Com isso, a extensão do sistema Sudeste à região Norte fica comprometida por perder a sua principal finalidade que são os reservatórios de acumulação. Mesmo que algum local fosse encontrado no Norte a energia potencial não seria transferível por falta de conexão física (geográfica), inclusive entre bacias dos rios isolados do Norte de mesma sazonabilidade.
Custa muito manter um sistema elétrico baseado apenas em potenciais hidráulicos. Requer condições muito especiais somente encontrados em raros lugares do mundo. Parece até um milagre o Brasil permanecer, por mais de 40 anos, isolado na posição invejável que desfruta no contexto da imensa maioria de países. Será que só o Brasil está certo e os demais estão errados por terem suas matrizes comprometidas com combustível fóssil? Ou será que está confiando demais em seus recursos naturais e pagando alto preço ao prolongar demasiadamente a “(mono) cultura da hidroeletricidade”? Essa é mais uma das inúmeras “doenças holandesas” de que tem sido vítima a economia brasileira desde os tempos coloniais: o culto das riquezas naturais. O Brasil não precisa ficar escravo da monocultura da hidroeletricidade para salvar as aparências.
Para justificar a construção de grandes hidroelétricas na Amazônia o presidente da EPE tenta intimidar ambientalistas com a construção de térmicas mais poluentes, como se fossem alternativas mutuamente excludentes.
Devemos reconhecer que foi graças a atuação dos ambientalistas que os reservatórios foram reduzidos nas usinas do Rio Madeira e em Belo Monte.
Porque só agora o presidente EPE revela — num claro pedido de desculpas — que “a matriz está se sujando”, com aumento da participação de combustíveis fósseis?
Não poderia ter “sujado” antes, como muitos países o fizeram no século passado?
Porque não “sujar”, de forma consciente, agora que pode contar com os combustíveis, gás e álcool, que brevemente se tornarão subprodutos da exploração de petróleo e da cana de açúcar?
Estender à Região Amazônica o grande sistema interligado significa um retorno a práticas que deram certo no passado, mas que hoje são inviáveis devido baixa sinergia dos rios amazônicos. O sistema ampliado perde uma das suas principais qualidades: a grande sinergia representada pelo estoque energia potencial dos reservatórios de acumulação. A interligação com o Norte só agrava os riscos operacionais que já se manifestam no Sudeste pela sua elevada concentração.
Existem várias maneiras de aumentar a capacidade de produção (sinergia) de um sistema, buscando principalmente a complementaridade:
• A primeira e mais evidente é contar com várias fontes de suprimento, inclusive importação. Quanto mais diferentes mais complementares.
• Armazenamento antecipado de energia potencial por meio de grandes reservatórios. Estratégia utilizada com pleno êxito no Sistema Sudeste que permitiu a construção escalonada de usinas de fio d’água ao longo do tempo e espaço..
• Intercâmbio de energia elétrica complementar pela sazonalidade. Caso pretendido pelos atuais planejadores do grande Sistema Interligado Brasileiro.
• Complementação térmica de sistema puramente hidroelétrico.
• Economia no consumo de combustível de térmicas pré-existentes por usinas de fio d’água supermotorizadas. Caso do aproveitamento sustentável dos potenciais amazônicos (low profile).
• Supermotorização de hidroelétricas atuais para fins estratégicos. A supermotorização permite a utilização dos reservatórios no máximo de sua capacidade em ocasiões de emergência ou produção de bens estratégicos em situação de vertimento de água nas usinas.
Resumindo:
— Reservatório de acumulação é a forma complementar de aumentar a sinergia nos sistemas predominantemente hidroelétricos.
— Intercâmbio é a forma de aumentar a sinergia de regiões complementares pela sazonalidade.
— Termoelétricas e hidroelétricas de fio d’água são complementares em ambos os sentidos.
A energia elétrica é uma forma intermediária que, em princípio, não pode ser armazenada. Uma vez produzida tem de ser consumida no instante da produção. Entretanto existem pelo menos 3 maneiras de armazenar energia elétrica por meios indiretos:
• Armazenamento da própria energia elétrica em baterias de veículos elétricos.
• Armazenamento antecipado dos “meios” de produzir energia elétrica, sem a necessidade imediata da construção de usinas completas.
• Armazenamento “dos fins” ou estoque de energia sob forma de produtos acabados que a eletrólise da energia elétrica é capaz de produzir.
Qualquer uma dessas constitui alternativa promissora para aproveitamento da energia vertida por usinas hidroelétricas quando os reservatórios perderem importância. Esta é uma oportunidade que não tem sido aproveitada devido a teimosia em permanecer dependente da monocultura da eletricidade.
Os responsáveis pelo planejamento do Sistema Elétrico Brasileiro (MME, ANEEL, EPE, ONS, etc.) vêm tentando suprir as deficiências de energia do Sudeste e Nordeste pela extensão do atual sistema interligado, concentrando a produção em usinas de grande porte da bacia Amazônica.
Ora, estas são usinas concentradoras que não concorrem para constituição de estoques, principal estratégia do planejamento do Sudeste.
Em seu trabalho premiado “Energia para o desenvolvimento” de 1980 — no pleno auge do choque do petróleo — o professor Goldemberg já alertava sobre as causas e conseqüências do elevado endividamento externo, em razão da concentração dos empreendimentos hidroelétricos em obras de grande porte. Mas o risco dos sistemas majoritariamente hidroelétricos não depende do clima apenas nos aspectos de manutenção de “energia garantida”, como tambem dos acidentes que o clima pode produzir sobre as linhas de transmissão como furacões, raios e tempestades.
não existem mais locais onde a água possa ser represada em altitudes capazes de constituir estoques de energia potencial. Com isso, a extensão do sistema Sudeste à região Norte fica comprometida por perder a sua principal finalidade que são os reservatórios de acumulação. Mesmo que algum local fosse encontrado no Norte a energia potencial não seria transferível por falta de conexão física (geográfica), inclusive entre bacias dos rios isolados do Norte de mesma sazonabilidade.
Custa muito manter um sistema elétrico baseado apenas em potenciais hidráulicos. Requer condições muito especiais somente encontrados em raros lugares do mundo. Parece até um milagre o Brasil permanecer, por mais de 40 anos, isolado na posição invejável que desfruta no contexto da imensa maioria de países. Será que só o Brasil está certo e os demais estão errados por terem suas matrizes comprometidas com combustível fóssil? Ou será que está confiando demais em seus recursos naturais e pagando alto preço ao prolongar demasiadamente a “(mono) cultura da hidroeletricidade”? Essa é mais uma das inúmeras “doenças holandesas” de que tem sido vítima a economia brasileira desde os tempos coloniais: o culto das riquezas naturais. O Brasil não precisa ficar escravo da monocultura da hidroeletricidade para salvar as aparências.
Para justificar a construção de grandes hidroelétricas na Amazônia o presidente da EPE tenta intimidar ambientalistas com a construção de térmicas mais poluentes, como se fossem alternativas mutuamente excludentes.
Devemos reconhecer que foi graças a atuação dos ambientalistas que os reservatórios foram reduzidos nas usinas do Rio Madeira e em Belo Monte.
Porque só agora o presidente EPE revela — num claro pedido de desculpas — que “a matriz está se sujando”, com aumento da participação de combustíveis fósseis?
Não poderia ter “sujado” antes, como muitos países o fizeram no século passado?
Porque não “sujar”, de forma consciente, agora que pode contar com os combustíveis, gás e álcool, que brevemente se tornarão subprodutos da exploração de petróleo e da cana de açúcar?
Estender à Região Amazônica o grande sistema interligado significa um retorno a práticas que deram certo no passado, mas que hoje são inviáveis devido baixa sinergia dos rios amazônicos. O sistema ampliado perde uma das suas principais qualidades: a grande sinergia representada pelo estoque energia potencial dos reservatórios de acumulação. A interligação com o Norte só agrava os riscos operacionais que já se manifestam no Sudeste pela sua elevada concentração.
Existem várias maneiras de aumentar a capacidade de produção (sinergia) de um sistema, buscando principalmente a complementaridade:
• A primeira e mais evidente é contar com várias fontes de suprimento, inclusive importação. Quanto mais diferentes mais complementares.
• Armazenamento antecipado de energia potencial por meio de grandes reservatórios. Estratégia utilizada com pleno êxito no Sistema Sudeste que permitiu a construção escalonada de usinas de fio d’água ao longo do tempo e espaço..
• Intercâmbio de energia elétrica complementar pela sazonalidade. Caso pretendido pelos atuais planejadores do grande Sistema Interligado Brasileiro.
• Complementação térmica de sistema puramente hidroelétrico.
• Economia no consumo de combustível de térmicas pré-existentes por usinas de fio d’água supermotorizadas. Caso do aproveitamento sustentável dos potenciais amazônicos (low profile).
• Supermotorização de hidroelétricas atuais para fins estratégicos. A supermotorização permite a utilização dos reservatórios no máximo de sua capacidade em ocasiões de emergência ou produção de bens estratégicos em situação de vertimento de água nas usinas.
Resumindo:
— Reservatório de acumulação é a forma complementar de aumentar a sinergia nos sistemas predominantemente hidroelétricos.
— Intercâmbio é a forma de aumentar a sinergia de regiões complementares pela sazonalidade.
— Termoelétricas e hidroelétricas de fio d’água são complementares em ambos os sentidos.
A energia elétrica é uma forma intermediária que, em princípio, não pode ser armazenada. Uma vez produzida tem de ser consumida no instante da produção. Entretanto existem pelo menos 3 maneiras de armazenar energia elétrica por meios indiretos:
• Armazenamento da própria energia elétrica em baterias de veículos elétricos.
• Armazenamento antecipado dos “meios” de produzir energia elétrica, sem a necessidade imediata da construção de usinas completas.
• Armazenamento “dos fins” ou estoque de energia sob forma de produtos acabados que a eletrólise da energia elétrica é capaz de produzir.
Qualquer uma dessas constitui alternativa promissora para aproveitamento da energia vertida por usinas hidroelétricas quando os reservatórios perderem importância. Esta é uma oportunidade que não tem sido aproveitada devido a teimosia em permanecer dependente da monocultura da eletricidade.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
O CULTO DO PLANEJAMENTO
HUGO SIQUEIRA
O desenvolvimento dos países industrializados de hoje aconteceu sob condições inteiramente diversas. Os conhecimentos da época eram escassos, de forma que, considerações de eficiência não eram relevantes (o problema não continha os clássicos limites das condições de contorno). As mudanças ocorriam em ciclos estáveis que cabiam dentro do prazo de vida de uma pessoa, no decorrer de um industrialismo, que durou cerca de 300 anos. Um exemplo: as locomotivas a lenha de 1950 eram verdadeiras fábricas ambulantes, devoradoras de lenha e a vapor, de rendimento baixíssimo para acionar pistões. Hoje, com as mudanças ocorrendo a ciclos cada vez menores, qualquer trabalho que leve mais de cinco anos, será obsoleto na publicação.
“Não há como preparar países para enfrentar a globalização da economia: não há um mundo previsível para o qual se possa preparar algum país. A todo o momento, através de retro-efeitos (feedback) a vida irá se transformando segundo uma lei geral de probabilidades (auto-regulação). A tecnologia, em sua permanente criatividade, levou de roldão a estabilidade cíclica dos sistemas simbólicos (arquiteturas puramente ideológicas)” (Malshall McLuhan).
Foi a estratificação do industrialismo que criou a necessidade de planejamento. O planejamento foi mais um instrumento de imobilização da vida (desestimulação da criatividade) que fator de reequilibração permanente. Os planos tinham por objetivo evitar a invenção. Velhos conceitos, puramente ideológicos (livre mercado, estatais, liberalismo), perderam totalmente o sentido com o fim das ideologias e o fim da história A palavra de ordem agora é “cooperação espontânea”. Como planejar um futuro, vivendo dentro das mudanças, que são verdadeiras mutações acontecendo e das quais não damos conta no tumulto das mudanças profundas?
A BANCARROTA DOS ESTADOS NACIONAIS
A atual crise vem demonstrando que os países não têm poder de ação relativamente às suas empresas transnacionais, cujos interesses se encontram mais fora de seus países de origem. Até países em desenvolvimento estão criando suas empresas Multiestatais (parece uma heresia): a Petrobrás, por exemplo. Os nacionalistas da Bolívia estão brigando com inimigos errados (Bush, que desocupa o cargo em dez meses), em lugar das “Trans”, como fizeram com relação ao Brasil, pervertendo o sentido do mercosul conforme fez o Índio e o bispo. O Mercosul, hoje, é uma mistura espúria de alucinados idealistas bolivarianos, todos iguais na pobreza e incapazes de constituir um bloco, impossível de acontecer. Aliás –como afirma o ditado caipira – “fazer sociedade com pobre, é o mesmo que pedir esmola pra dois”.
Essa era a tônica dos discursos da época dos grandes planos do sistema elétrico brasileiro, cujos preâmbulos se iniciavam com as afirmações: “para que o PIB cresça 8% a oferta de energia deve antes crescer 10%”, dando a entender uma estreita correlação entre o crescimento do PNB e a demanda de energia per cápita.
USO FINAL DE ENERGIA, VETORES ENERGÉTICOS
Entender o real significado de “economia no uso final de energia e escolha das alternativas promissoras e seus vetores energéticos”, cujo sentido parece claro por si mesmo, é de importância vital para compreender devidamente a que o professor Goldemberg está se referindo.
A mensagem é a seguinte: por melhores que sejam os planos econômicos, estes não levam em conta o grande número de variáveis intervenientes, principalmente as condições históricas imprevisíveis e probabilísticas.
“A pior forma de reacionarismo é não levar em conta o tempo e ficar estacionado em um passado, que não foi tão bom quanto idealizado hoje, e não pensar que as coisas mudam a todo instante. A característica mais importante de nossos dias é a ”mudança e a surpreendente velocidade com que verdadeiras mutações ocorrem”. Velhos padrões perderam o sentido, tudo é ao contrário. Só velhos princípios ainda permanecem. Por
O desenvolvimento dos países industrializados de hoje aconteceu sob condições inteiramente diversas. Os conhecimentos da época eram escassos, de forma que, considerações de eficiência não eram relevantes (o problema não continha os clássicos limites das condições de contorno). As mudanças ocorriam em ciclos estáveis que cabiam dentro do prazo de vida de uma pessoa, no decorrer de um industrialismo, que durou cerca de 300 anos. Um exemplo: as locomotivas a lenha de 1950 eram verdadeiras fábricas ambulantes, devoradoras de lenha e a vapor, de rendimento baixíssimo para acionar pistões. Hoje, com as mudanças ocorrendo a ciclos cada vez menores, qualquer trabalho que leve mais de cinco anos, será obsoleto na publicação.
“Não há como preparar países para enfrentar a globalização da economia: não há um mundo previsível para o qual se possa preparar algum país. A todo o momento, através de retro-efeitos (feedback) a vida irá se transformando segundo uma lei geral de probabilidades (auto-regulação). A tecnologia, em sua permanente criatividade, levou de roldão a estabilidade cíclica dos sistemas simbólicos (arquiteturas puramente ideológicas)” (Malshall McLuhan).
Foi a estratificação do industrialismo que criou a necessidade de planejamento. O planejamento foi mais um instrumento de imobilização da vida (desestimulação da criatividade) que fator de reequilibração permanente. Os planos tinham por objetivo evitar a invenção. Velhos conceitos, puramente ideológicos (livre mercado, estatais, liberalismo), perderam totalmente o sentido com o fim das ideologias e o fim da história A palavra de ordem agora é “cooperação espontânea”. Como planejar um futuro, vivendo dentro das mudanças, que são verdadeiras mutações acontecendo e das quais não damos conta no tumulto das mudanças profundas?
A BANCARROTA DOS ESTADOS NACIONAIS
A atual crise vem demonstrando que os países não têm poder de ação relativamente às suas empresas transnacionais, cujos interesses se encontram mais fora de seus países de origem. Até países em desenvolvimento estão criando suas empresas Multiestatais (parece uma heresia): a Petrobrás, por exemplo. Os nacionalistas da Bolívia estão brigando com inimigos errados (Bush, que desocupa o cargo em dez meses), em lugar das “Trans”, como fizeram com relação ao Brasil, pervertendo o sentido do mercosul conforme fez o Índio e o bispo. O Mercosul, hoje, é uma mistura espúria de alucinados idealistas bolivarianos, todos iguais na pobreza e incapazes de constituir um bloco, impossível de acontecer. Aliás –como afirma o ditado caipira – “fazer sociedade com pobre, é o mesmo que pedir esmola pra dois”.
Essa era a tônica dos discursos da época dos grandes planos do sistema elétrico brasileiro, cujos preâmbulos se iniciavam com as afirmações: “para que o PIB cresça 8% a oferta de energia deve antes crescer 10%”, dando a entender uma estreita correlação entre o crescimento do PNB e a demanda de energia per cápita.
USO FINAL DE ENERGIA, VETORES ENERGÉTICOS
Entender o real significado de “economia no uso final de energia e escolha das alternativas promissoras e seus vetores energéticos”, cujo sentido parece claro por si mesmo, é de importância vital para compreender devidamente a que o professor Goldemberg está se referindo.
A mensagem é a seguinte: por melhores que sejam os planos econômicos, estes não levam em conta o grande número de variáveis intervenientes, principalmente as condições históricas imprevisíveis e probabilísticas.
“A pior forma de reacionarismo é não levar em conta o tempo e ficar estacionado em um passado, que não foi tão bom quanto idealizado hoje, e não pensar que as coisas mudam a todo instante. A característica mais importante de nossos dias é a ”mudança e a surpreendente velocidade com que verdadeiras mutações ocorrem”. Velhos padrões perderam o sentido, tudo é ao contrário. Só velhos princípios ainda permanecem. Por
A NATUREZA LIMITADORA DOS PRINCÍPIOS
HUGO SIQUEIRA
A maneira mais eficaz de produzir calor é através da queima direta de combustível e, não por coincidência, o aquecimento é a maior demanda dos países industrializados de clima frio (58% nos Estados Unidos). O modo mais barato de produzir trabalho mecânico é a utilização dos potenciais hidroelétricos e a energia de acionamento é a maior demanda dos países em desenvolvimento (50%). Não é, por acaso, que os últimos potenciais inexplorados se encontrem nos países em desenvolvimento (700 Gw) tambem não é surpresa nenhuma que os combustíveis tenham se tornado escassos (fósseis e biomassa). Ambas as formas operam com elevados rendimentos tanto na produção (80%) quanto no consumo (cerca de 70%). As demais formas de energia têm rendimentos menores seja na produção e/ ou no consumo.
O transporte, maior consumidor de combustível, é a segunda maior demanda dos países industrializados (34%) e a primeira dos países em desenvolvimento (50%). No entanto, o mundo todo continua utilizando o motor à explosão, um meio bastante ineficiente de produzir energia de acionamento.
Alguns exemplos de utilização inadequada ou ineficiente:
• Queimar bagaço de cana é uma forma eficaz de gerar “calor de processo”, mas, não é a melhor forma de produzir eletricidade (térmica a vapor).
• A utilização de chuveiros elétricos é uma forma de esbanjar energia. Usar energia elétrica já produzida por termoelétricas convencionais ou nucleares para aquecer residências, que é maior necessidade dos países industrializados (58%), é uma forma cara e redundante de transformar calor em calor (ver figura 1).
Ironicamente, o aquecimento solar direto, que, sem dúvida, é a melhor forma de produzir calor, não está plenamente disponível para os que dele mais precisam os países de clima frio. Nos países tropicais, é desnecessário.
A humanidade toda se sente ameaçada ante a possibilidade que venha faltar alimentos, terra, combustível. As preocupações são genuínas. Mas, devemos lembrar que a humanidade já se confrontou com problemas maiores no passado. A melhor maneira de afastar esses temores e ganhar tempo, até que novas tecnologias estejam disponíveis, é investigar como demanda e oferta de energia se combina no presente, bem como sua evolução futura. Cada país deve fazer a escolha das melhores alternativas de produção e consumo de energia, como aponta José Goldemberg no seu trabalho premiado “Energia para o Desenvolvimento”, de 1988, cuja principal conclusão é a seguinte:
“Os países em desenvolvimento não deveriam trilhar os mesmos caminhos de desenvolvimento do Norte, mas buscar novas direções e assumir os riscos da inovação em áreas especialmente promissoras”.
Em lugar de prever o futuro, países em desenvolvimento devem ler o passado, não para copiar, mas para não incorrer no erro de soluções que se tornaram inviáveis naqueles países, simplesmente porque as condições mudaram. Ao invés de planejar, os diversos países devem “garimpar” as alternativas promissoras próprias.
Os países em desenvolvimento não precisam, necessariamente, repetir os mesmos passos dos países industrializados, evitando assim escolher alternativas que se tornaram inviáveis nestes países. Podem queimar etapas com melhores escolhas. Nem os países industrializados precisam, hoje, retroceder ao passado do industrialismo para proteger seus empregos.
Conclusões de Malshal McLuhan, o papa da comunicação, referenciado por L.O. Lima em “Mutações em Educação segundo McLuhan”, 1982, 16º edição, Vozes RG:
“Mas terá cabimento, num país subdesenvolvido, tomar-se como meta a reflexão vinda de (McLuhan) de uma civilização pós-industrial como a americana? Muitos pensadores estão convictos de que a reflexão prospectiva – dedução do statu quo dos países altamente desenvolvidos – é a melhor solução para os países subdesenvolvidos: assim, esses países evitarão incorrer (por ensaio e erro) nas soluções que hoje se mostram inadequadas naqueles”. Por outro lado, o processo civilizatório atual -- dentro das defasagens internacionais – mostra que é possível queimar etapas: a eletronização da Amazônia, por exemplo, é uma comprovação de que se pode antecipar as comunicações que (se tivessem que seguir as etapas históricas) passariam antes pelas estradas a pé, a cavalo, por água, estradas de rodagem, estradas de ferro e, finalmente pelo avião, antes de chegar as microondas e aos satélites”.
A maneira mais eficaz de produzir calor é através da queima direta de combustível e, não por coincidência, o aquecimento é a maior demanda dos países industrializados de clima frio (58% nos Estados Unidos). O modo mais barato de produzir trabalho mecânico é a utilização dos potenciais hidroelétricos e a energia de acionamento é a maior demanda dos países em desenvolvimento (50%). Não é, por acaso, que os últimos potenciais inexplorados se encontrem nos países em desenvolvimento (700 Gw) tambem não é surpresa nenhuma que os combustíveis tenham se tornado escassos (fósseis e biomassa). Ambas as formas operam com elevados rendimentos tanto na produção (80%) quanto no consumo (cerca de 70%). As demais formas de energia têm rendimentos menores seja na produção e/ ou no consumo.
O transporte, maior consumidor de combustível, é a segunda maior demanda dos países industrializados (34%) e a primeira dos países em desenvolvimento (50%). No entanto, o mundo todo continua utilizando o motor à explosão, um meio bastante ineficiente de produzir energia de acionamento.
Alguns exemplos de utilização inadequada ou ineficiente:
• Queimar bagaço de cana é uma forma eficaz de gerar “calor de processo”, mas, não é a melhor forma de produzir eletricidade (térmica a vapor).
• A utilização de chuveiros elétricos é uma forma de esbanjar energia. Usar energia elétrica já produzida por termoelétricas convencionais ou nucleares para aquecer residências, que é maior necessidade dos países industrializados (58%), é uma forma cara e redundante de transformar calor em calor (ver figura 1).
Ironicamente, o aquecimento solar direto, que, sem dúvida, é a melhor forma de produzir calor, não está plenamente disponível para os que dele mais precisam os países de clima frio. Nos países tropicais, é desnecessário.
A humanidade toda se sente ameaçada ante a possibilidade que venha faltar alimentos, terra, combustível. As preocupações são genuínas. Mas, devemos lembrar que a humanidade já se confrontou com problemas maiores no passado. A melhor maneira de afastar esses temores e ganhar tempo, até que novas tecnologias estejam disponíveis, é investigar como demanda e oferta de energia se combina no presente, bem como sua evolução futura. Cada país deve fazer a escolha das melhores alternativas de produção e consumo de energia, como aponta José Goldemberg no seu trabalho premiado “Energia para o Desenvolvimento”, de 1988, cuja principal conclusão é a seguinte:
“Os países em desenvolvimento não deveriam trilhar os mesmos caminhos de desenvolvimento do Norte, mas buscar novas direções e assumir os riscos da inovação em áreas especialmente promissoras”.
Em lugar de prever o futuro, países em desenvolvimento devem ler o passado, não para copiar, mas para não incorrer no erro de soluções que se tornaram inviáveis naqueles países, simplesmente porque as condições mudaram. Ao invés de planejar, os diversos países devem “garimpar” as alternativas promissoras próprias.
Os países em desenvolvimento não precisam, necessariamente, repetir os mesmos passos dos países industrializados, evitando assim escolher alternativas que se tornaram inviáveis nestes países. Podem queimar etapas com melhores escolhas. Nem os países industrializados precisam, hoje, retroceder ao passado do industrialismo para proteger seus empregos.
Conclusões de Malshal McLuhan, o papa da comunicação, referenciado por L.O. Lima em “Mutações em Educação segundo McLuhan”, 1982, 16º edição, Vozes RG:
“Mas terá cabimento, num país subdesenvolvido, tomar-se como meta a reflexão vinda de (McLuhan) de uma civilização pós-industrial como a americana? Muitos pensadores estão convictos de que a reflexão prospectiva – dedução do statu quo dos países altamente desenvolvidos – é a melhor solução para os países subdesenvolvidos: assim, esses países evitarão incorrer (por ensaio e erro) nas soluções que hoje se mostram inadequadas naqueles”. Por outro lado, o processo civilizatório atual -- dentro das defasagens internacionais – mostra que é possível queimar etapas: a eletronização da Amazônia, por exemplo, é uma comprovação de que se pode antecipar as comunicações que (se tivessem que seguir as etapas históricas) passariam antes pelas estradas a pé, a cavalo, por água, estradas de rodagem, estradas de ferro e, finalmente pelo avião, antes de chegar as microondas e aos satélites”.
FORMAS ANACRÔNICAS DE ENERGIA
CARVÃO VEGETAL E O VELHO GAZOGÊNIO
HUGO SIQUEIRA
Circunstâncias históricas podem mudar, de forma que muitas soluções — consideradas anacrônicas — podem ser ressuscitados com sucesso, graças à nova tecnologia da biogenética. O próprio “Gasogênio”, uma relíquia do passado da segunda guerra, pode ser ressuscitado como uma alternativa promissora para países pobres carentes de petróleo, mas ricos em biomassa.
Assim tambem, o aço brasileiro baseado em carvão vegetal, vista por muitos como anacrônica, compete bem nos mercados, atualmente, porque sua indústria está muito mais adiantada em relação à antiga tambem baseada em carvão vegetal, há muito abandonada pelos países industrializados, alem do que a tecnologia da biogenética favorece países tropicais. As árvores utilizadas na Suécia levam trinta anos para serem aproveitadas, enquanto as florestas cultivadas do Brasil são cortadas com seis anos. Os ganhos de produtividade das florestas cultivada no Brasil aumentaram em cinco vezes, pelo emprego de “clones” de eucalipto e melhores técnicas de cultivo e de aproveitamento do carvão vegetal. È um feito surpreendente que mostra o caminho a ser seguido pelos americanos e chineses que insistem nas grandes siderúrgicas a carvão mineral.
O excessivo transporte de carvão pela rodovia 050 com destino às mini-siderúrgicas de Itauna e Divinópolis é um claro sinal da existência de mercado para esse produto. Florestas cultivadas — muito mais eficientes — constitui a melhor forma de preteger o cerrado e florestas naturais pelo desestímulo do preço.
Apesar de gratúito, o corte de floresta natural é muito mais dispendioso do que o de florestas artificiais especialmente plantadas por meios tecnológicos. Constituem o meio apropriado do replantio de floresta natural devastada sem apelar para motivação patriótica. Constitui tambem o substituto natural da exploração predatória de pastagens degradadas alem de recompor florestas que foram subtraídadas durante o processo de colonização.
HUGO SIQUEIRA
Circunstâncias históricas podem mudar, de forma que muitas soluções — consideradas anacrônicas — podem ser ressuscitados com sucesso, graças à nova tecnologia da biogenética. O próprio “Gasogênio”, uma relíquia do passado da segunda guerra, pode ser ressuscitado como uma alternativa promissora para países pobres carentes de petróleo, mas ricos em biomassa.
Assim tambem, o aço brasileiro baseado em carvão vegetal, vista por muitos como anacrônica, compete bem nos mercados, atualmente, porque sua indústria está muito mais adiantada em relação à antiga tambem baseada em carvão vegetal, há muito abandonada pelos países industrializados, alem do que a tecnologia da biogenética favorece países tropicais. As árvores utilizadas na Suécia levam trinta anos para serem aproveitadas, enquanto as florestas cultivadas do Brasil são cortadas com seis anos. Os ganhos de produtividade das florestas cultivada no Brasil aumentaram em cinco vezes, pelo emprego de “clones” de eucalipto e melhores técnicas de cultivo e de aproveitamento do carvão vegetal. È um feito surpreendente que mostra o caminho a ser seguido pelos americanos e chineses que insistem nas grandes siderúrgicas a carvão mineral.
O excessivo transporte de carvão pela rodovia 050 com destino às mini-siderúrgicas de Itauna e Divinópolis é um claro sinal da existência de mercado para esse produto. Florestas cultivadas — muito mais eficientes — constitui a melhor forma de preteger o cerrado e florestas naturais pelo desestímulo do preço.
Apesar de gratúito, o corte de floresta natural é muito mais dispendioso do que o de florestas artificiais especialmente plantadas por meios tecnológicos. Constituem o meio apropriado do replantio de floresta natural devastada sem apelar para motivação patriótica. Constitui tambem o substituto natural da exploração predatória de pastagens degradadas alem de recompor florestas que foram subtraídadas durante o processo de colonização.
O PAPEL DO COMBUSTÍVEL NO PRESENTE
HUGO SIQUEIRA
Com raras exceções, toda forma de energia a ser utilizada em larga escala no mundo todo, passará, de uma forma ou outra, pela queima de algum combustível. Nem a energia nuclear, esperança do futuro, escapa do processo ineficiente da transformação de calor em energia elétrica. Isto significa que os países Industrializados vão ter que disputar preços elevados de combustíveis com os países em desenvolvimento ou, como última instância serão obrigados a utilizar energia nuclear a custos muito maiores, em razão dos baixos rendimentos inerentes ao processo de transformação.
Duas transformações são especialmente privilegiadas pelos altos rendimentos do processo, tanto na forma de produção quanto no consumo: energia elétrica de origem hidráulica e queima direta de combustível. Energia hidroelétrica é a mais preciosa, tanto pelos baixos custos quanto pelas facilidades no uso. Nos países industrializados, os primeiros a crescer no período do industrialismo, todos os potenciais disponíveis, obviamente, já foram utilizados. A queima direta de combustível é a forma mais eficaz de produção de calor e se adapta bem ao perfil dos países industrializados, concentrada na demanda por aquecimento.
“A energia hidroelétrica e a biomassa, promissoras fontes de energia renováveis, responderam pela metade da energia primária usada nos países em desenvolvimento em 1980. Contudo, as fontes renováveis poderiam dar apenas contribuições relativamente limitadas para o suprimento de energia requerida pelo mundo todo. Apesar de os países em desenvolvimento terem explorado apenas sete por cento de seus recursos hidroelétricos, o potencial econômico total desses recursos é de cerca de 700 GW. Os recursos da biomassa são limitados pelas restrições ao uso da terra impostos pela baixa eficiência da fotossíntese. Somente uma pequena fração destes pode ser explorado como bioenergia, porque as florestas devem servir a muitos propósitos, inclusive o de habitat da para a fauna selvagem” (José Goldemberg e outros).
Energia elétrica, de origem hidráulica ou nuclear, poderia substituir a queima de combustível a custos maiores, como vem acontecendo. Mas, não se adaptam bem ao perfil da demanda dos diversos países: Países industrializados (geralmente de clima frio) queimam combustível que é a forma eficaz de produzir calor (2º princípio) e tambem queimam combustível para acionamento de veículos. Não é casual, portanto, que os países industrializados tenham um consumo de combustível ajustado à demanda. De fato, nestes países o petróleo é responsável por 92 % da demanda de aquecimento e transporte. Países em desenvolvimento queimam combustíveis para produzir e transportar alimentos.
A energia elétrica é usada adequadamente nos países em desenvolvimento que têm potenciais hidroelétricos ainda inexplorados (Brasil, China). Outras formas de energia estão sendo utilizadas em pequena escala como fontes de calor em diversos países: eólica (Estado Unidos e países escandinavos); geotérmica (Islândia); usinas de biomassa (Brasil). Ironicamente, até o aquecimento solar direto, que parece uma solução natural, não encontra condições favoráveis de utilização: países de clima frio, os mais necessitados, estão sujeitos ao escasso sol de inverno, enquanto que, nos países tropicais o aquecimento é desnecessário (entretanto não é ainda praticado no Brasil que utiliza o “anacrônico” chuveiro elétrico para aquecimento).
Com raras exceções, toda forma de energia a ser utilizada em larga escala no mundo todo, passará, de uma forma ou outra, pela queima de algum combustível. Nem a energia nuclear, esperança do futuro, escapa do processo ineficiente da transformação de calor em energia elétrica. Isto significa que os países Industrializados vão ter que disputar preços elevados de combustíveis com os países em desenvolvimento ou, como última instância serão obrigados a utilizar energia nuclear a custos muito maiores, em razão dos baixos rendimentos inerentes ao processo de transformação.
Duas transformações são especialmente privilegiadas pelos altos rendimentos do processo, tanto na forma de produção quanto no consumo: energia elétrica de origem hidráulica e queima direta de combustível. Energia hidroelétrica é a mais preciosa, tanto pelos baixos custos quanto pelas facilidades no uso. Nos países industrializados, os primeiros a crescer no período do industrialismo, todos os potenciais disponíveis, obviamente, já foram utilizados. A queima direta de combustível é a forma mais eficaz de produção de calor e se adapta bem ao perfil dos países industrializados, concentrada na demanda por aquecimento.
“A energia hidroelétrica e a biomassa, promissoras fontes de energia renováveis, responderam pela metade da energia primária usada nos países em desenvolvimento em 1980. Contudo, as fontes renováveis poderiam dar apenas contribuições relativamente limitadas para o suprimento de energia requerida pelo mundo todo. Apesar de os países em desenvolvimento terem explorado apenas sete por cento de seus recursos hidroelétricos, o potencial econômico total desses recursos é de cerca de 700 GW. Os recursos da biomassa são limitados pelas restrições ao uso da terra impostos pela baixa eficiência da fotossíntese. Somente uma pequena fração destes pode ser explorado como bioenergia, porque as florestas devem servir a muitos propósitos, inclusive o de habitat da para a fauna selvagem” (José Goldemberg e outros).
Energia elétrica, de origem hidráulica ou nuclear, poderia substituir a queima de combustível a custos maiores, como vem acontecendo. Mas, não se adaptam bem ao perfil da demanda dos diversos países: Países industrializados (geralmente de clima frio) queimam combustível que é a forma eficaz de produzir calor (2º princípio) e tambem queimam combustível para acionamento de veículos. Não é casual, portanto, que os países industrializados tenham um consumo de combustível ajustado à demanda. De fato, nestes países o petróleo é responsável por 92 % da demanda de aquecimento e transporte. Países em desenvolvimento queimam combustíveis para produzir e transportar alimentos.
A energia elétrica é usada adequadamente nos países em desenvolvimento que têm potenciais hidroelétricos ainda inexplorados (Brasil, China). Outras formas de energia estão sendo utilizadas em pequena escala como fontes de calor em diversos países: eólica (Estado Unidos e países escandinavos); geotérmica (Islândia); usinas de biomassa (Brasil). Ironicamente, até o aquecimento solar direto, que parece uma solução natural, não encontra condições favoráveis de utilização: países de clima frio, os mais necessitados, estão sujeitos ao escasso sol de inverno, enquanto que, nos países tropicais o aquecimento é desnecessário (entretanto não é ainda praticado no Brasil que utiliza o “anacrônico” chuveiro elétrico para aquecimento).
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